Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por que apenas 2% dos estudantes do Ensino Médio querem ser professor?


Por
Onaide Schwartz Mendonça*

Até por volta da década de 70 ser professor estava no topo da lista de profissões. Os salários da rede pública eram atraentes de tal forma que docentes bem preparados disputavam as vagas, imperava o respeito e o estudo nas salas de aulas visto que a conquista do ensino superior era a principal forma de ascensão social. A escola pública era de qualidade e as particulares surgiram para atender aqueles alunos que não conseguiam acompanhar o ritmo da pública.
Na “democratização do ensino” no Brasil ao mesmo tempo em que escolas foram construídas e houve uma ampliação significativa do número de vagas para as camadas populares, a qualidade do ensino oferecido decaiu. Quantidade não foi sinônimo de qualidade, pois muitos cursos de formação de professores foram criados para atender à nova demanda, porém a formação dos profissionais deixou a desejar. Hoje a maioria dos cursos de formação não tem sequer uma disciplina sobre alfabetização que é base do ensino.

É preciso considerar que ao longo dos últimos 35 anos a escola tem passado por mudanças. Para disfarçar o fracasso de 50% dos alunos em alfabetização no início da década de 80 foi criado o Ciclo Básico. Os alunos deixaram de ser reprovados no 1° para serem reprovados no 2° ano. Com o passar do tempo a escola percebeu que a medida não era eficaz para manipular os dados do fracasso e então foi criada a progressão continuada que logo se transformou em progressão automática.

A propósito, a recente medida que cria o ciclo de alfabetização nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, aprovada pelo MEC, onde a tão criticada aprovação automática é mantida, reincide nos erros que causaram o fracasso escolar atual.

Essas medidas consideram o aluno como o “coitadinho” que não aprende por ter “deficiências” e precisa ter sua educação “facilitada”. A escola não tomou consciência de que o aluno não aprende, salvo raras exceções, porque ela própria não consegue ensinar de forma adequada. Equívocos como esses levam o ensino público ao fracasso, banalizam a escola e desprestigiam o exercício do magistério impedindo o desenvolvimento pleno do país.

A criação de ciclos de 2, 3 ou mais anos não vai garantir a alfabetização dos alunos, pois para resolver o problema é preciso a utilização de metodologia adequada, já publicada no país, capaz de alfabetizar em um ano todas as crianças de classes comuns. Porém, os agentes de políticas educacionais ignoram tais conhecimentos elaborados pela Universidade.

Na última formatura do curso de Pedagogia, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, Presidente Prudente, encontramos alunas que se formaram há dois anos e ouvimos relatos estarrecedores sobre suas experiências como professoras. Afirmaram que a formação recebida na Universidade foi ótima, pois foram aprovadas em concursos públicos, na sala de aula conseguiram ensinar os alunos das camadas populares, porém não perderam a primeira oportunidade de sair do magistério e ingressar na área de segurança pública, pois segundo uma delas:

“Além do salário ser muito melhor, ainda há o detalhe de que é mil vezes mais fácil cuidar de assassinos nos presídios do que trabalhar com crianças que vêm para a escola sem a menor educação, xingam e batem na gente, não tem limites, mandam a professora tomar “não sei onde” toda hora, parece que os pais não ensinam nenhuma forma de respeito pelas pessoas. Deus me livre! Não há amor pela profissão que aguente! Tive pena de deixar as crianças, porque sei que vou fazer falta para elas, eu gostava muito delas. Até as mães vinham me procurar dizendo que não entendiam como os filhos tinham aprendido a ler e escrever tão bem comigo…”

Esse depoimento nos ajuda a compreender melhor a falta de interesse pela docência. Assim, a sociedade assiste, perplexa, à falência da escola pública e do magistério. Não é por acaso que pesquisa da Fundação Carlos Chagas mostrou que apenas 2% dos 1501 entrevistados querem ser professor. Os salários pagos são ridículos! No estado de SP, um professor graduado em matemática, com dezenove anos de magistério, 3 especializações, portador do título de Mestre por universidade pública recebe cerca de R$1.000,00 líquidos por 30 aulas semanais, ou seja, o equivalente ao salário de servente de pedreiro.

Não é à toa que hoje faltam professores formados em áreas específicas como física, química, matemática para dar aulas no 2° ciclo do Ensino Fundamental e Médio e a conseqüência é a de que pessoas sem a formação devida têm assumido as salas de aula. Nessas condições não é possível existir uma escola de qualidade. Portanto, providências urgentes precisam ser tomadas para que tenhamos profissionais capacitados nas salas de aula e a escola pública resgatada na busca de uma educação de qualidade.

Onaide Schwartz Mendonça, doutora em Letras/Lingüística, professora do Departamento de Educação e Coordenadora do Curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, Câmpus de Presidente Prudente. Alfabetizou durante 10 anos no Ensino Público.




 
A “Veja” desta semana (edição impressa) revela algo preocupante: apenas 2% dos estudantes brasileiros cogitam a possibilidade de serem professores. Foi isso que revelou uma pesquisa feita pela Fundação Carlos Chagas a pedido da Fundação Victor Civita.

Observe bem: esses 2% não decidiram. Repetindo, eles apenas cogitam a possibilidade de ingressarem no magistério. E ainda assim, os estudantes ouvidos afirmam que seguiriam a profissão como única opção para entrarem no ensino superior e não por gostarem da carreira.

Mas não é apenas isso que preocupa. Esses pouquíssimos estudantes que pensam em ser professores receberam as piores notas do boletim. Tantos números negativos revelam os profissionais docentes que as escolas terão no futuro e a continuação da desvalorização do professor diante da sociedade e dos governantes.

Embora nos surpreendamos, o que a “Veja” fez (ao lado da Carlos Chagas e da Fundação Victor Civita) foi traduzir em números uma triste realidade educacional que está evidente há muito tempo.





O Jornal da Record, a partir de hoje, exibirá uma série que discute essa triste realidade. Recomendamos acompanhar. É mais uma forma de nós discutirmos a situação da Educação no Brasil.

Muitas vezes nossas posições neste blog é criticada e vista como radical, como intransigente e exageradamente dura, quando o assunto é avaliar as condições de trabalho, de salário, de relações interpessoais, da estrutura funcional das escolas, do sistema público, em todos os níveis.

No entanto, o que buscamos é ter um olhar mais apurado da realidade como um todo, incluindo, inclusive, a nossa própria postura, que nunca se autodenominou "perfeita" ou se disse "a melhor" prática pedagógica. Longe disso. Nossos equívocos são muitos, mas, a nossa vontade de acertar, o desejo de colaborar, e, acima de tudo, o amor pela profissão é muito maior em  nossas intenções.

A pesquisa aponta para questões que levantamos sempre em nossos textos e conversas em capacitações e encontros. O que sempre me chama atenção é falta de interesse em se fazer o que é preciso fazer, a partir das coisas mais simplórias e básicas no sistema educacional.

Jamais apontei o salário como principal vilão do fracasso que vivemos, nem quando iniciei a profissão em 1995. Por outro lado, a profissão está repleta de pessoas que apenas enxergaram no magistério uma forma mais rápida e fácil de se ter estabilidade profissional, mas que poucos fazem da educação uma causa, um ideal e não uma simples forma de ter segurança financeira.

Recentemente soube que o MEC está estudando a aplicação de uma avaliação que servirá de base para medir a capacidade funcional dos postulantes a professor, bem como saber como anda a vida profissional dos regentes. É muito parecido com o sistema do atual do ENEM. Resta saber se os estados e municípios usarão como meio de acesso ao serviço público. Acho uma ótima idéia, apesar de não acreditar em provas como esta. Mas creio que será possivel corrigir as distorções atuais. Se não acentuar a estatística trazida nos dois textos acima, esta prova pode nos ajudar a trazer de volta o respeito pela profissão, cada vez mais distante da realidade cruel que vivemos dentro das escolas brasileiras. 

domingo, 10 de abril de 2011

Um Recado do Professor Lucivânio Jatobá

Estimados (as) amigos (as),

o ano de 2011 ficará para sempre marcado como o ano do Tsunami violentíssimo do Japão e da catástrofe nuclear decorrente do violento fenômeno tectônico ocorrido naquele próspero país.

Nesse mesmo ano, foi anunciado o projeto de construção de uma USINA NUCLEAR em Itacuruba, Sertão pernambucano. Poucas pessoas, sobretudo os políticos, estão se preocupando com a questão de um acidente nuclear, que não é impossível de acontecer naquele ambiente semi-árido. Preocupam-se com verbas e mais verbas, como sempre..., que chegarão e com votos e empregos e vice-versa. Coisas da "democracia" brasileira, que é de péssima qualidade, como bem sabemos.

Bom, repasso-lhes um documento em PPS, bem simples, que aborda importantes questões sobre esse tema tão preocupante. Se concordarem com o teor desta mensagem, repasse-a para as pessoas mais sensíveis. Se não concordarem, deletem-na de imediato e rezemos ao Senhor.

Saudações Ecológicas.
 
 
Gente,
Se alguém se interessar escrevam que eu enviarei com prazer. Acho que ninguém deveria ficar de fora dessa discussão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Supremo mantém piso salarial nacional para professores



Valor atual é de R$ 1.187,97 para 40 horas semanais.
Débora Santos
Do G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira (6), por 8 votos a 1, a lei que criou o piso nacional de salário do professor, fixado em R$ 1.187,97 para este ano. A decisão considerou como piso a remuneração básica, sem acréscimos pagos de forma diversa pelos estados, OU SEJA: NADA DE INCORPORAR GRATIFICAÇÕES AO SALÁRIO!!! 


Promulgada em 17 de julho de 2008, a norma estabelece que nenhum professor da rede pública pode receber menos que o piso nacional para uma carga horária de até 40 horas semanais.

A lei do piso foi questionada por governadores de cinco estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará. Entre os argumentos da ação estão os custos com a folha de pagamento, que podem ultrapassar o que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e fim da autonomia dos estados e municípios.

O valor do piso foi calculado em função do reajuste do custo-aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deste ano.

O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, defendeu que o piso se refere ao salário básico, sem vantagens ou benefícios e disse que a lei não oferece risco à autonomia dos estados. Barbosa afirmou que os estados tiveram tempo para se adaptar à regra.

“Não me comove, não me sensibiliza nem um pouco argumentos de ordens orçamentárias. O que me sensibiliza é a questão da desigualdade intrínseca que está envolvida. Duvido que não haja um grande número de categorias de servidores, que não esta, que tenha rendimentos de pelo menos 10, 12, até 15 vezes mais que esse piso”, disse o ministro.

Também votaram a favor da manutenção do salário mínimo os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Ellen Gracie, Celso de Mello e Ayres Britto e Gilmar Mendes. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra a manutenção do piso.


“Sou filho de professores. Vivi sempre nesse ambiente. E tenho acompanhado, desde então, essa jornada terrível que os professores da rede escolar enfrentam, sempre sendo marginalizados no processo de conquistas sociais”, disse Celso de Mello.

PS: MINISTRO CELSO, O SENHOR DISSE: PROFESSORES DA REDE ESCOLAR? EU NÃO ENTENDI.

Por falta do quórum necessário, o Supremo deixou de analisar o artigo da lei que obrigava o professor a passar um terço da jornada de trabalho de 40 horas fora da sala de aula, em atividades de planejamento. No julgamento, alguns ministros defenderam que a regra fere a Constituição.

O plenário decidiu aguardar a manifestação dos ministros Cezar Peluso, que não participou da sessão, e da ministra Ellen Gracie, que precisou se ausentar antes do fim do julgamento. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido.

Julgamento

Para o procurador do Estado de Santa Catarina, Ezequiel Pires, a lei abre precedente para que policiais militares, bombeiros e servidores de saúde tenham piso salarial nacional também.

Segundo advogado-geral da União, Luís Adams, a existência de regras nacionais não significa uma violação dos princípios federativos. O ministro disse ainda que a lei prevê complementação da União dos valores para o pagamento do piso para estados e municípios que necessitarem. Em 2009, 20 municípios pediram a complementação e, em 2010, foram 40 cidades, de acordo com Adams.

Votaram contra a lei que fixa o piso salarial os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que falou sobre a importância da valorização da educação brasileira, mas ponderou sobre os riscos dessa norma para a autonomia governamental e normativa dos estados.

“Diria mesmo que a educação ela se encontra sucateada. Mas não estamos aqui a atuar num campo da disciplina em si da matéria. Aprendi, desde cedo, que para as unidades da federação – e nisso está a essência do pacto federativo – se há de reconhecer a autonomia governamental e normativa”, disse o ministro.

O ministro Luiz Fux rebateu os argumentos do colega. “Como a lei é boa, não vamos aplicar”, afirmou o ministro que foi aplaudido pelos professores que assistiam à sessão.

A manifestação popular provocou reação do ministro Marco Aurélio. “Eu não estou aqui a ocupar cadeira para relações públicas, para receber aplausos ou vaias”. Ele sugeriu a suspensão do julgamento, proposta rejeitada pelos demais integrantes da Corte.






























terça-feira, 5 de abril de 2011

Cântico negro

José Régio



"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!



José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre.

Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu.

Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Academia de Artes e Letras Tem Nova Diretoria

No último sábado, dia 02 de Abril, no Salão 3 S, foi realizado a posse da nova diretoria da Academia de Letras e Artes de Gravatá. O Presidente eleito pelos acadêmicos para biênio 2011-2012, o querido amigo Josias Teles, que terá como vice-presidente o escritor Geraldo Torres de Sá Ferraz.

Autoridades como o vice-prefeito João Paulo, o senhor Carlos Lippo, o Presidente da ACIAG o senhor José Joaquim de Lemos, a Secretária de Educação Maria da Paz, a ex-secretária de Educação Rosa Melo, o Empresário Levi, Olavo Bandeira e família, o Professor Isamel Carvalho e a esposa Eliane Carvalho, a Secretária de Gabinete Vera Solto Maior, o Secretário de Governo Eufrázio Silva, dentre outros.

Foi uma noite maravilhosa muito emocionante, tanto para os participantes quanto para o presidente eleito que, em seu discurso de posse, citou grandes mestres da história da humanidade como Platão e o Poeta Manuel Bandeira. Vibrante em suas palavras, coerente em seus pensamentos, Josias Teles honra o nome das Letras e das Artes em Gravatá.

Homenageado pelo seu primo Paulo Assis, através um cordel super ilustrativo, Josias representa exemplo de homem honroso, dedicado, honesto, marido e pai amoroso e presente, digno, responsável e verdadeiro que faz de nós, seus amigos, orgulhosos e felizes pelo momento compartilhado.

Eis algumas imagens do evento:










PRIMEIRAS PALAVRAS COMO PRESIDENTE

sexta-feira, 1 de abril de 2011

COMO FAZER UMA REUNIÃO JUSTA, OBJETIVA, VERDADEIRA?

Alguma vez você já foi convocado para organizar uma reunião? Dependendo do assunto pode não ser uma tarefa fácil. Na minha concepção, uma reunião possui várias fases. Para cada uma dessas fases, separei algumas dicas que podem lhe ser úteis para conseguir passar as informações de modo eficiente.

Fase 1: Concepção

Esta é a fase onde você percebe a necessidade de se realizar a reunião. A minha única dica para essa fase é:

Verifique se a reunião é realmente necessária.
Nada pior do que convocar uma reunião e, durante a reunião, perceber que nada disso era necessário.

Fase 2: Preparação

Muitas vezes as nossas atividades são realizadas com mais eficiência quando fazemos um planejamento. Com as reuniões não é diferente.
Nunca vá para uma reunião sem saber tudo sobre o assunto a ser tratado. É sua obrigação como líder da reunião, passar as informações da maneira mais completa possível;
Marque um horário em uma sala específica e preferencialmente reservada;
Faça uma ATA com os principais pontos que serão abordados;

Fase 3: Convocação

Para início de conversa, os convidados para a reunião já tem um desconforto natural com a situação. Uma reunião sugere sempre um assunto sério ou de grande importância, algo que mereça uma conversa em um local mais reservado.

Tente convocar a reunião de maneira mais informal, assim os participantes quebram um pouco do gelo;
Ao marcar um horário para o início das atividades, siga o horário a risca pois todos os convidados já se programaram para a reunião naquele horário e irão aguardar o seu início (o que, dependendo da demora, atrapalha o rendimento deles);
Dependendo da situação, formalize o chamado para a reunião por e-mail;

Fase 4: Realização

Durante a reunião, passe as informações com clareza, pergunte se os convidados tem alguma dúvida e as responda pacientemente.

Tenha sempre na manga um conjunto de regras para que você possa manter a ordem pois nunca sabemos como será o comportamento do grupo;
Escolha uma pessoa de confiança para tomar notas dos pontos discutidos bem como as opiniões dos participantes, as decisões tomadas e as atividades programadas;
MANTENHA O FOCO. Muitas vezes é difícil manter o foco pois o assunto acaba se perdendo no meio do caminho. Fique atento!

Fase 5: Término

A reunião termina em duas situações:
Você já falou o que gostaria de falar;
O tempo programado está acabando ou já acabou;
No segundo caso, é altamente recomendável que você termine a reunião já com uma data e horário marcados para a sua continuação. Fora isso, temos alguns pontos a serem observados:

Verifique todos os itens abordados e veja se não faltou nada;
Repasse com todos as decisões tomadas, atividades marcadas, metas estipuladas, etc.;

Fase 6: Pós-reunião

Após o término da reunião, cabe a você verificar e cobrar tudo o que foi acordado. O tempo passa e a memória é fraca… Muitas coisas podem acabar perdidas no tempo se não cobrarmos.

Bom, as dicas estão dadas. É claro que existem muito mais coisas a serem tratadas ao planejamos uma reunião mas a idéia do artigo é apenas dar alguns insumos para abrir um pouco a mente das pessoas, especialmente de pessoas que realizam reuniões sem a presença dos interessados diretos, sem a presença da democracia, do direito de ouvir e falar.

Infelizmente pessoas que fizeram curso de Direito em nossa cidade, desrespeitam frequentemente os princípios da justiça, da verdade, da transparência, da liberdade de expressão e realizam reuniões semi-secretas para exporem suas versões e manipular informações mentirosas, semeando discódia entre colegas de profissão.

Acredito que reuniões tem como objetivo esclarecer pontos, ajudar a tomar decisões corretas, encaminhar propostas e ser, acima de tudo, a voz de todos aqueles que direta e indiretamente, esteja envolvidos nas questões pontuais.

Se você quer saber se aconteceu alguma reunião que fugiu aos passos criteriosos acima citados, é só me perguntar que eu conto.

Espero a chegada da verdade sentado...


Rebelo busca votar Código Florestal na semana que vem

Por Ayr Aliski, no Estadão Online:

O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do substitutivo ao projeto de lei nº 1.876/99 - que cria um novo código florestal brasileiro -, está em intenso processo de negociação para chegar a um consenso e por o texto em votação logo no início de abril. “Creio que já avançamos em 90% da matéria”, disse hoje o deputado. Nesta manhã, Rebelo esteve reunido com equipes dos Ministérios da Agricultura (MAPA) e do Meio Ambiente (MMA) debatendo os últimos pontos de divergência.

“Receberei até o início da próxima semana as últimas contribuições e fico na espera do presidente da Câmara para que eu possa ler o relatório de plenário”, disse Rebelo. Há expectativa de que o texto seja apreciado no dia 5 de abril. Sob o comando da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está sendo articulada uma manifestação que pretende reunir milhares de produtores rurais nesse dia na Esplanada dos Ministérios, para pressionar pela atualização do Código Florestal.

Pesquisa diz que principais alvos de bullying são alunos populares na escola



Estudo ouviu 3.722 alunos e concluiu que bullying é uma forma de competição social

O bullying é praticado como uma forma de ganhar popularidade, e seus alvos nas escolas são garotos com status médio ou alto entre seus colegas.

A conclusão é de uma pesquisa da Universidade da Califórnia publicada no American Sociological Review. Foram ouvidos 3.722 alunos dos últimos anos do ensino fundamental (equivalente ao primeiro grau) de três condados no Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

As entrevistas apontam que a violência funciona como um mecanismo de competição para aumentar o status no universo estudantil, mais do que para maltratar nerds ou excluídos. Esses não seriam as maiores vítimas de bullying, segundo o estudo.

Isso não quer dizer que eles estejam totalmente fora da mira dos agressores, afirma o professor de sociologia Robert Faris, responsável pela pesquisa, em entrevista para o jornal New York Times.

- O bullying acontece talvez com alguém bem à sua frente ou do seu lado, mais do que com crianças isoladas e desprotegidas. Isso não quer dizer que elas não sofram [bullying], porque elas sofrem. Mas a taxa geral de agressões cresce conforme o status cresce dentro da escola.

Os que estão no meio e no alto da pirâmide da popularidade, em colégios e escolas, são tanto os que mais sofrem agressões quanto os que mais praticam, ressalta Faris.

- A maior parte do bullying acontece entre os que estão no meio e no topo do status social. Mais do que praticar a violência contra os alunos às margens do círculo escolar, os alvos do bullying são os potenciais rivais em termos de popularidade.


Surpresa

Com o uso de grandes mapas sociais das escolas dos três condados avaliados, pesquisadores toparam com uma surpresa: apesar de a agressividade crescer conforme cresce o status, os 2% mais populares entre os alunos apresentaram menos tendência a serem violentos.

- No topo, começa a haver uma reversão. As crianças entre os 2% mais populares são menos agressivas. Eu avalio que chega um momento em que elas não precisam mais competir, porque estão no topo da pirâmide. Mais agressão seria contraprodutivo [para a popularidade.

Desequilíbrio

A pesquisa afirma que o bullying não está ligado necessariamente a um desequilíbrio emocional, mas pode ser um passo calculado como tentativa de obter status. O resultado contradiz a ideia de que o agressor é desajustado ou agressivo por natureza.

Pais e educadores estão quase sempre desinformados sobre o estresse diário e as agressões que os estudantes passam, aponta o autor do estudo.

- As pesquisas sobre bullying vêm focando nessa dinâmica de antagonismo crônico contra jovens socialmente isolados, ignorando essas outras formas de agressão. É bem possível que um ato, um rumor espalhado na internet possa ser devastador para a popularidade e o psicológico de um aluno.

Inglês de brasileiros é ruim, diz pesquisa



País ficou na 31ª posição entre 44 países; a Argentina alcançou a 16ª colocação

O Brasil ocupa a 31ª posição, entre 44 países, em termos de habilidade em inglês entre adultos. É o que diz o EF English Proficiency Index, primeiro índice que compara a habilidade em inglês de adultos de diversos países, divulgado pela instituição internacional EF (Education First).

Elaborado com base em testes de inglês feitos por 2 milhões de pessoas adultas na faixa etária de 16 a 30 anos, no período de 2007 a 2009, o EF EPI mostra que os quatro países que compõem o chamado grupo do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm desempenho similar, com classificações próximas no ranking. A China ocupa o 29º lugar em habilidade em inglês de adultos, Índia o 30º e Rússia o 32º.

O índice destaca, porém, que entre os países da América Latina, a posição do Brasil foi melhor, superando o Chile e a Venezuela. De acordo com a pesquisa, o Brasil ficou na 6ª colocação no continente.

O vice-presidente da EF para a Europa e Américas, Julio De Angeli, informou que o Brasil “não está bem posicionado. A Argentina ficou bem na frente, com a 16ª posição.

- É considerado um país com uma baixa habilidade em inglês, mas que pode melhorar.

De Angeli avaliou que na América Latina como um todo a classificação dos países foi ruim pelo fato de o idioma espanhol ser usado na região para o comércio, a diplomacia e em viagens. “As regiões que dividem um idioma comum não ajudam no desenvolvimento do inglês”, disse.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a correlação positiva entre inclusão escolar e o nível de inglês dos diversos países. O executivo afirmou que o Brasil cresceu muito entre 1985 e 2001 em nível de escolarização.

- Aqueles países que conseguem ter mais crianças e jovens na escola por mais tempo têm uma correlação mais positiva.

Os primeiros lugares do ranking em habilidade no idioma inglês entre adultos são ocupados pela Noruega, Holanda, Dinamarca e Suécia.

Tailândia, Turquia e Cazaquistão detêm as últimas posições, ocupando respectivamente o 42º, 43º e 44º lugares.

Estudantes cursam faculdade sem terminar o ensino médio em Goiás

Só neste ano 54 alunos entraram com liminares na justiça para serem universitários

Em Goiânia, estudantes que ainda não concluíram o ensino médio têm conseguido se matricular em cursos superiores. Esses adolescentes prestam o vestibular e, uma vez aprovados, entram na Justiça para pleitear o direito de começar a graduação.

Os advogados agem nas "brechas" da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), como o artigo que diz que o acesso aos níveis superiores se dará conforme a capacidade do aluno.

Suely Lopes, coordenadora da comissão de vestibular da PUC-GO (Pontifícia Universidade Católica de Goiás) explica que essa facilidade existe pois as escolas antecipam o conteúdo do ensino médio.

-Normalmente, esses estudantes vêm de colégios que dão todo o conteúdo do ensino médio no 1.º e no 2.º ano. Então, eles já têm repertório para fazer a prova.

Apesar de o edital dizer que é obrigatória a apresentação do certificado de conclusão do ensino médio no ato da matrícula, a universidade recebeu, só no primeiro semestre deste ano, 54 alunos que ainda não haviam terminado o colégio.

No segundo semestre de 2010, 146 se matricularam com liminar. A maior parte deles optou pelos cursos de Direito e Engenharia Civil.

O advogado Edilberto Dias conta que trabalha com esse tipo de ação há cerca de cinco anos. Nesse tempo, segundo ele, foram mais de cem ações ganhas.

Os advogados alegam que, se no ato da inscrição do vestibular não houve exigência da conclusão do ensino médio, bastando o pagamento de uma taxa de inscrição, a instituição não pode exigir o documento na matrícula.

Procurado pela reportagem, o MEC (Ministério da Educação) afirmou que todo aluno deve cumprir 200 dias letivos durante três anos de ensino médio (800 horas anuais) para estar apto a prosseguir para o ensino superior.

Após crítica a gays, colega de partido vai analisar casos contra Bolsonaro na Câmara

Eduardo da Fonte decidirá se arquiva ou dá prosseguimento às acusações contra o deputado



As denúncias contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) serão analisadas por um dos colegas de partido do parlamentar. As quatro representações contra ele foram encaminhadas à Corregedoria da Câmara, comandada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Bolsonaro é acusado de racismo e homofobia depois de declarações polêmicas em entrevista à TV.

Como corregedor, Eduardo da Fonte deve analisar as representações contra Bolsonaro e decidir pelo arquivamento ou pelo encaminhamento do caso ao Conselho de Ética. Apesar de ambos pertencerem à mesma legenda, Fonte nega que haja conflito de interesses e diz que a “corregedoria não tem partido”.

- A corregedoria não tem amigos nem inimigos. Ela tem um regimento e uma Constituição a cumprir e é isso que vamos fazer. Vou cumprir o regimento com todos os rigores.

Caso as denúncias sejam aceitas, Bolsonaro será notificado e terá cinco dias úteis para apresentar sua defesa. Caso ele não seja encontrado para receber a notificação, a Corregedoria poderá fazer outras três tentativas de informar o deputado sobre os processos no órgão.

Na última segunda-feira (28), ao responder a uma pergunta da cantora e apresentadora Preta Gil no programa CQC, da TV Bandeirantes, sobre o que faria se seu filho casasse com uma negra, Bolsonaro afirmou que não iria discutir "promiscuidade". Depois, o deputado disse que entendeu mal a pergunta e negou que estivesse sendo racista, mas confirmou que não admitiria que seu filho se tornasse homossexual.

Dois dias depois, após acusações e a revolta de movimentos em defesa dos direitos dos homossexuais, Bolsonaro disse que está se lixando “para o movimento gay”.

Eduardo da Fonte disse que as declarações de Bolsonaro são “coisas que não se pode admitir”, mas preferiu não opinar sobre o caso antes de analisar o vídeo e as representações contra seu colega de partido.

- É importante ter conhecimento dos fatos realmente. Então vou pedir a fita periciada para só assim poder emitir minha opinião através do parecer. É lógico que são coisas que não se pode admitir, mas só vou me pronunciar sobre o assunto no parecer.

Nesta quinta-feira (31), o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que as declarações de Bolsonaro são uma “estupidez condenável”. O petista afirmou, entretanto, que, como parlamentar, não vai se envolver em nenhum movimento “que restrinja a imunidade de palavra do parlamentar”.

- Acho a declaração condenável, acho que mostra a estupidez do que é o pensamento político ideológico dele, mas defendo o Estado de Direito e acho que parlamentar tem imunidade de palavra. Não vou me envolver em nenhum movimento que restrinja a imunidade de palavra do parlamentar.


Direitos Humanos

Uma das representações encaminhadas à Corregedoria é assinada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da qual Bolsonaro faz parte. O grupo enviou pedidos de investigação por crime de racismo e violação dos direitos humanos à Procuradoria-Geral da República, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

A deputada Manoela D’Ávila (PCdoB-RS), que integra a comissão, pediu a substituição de Bolsonaro no colegiado ao líder do PP, deputado Nelson Meurer (PR), a quem cabe a indicação das vagas do partido no órgão.

O corregedor Eduardo da Fonte preferiu não comentar o fato de a vaga de Bolsonaro estar ameaçada.

- Meu foco é fazer o trabalho da corregedoria. Não vou emitir opinião.

Além da Comissão de Direitos Humanos, as ações encaminhadas contra Bolsonaro foram protocoladas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, pela seccional do Rio de Janeiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo deputado Edson Santos (PT-RJ).

Alunos encontram fotos de professora de topless em escola na Inglaterra

AllSport/Getty Images.A professora de arte Joanne Salley, de 32 anos, é ex-modelo e ex-miss

Imagens de Joanne Salley, de 32 anos, estavam em pen drive de fotógrafa profissional

Uma escola no abastado subúrbio londrino de Harrow-on-the-Hill, no noroeste da capital britânica, está investigando como fotos de topless de uma professora circularam pela instituição, após terem sido encontradas por um aluno.

A ex-miss Irlanda do Norte, ex-apresentadora e ex-modelo Joanne Salley, de 32 anos, que há seis anos ensina arte na escola, ficou bastante transtornada e teve de ser levada para casa aos prantos quando a notícia do vazamento veio à tona.

Segundo a imprensa britânica, os arquivos estavam em um pen drive deixado em um laboratório de fotografia por outra professora de artes da escola, a fotógrafa profissional Fiona Corthine - que havia tirado as fotos.

Nas imagens artísticas, a ex-modelo posa para a câmera vestindo somente um par de calças jeans, sem camiseta. Em uma delas, aparece de perfil, deixando cair os cabelos até quase a cintura.

O material foi encontrado por um dos alunos e rapidamente distribuído entre os mais de 800 estudantes do local. As imagens também foram parar na internet.

Um dos alunos disse ao jornal The Daily Telegraph que todos já admiravam a beleza da educadora antes do episódio.

- Todo mundo já achava que a senhorita Salley era uma gata mesmo, então naturalmente as fotos se espalharam pela escola feito fogo em pólvora.

Não é a primeira vez que a beleza de Salley chama a atenção negativamente na escola privada, que se orgulha de ter ensinado alunos como o ex-primeiro-ministro Winston Churchill e cujas mensalidades custam mais de R$ 6.500.

No passado, a professora havia revelado ter recebido sucessivas cartas de amor escritas por um aluno. Ela disse também que outro aluno costumava frequentar as suas aulas mesmo sem estar matriculado.

De acordo com os jornais britânicos, as imagens não somente circularam na escola de Harrow, mas também entre os estudantes de seu antigo emprego, um colégio privado em Northwood, perto dali.

O diretor da escola, Barnaby Lenon, defendeu a professora e disse que o episódio será investigado.

- Joanne Salley é uma professora de arte bem-sucedida na nossa escola há muitos anos e que, no passado, foi modelo. As fotografias em que ela aparece posando foram tiradas por uma fotógrafa profissional, que também dá aulas de fotografia por meio período na escola


- Essas fotos foram roubadas e passadas adiante para alguns alunos na escola sem o consentimento da fotógrafa, que detém os direitos de reprodução. O assunto está sendo investigado.
De acordo com o diretor, as fotografias foram "roubadas".

Sonda registra imagens de vulcões em Marte



Vales formados pelas erupções têm até 3,5 km de diâmetro e 300 m de profundidade

A ESA, agência espacial europeia, divulgou nesta sexta-feira (1º) imagens dos vulcões Ceraunius Tholus e Uranius Tholus de Marte capturados pela sonda Mars Express.

Os vulcões estão na região de Tharsis e medem 5,5 km (Ceraunius) e 4,5 km (Uranius). Seus diâmetros são de 130 km e 62 km, respectivamente.

Junto aos vulcões podem ser observados vales formados pelas erupções, dos quais o mais amplo alcança 3,5 km de diâmetro e 300 m de profundidade.

Os cientistas da ESA geraram as imagens a partir dos dados recolhidos pela sonda em três órbitas diferentes ao redor do "planeta vermelho" entre novembro de 2004 e junho de 2006, disse a agência por meio de um comunicado.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

1 DE ABRIL: DIA DA MENTIRA

Pega Na Mentira
Erasmo Carlos

Zico tá no Vasco, com Pelé
Minas importou do Rio, a maré
Beijei o beijoqueiro na televisão
Acabou-se a inflação
Barato é o marido da barata
Amazônia preza a sua mata
Tá Tá Tá...

Pega na mentira
Pega na mentira
Corta o rabo dela
Pisa em cima
Bate nela
Pega na mentira...

Já gravei um disco voador
Disse a Castro Alves seu valor
Em Copacabana não tem argentino
Sou mais moço que um menino
Vi Papai Noel numa favela
O Brasil não gosta de novela...

Pega na mentira
Pega na mentira
Corta o rabo dela
Pisa em cima
Bate nela
Pega na mentira...
Sônia Braga é feia, não é boa

Já não morre peixe, na Lagoa
Passa todo mundo no vestibular
O amor vai se acabar
Carnaval agora é um dia só
Sem censura e guaraná em pó
Pó Pó Pó...

Pega na mentira
Pega na mentira
Corta o rabo dela
Pisa em cima
Bate nela
Pega na mentira...

"O corpo é a janela das nossas emoções. Tudo o que sentimos é transmitido aos outros através dele e com a mentira não é diferente. Quando mentimos, recebemos grande carga de adrenalina e endorfina, o que causa sensação de euforia e prazer e demonstramos isso através do nosso corpo. Um olhar ali, um tremor acolá, basta prestar atenção para pegar alguém no pulo", afirma a especialista Carmem Violada Dias.





RECONHECENDO UMA MENTIRA


1. A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos;

2. A expressão física será limitada, com poucos movimentos dos braços e das mãos. Quando tais movimentos ocorrem, eles parecem rígidos e mecânicos. As mãos, os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço;

3. Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca, indicando que ela não acredita - ou está insegura - no que está dizendo). Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta;

4. A fim de parecer mais tranqüila, a pessoa poderá se encolher um pouco;

5. Não há sincronismo entre gestos e palavras;

6. A cabeça se move de modo mecânico;

7. Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador, possivelmente em direção à saída;

8. A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto;

9. O corpo ficará encolhido. É improvável que permaneça ereto;

10. Haverá pouco ou nenhum contato físico por parte da pessoa durante a tentativa de convencê-lo;

11. A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer;

12. Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta. Se olhar para cima e à direita, e for destra, tem grandes chances de estar mentindo.

13. Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta.

14. A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto.

15. Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa, então é melhor desconfiar. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. Por outro lado, a pessoa que mente fica quieta, evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação;

16. Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista;

17. A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse;

18. Ela pode ficar de costas para a parede, dando a impressão que mentalmente está pronta para se defender;

19. Em relação à história contada, o mentiroso, geralmente, deixa de mencionar aspectos negativos;

20. Um mentiroso pode estar pronto para responder as suas perguntas, mas ele mesmo não coloca nenhuma questão.

21. A pessoa que mente pode utilizar as seguintes frases para ganhar tempo, a fim de pensar numa resposta (ou como forma de mudar de assunto): "Por que eu mentiria para você?", "Para dizer a verdade...", "Para ser franco...", "De onde você tirou essa idéia?", "Por que está me perguntando uma coisa dessas?", "Poderia repetir a pergunta?", "Eu acho que este não é um bom lugar para se discutir isso", "Podemos falar mais tarde a respeito disso?", "Como se atreve a me perguntar uma coisa dessas?";

22. Ela evita responder, pedindo para você repetir a pergunta, ou então responde com outra pergunta;

23. A pessoa utiliza de humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor;

24. A pessoa que está mentindo pode corar, transpirar e respirar com dificuldade;

25. O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Se a pessoa estiver escondendo as mãos, isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável.

26. Observe a voz. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente;

27. Voz fora do tom: as cordas vocais, como qualquer outro músculo, tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. Isso produzirá um som mais alto.

28. Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco.

29. Pigarrear: Se ela estiver mentindo têm grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. Devido à ansiedade, o muco se forma na garganta, e uma pessoa que fala em público, se estiver nervosa, pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar.

30. Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo, nossas mãos e braços gesticulam, enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. Esteja atento.

FONTE: