Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CHARGES MARAVILHOSAS
















Vantagem de Dilma sobre rivais cai para 2 pontos e aumenta chance de 2 turno





Candidata do PT oscila 3 pontos para baixo em 5 dias e agora tem 51% dos votos válidos, segundo instituto

Serra oscila para 32% de votos válidos, e Marina vai a 16% nesse quesito; petista registra queda em todos os segmentos



FERNANDO CANZIAN
DA FOLHA DE SÃO PAULO


A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.



Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.



Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% -e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.



Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos.


Chávez perde força para mudar Constituição



Partidos contra presidente venezuelano conseguem mais de 50% dos votos, mas governo vence em cadeiras

Regras distorcidas dão ao governo 98 assentos na Assembleia, menos que os 2/3 necessários para quorum qualificado

Para líderes, DEM é sigla sob risco de extinção

Estado de São Paulo, 26 de setembro de 2010



Mesmo que haja fato novo na campanha, os líderes políticos têm diagnóstico semelhante sobre o quadro partidário ao final do pleito: a oposição vai minguar e o partido Democratas tende à extinção. Na base aliada, o País vai assistir à resistência do PSB para não ficar emparedado entre o PMDB e o PT.

"O partido que vai pagar o maior preço da eventual derrota do PSDB na eleição presidencial é o DEM. Se o (José) Serra for derrotado, nós sairemos aniquilados", prevê o deputado Alceni Guerra (DEM-PR), que admite de público que, sozinho, o DEM terá poucas chances de sobreviver a mais quatro anos de um eventual governo petista.

Nos bastidores do PSDB, a avaliação é mais otimista. Os tucanos acham que quem vai mal é o candidato Serra, e não o partido. A legenda pode sair das urnas com mais governadores do que os seis que elegeu quatro anos atrás. Tucanos são favoritos para governar Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Paraná, Pará, Amapá , Roraima e Rondônia, e têm candidato competitivo no Piauí.

O PMDB, no posto de candidato a vice-presidente, espera eleger as maiores bancadas da Câmara e do Senado. O PT também aposta que sairá grande das urnas e já tem simpatizantes para reagir à hegemonia do maior aliado no Congresso. De outra ponta, a cúpula peemedebista identifica a movimentação dos socialistas para minar a supremacia do partido na base do governo. O PMDB sabe que o PSB, tratado como força política "acessória" ao longo dos oito anos de governo Lula, agora quer ser um polo aglutinador.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Congresso dominado

Embora muitos ainda não tenham definido as suas escolhas, pesquisas indicam que aliança governista terá ampla maioria no Legislativo



Como tem sido regra nas campanhas desde 1994, quando a eleição para a Presidência da República passou a coincidir com as escolhas para o Congresso, as atenções mais uma vez se voltam quase que exclusivamente para a sucessão presidencial. É compreensível que assim seja. No presidencialismo brasileiro, o chefe do Executivo concentra muito poder em suas mãos. Para o bem e para o mal, em torno da sua figura se mobilizam os anseios e as expectativas da sociedade.
É sintomático que pesquisa Datafolha, realizada a duas semanas da eleição, tenha revelado que apenas um terço da população havia escolhido seu candidato a deputado federal até aquela data. Isso se deve, em parte, às características do Legislativo, instituição na qual o poder é pulverizado entre vários representantes. Mas se deve sobretudo à desinformação de muitos sobre a importância de escolher de maneira criteriosa aqueles que irão desempenhar o papel de legisladores e, em tese, de fiscalizadores do Executivo.
Não é à toa que em São Paulo o candidato Tiririca seja a grande atração da atual temporada eleitoral. Segundo as projeções, o candidato a deputado federal pelo PR deve sair das urnas consagrado, com algo em torno de 900 mil votos -o que poderá ser uma das maiores votações da história para a Câmara dos Deputados.
Tiririca não é um palhaço avulso no processo eleitoral. É um puxador de votos, estrategicamente escalado como tal. Seu partido está coligado ao PT e ao PC do B, o que significa que ajudará a eleger alguns companheiros (ou mensaleiros) do PR ao PT.
Tiririca representa, digamos, a face cômica, ou debochada, ou ainda a superfície pitoresca de uma avalanche governista no Congresso. Esse talvez seja o ponto crucial, para o qual não se deu ainda a devida atenção.
O consórcio que sustentará Dilma Rousseff, caso se confirme a tendência de vitória em 3 de outubro, deverá obter domínio inédito nas duas casas legislativas desde a redemocratização do país. É impossível saber com exatidão o tamanho dessa maioria, mas é praticamente certo que será suficiente para levar a cabo eventuais mudanças no texto constitucional. Para isso, são necessários os votos de 3/5 da Câmara (308 deputados) e do Senado (49 senadores).
Segundo projeções feitas até agora, sujeitas a oscilações, a base de apoio a Dilma pode eleger até 401 deputados e somar 58 senadores após a renovação do mandato de dois terços do Senado. Mesmo que não alcance esse teto virtual, o bloco governista no Congresso será bem mais expressivo do que foi, por exemplo, no início dos mandatos de Lula. Em 2003, o petista reuniu 31 senadores e 254 deputados a seu favor, número que cresceu para 49 senadores e 353 deputados no início de 2007.
Não se ignora que a maioria governista é muito heterogênea, congregando entre 10 e 15 partidos. O amálgama parlamentar que Dilma deve receber como herança do lulismo tende a se comportar segundo os mesmos padrões que o próprio Lula estimulou durante seu reinado. O cimento dessa base é a fisiologia.
Parece ir se configurando um Congresso servil ao Executivo, sem iniciativa ou luz própria, com baixa ou quase nenhuma capacidade de formulação, propenso a se tornar balcão de negócios paroquiais e caixa de ressonância dos grandes interesses do governo.
Fonte: Editorial da Folha de São Paulo, 25 de setembro de 2010

Polícia Militar tenta impedir circulação da revista ‘Veja’


Armados de fuzis, os PMs ficaram de prontidão no Aeroporto de Palmas à espera do voo que levava a revista


SÃO PAULO - A Polícia Federal teve de ser acionada na madrugada de ontem para garantir a distribuição dos 8 mil exemplares da revista Veja no Tocantins. Para tentar impedir que a publicação chegasse às bancas, o governo do Estado mobilizou efetivo de 30 policiais militares. Armados de fuzis, os PMs ficaram de prontidão no Aeroporto de Palmas à espera do voo que levava a revista.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Escândalo e candidata do PV aquecem disputa



No mesmo período de 2006, quando houve 2º turno, diferença de Lula para demais candidatos era maior que a atual

DIFERENTEMENTE DO QUE ACONTECEU EM LEVANTAMENTOS ANTERIORES, O TUCANO ATÉ SE BENEFICIA [ENTRE OS ELEITORES DE MAIOR RENDA], MAS É A CANDIDATA DO PV QUE DEMONSTRA MAIOR ALCANCE


Pela primeira vez em dois meses, Dilma apresenta revés na campanha. Os resultados divulgados hoje pelo Datafolha indicam interrupção do crescimento da vantagem que a petista vinha imprimindo a seus adversários desde que assumiu a liderança no início de agosto.
A tendência reflete não só o prejuízo sofrido pela candidatura do governo após denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, a consequente demissão de Erenice Guerra, como também a evolução de Marina Silva para segmentos menos elitizados do eleitorado.
Aproximadamente metade dos brasileiros tomou conhecimento da queda de Erenice. Poucos são os que se julgam bem informados sobre o fato.
A exemplo do que aconteceu com a quebra do sigilo fiscal de familiares de José Serra, o episódio atingiu sobretudo estratos típicos da classe média -os mais escolarizados e de maior renda. Nesses subconjuntos, diferentemente do que ocorreu em levantamentos anteriores, o tucano até se beneficia, mas é a candidata do PV que demonstra maior alcance.
Marina cresce novamente entre os que têm nível superior e que ganham mais de cinco salários mínimos, mas sobe também entre os que têm ensino médio e faixa de renda intermediária (de dois a cinco salários). Tais estratos têm maior peso na composição do eleitorado.
Com as oscilações positivas de Serra e Marina, e a variação negativa de Dilma, o saldo é uma queda de cinco pontos percentuais na diferença que a petista mantinha sobre a soma dos demais candidatos.
A vantagem que há uma semana era de 12 pontos percentuais caiu para 7 pontos. O parâmetro é importante porque indica a probabilidade de a disputa ir para o segundo turno ou terminar já no dia 3 de outubro.
Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os outros candidatos, maior a probabilidade de segundo turno.
Apenas para ilustrar a importância do dado, vale a observação da curva da diferença entre Lula e a soma dos outros candidatos na disputa pela reeleição em 2006.
Em pesquisa realizada em 22 de setembro daquele ano, a vantagem de Lula para os demais era de oito pontos percentuais. Na pesquisa seguinte, antes do último debate, na TV Globo, a distância caiu para cinco pontos.
Na véspera da eleição, sem participar do programa, o petista viu sua taxa de intenção de voto cair para 46% e a de seus adversários somar também 46%.
Em 2006, a eleição foi para o segundo turno, mas nada garante que em 2010 a história se repita. O cenário e o ambiente são outros. A candidata também. E há ainda os debates.



MAURO PAULINO
DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA

terça-feira, 21 de setembro de 2010


22/09: Dia Mundial Sem Carro!

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM.
NÃO PODEMOS MUDAR O COMEÇO, MAS, COM ESFORÇO, PODEREMOS FAZER OUTRO FIM.

Pequenas atitudes geram grandes mudanças!

PARA SABER MAIS, ACESSE:

Caetano acusa Lula de ‘golpismo’


Eleitor de Marina, compositor também diz que Serra é ‘burro’


Caetano Veloso: críticas a Lula e Serra na Bahia




O compositor Caetano Veloso classificou como "golpismo" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que é preciso extirpar o DEM da vida pública nacional. Já o candidato do PSDB, José Serra, para Caetano, é "burro", por ter tentado associar seu nome ao do petista, no início do horário eleitoral.


As declarações do artista — que já manifestou preferência por Marina Silva e apareceu no programa do PV pedindo votos para ela — foram dadas a uma emissora de rádio em Santo Amaro, onde esteve para comemorar o aniversário de 103 anos da mãe, Dona Canô.

"O povo brasileiro não pode ouvir isso (a declaração de Lula) e não reclamar. E se uma pessoa da imprensa reclamar vem um idiota dizer que a imprensa é golpista. Golpista é dizer que precisa destruir um partido político que existe legalmente. O presidente da República não tem o direito de dizer isso", criticou.


Caetano cobrou explicações sobre a quebra ilegal de sigilo fiscal na Receita, que atingiu pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra.


Mas sobrou para o próprio candidato tucano, criticado por tentar vincular sua imagem à do presidente. "Serra é um idiota que apareceu com Lula, querendo dizer que está do lado, que é igual a Lula. É burro", decretou o baiano.


Caetano disse enxergar risco de um populismo perigoso em torno do presidente Lula e sua candidata Dilma. "É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza", analisou.


Para ele, a aprovação a Lula é acrítica e remete aos anos 40 e 50, quando a América Latina teve lideranças populistas como Getulio Vargas no Brasil e Juan Domingo Péron na Argentina: "É um atraso. O Brasil não podia estar mais nessa", lamentou.


(Fonte : O Globo, 20 de setembro de 2010)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para Começar Bem a Semana...




RESTA ESSE constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.


Vinicius de Moraes

sábado, 18 de setembro de 2010

A Casa da Mãe Rousseff



(Autor- Fernando de Barros e Silva - articulista da Folha de São Paulo, 17/9/2010)

A queda de Erenice Guerra é a primeira baixa do governo Dilma Rousseff. Parece estranho, mas isso é verdade em pelo menos dois sentidos. Primeiro, há indícios de que a artilharia contra a ministra foi estimulada por aliados da candidatura petista, em busca de espaço na futura administração.

Segundo, e mais importante, porque Erenice Guerra deve sua vida política nos últimos oito anos e o cargo que ocupou até ontem exclusivamente a Dilma Rousseff.

Lula relutou antes de confirmar Erenice como ministra quando Dilma se lançou candidata. Acabou cedendo ao apelo, mas fez de Miriam Belchior, a quem preferia no cargo, a coordenadora do PAC.

Não é plausível que Lula ignorasse a parentela pendurada no Estado que a titular da Casa Civil trazia a tiracolo. Onde estava o serviço de inteligência do Planalto? Ocupado com dossiês a respeito de quem? Até para um leigo parece óbvio que os negócios da família Guerra não resistiriam a um raio-x elementar.

Só o sentimento de onipotência e a convicção da impunidade explicam que tamanha lambança tenha sido praticada no interior do Planalto, tão perto da Presidência.
Não há, neste episódio, nenhum ministro do PMDB, nenhum deputado fisiológico da base aliada, nenhum braço periférico do aparelho estatal. O cenário é a Casa Civil e os personagens são crias de Dilma. E até o enredo, é bom lembrar, há muito deixou de ser estranho ao PT.
Quando o escândalo estourou, Dilma logo correu para separar sua campanha do governo: "Não vou aceitar que se julgue a minha pessoa baseado no que aconteceu com o filho de uma ex-assessora".
A primeira reação de Erenice, por sua vez, foi confundir governo e campanha, atribuindo as denúncias a manobras "em favor de um candidato aético e já derrotado.

São declarações contraditórias, mas movidas pela mesma conveniência. No momento em que se separam, Dilma e Erenice parecem se confundir numa única farsa.

Ferreira Gullar brada:




Vamos errar de novo?

Publicado em 5 de setembro de 2010 por José Linhares Jr.

Por Ferreira Gullar


FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.

Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.

Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.

Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado “essa gente de Ipanema” de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.

Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.

Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.

Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.

No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.

A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.

O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada - Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

RESPOSTA

Caro Gustavo Morais

Você não imagina a satisfação em que me encontro em respondê-lo. Admiro pessoas que sabem avaliar de forma inteligente e respeitosa, como foi você em seu comentário. E é com o mesmo respeito que quero trocar algumas idéias com você, com as pessoas que me seguem e, especialmente, comigo mesmo. Você merece minha consideração.

Mas antes de fazer minhas observações, gostaria pedir que você analisasse bem os últimos textos de minha autoria, especialmente o último que intitulei “MUDAR? É PRECISO, ORA!” Eles, com certeza, irão deixar nas entrelinhas a mensagem que você precisa entender um pouco disso tudo que você chama de tristeza. Isto se estiver disposto, claro.

Sei que é complicado para você e para qualquer outra pessoa, avaliar sujeitos em suas intenções, quando não o conhece profundamente. É possível que você, assim como outros, esteja apenas observando as mudanças pontuais e, compreensivelmente, desconsidere quais os verdadeiros motivos que me levam a cambiar, politicamente, as minhas intenções e posições.

Quero ser bem objetivo e pontual com você. Senão, vejamos. Pense comigo um pouco.

Seu texto é de visível tristeza, que eu chamaria de decepção, por supor que eu mudei de lado. De que lado eu estava e de que lado eu estou, Gustavo? Você acredita que a política de Gravatá só possui dois lados, e que estes lados são liderados por Joaquim Neto e Bruno Martiniano? E se eu lhe afirmar que não existem apenas estes dois lados, você acreditaria em mim?

Bem, se você me disser que eu estive trabalhando para a campanha vermelha, eu confirmo. Não pelo candidato, porque, como você bem sabe, o mesmo era do antigo PFL e passou para o PTB. Uma coisa é você ser de esquerda e tomar isso como postura ideológica, mesmo mudando de legenda e outra coisa é você ser de direita, continuar com postura de direita e está numa legenda de esquerda por conveniência.

Anote: eu nunca fui amigo de ninguém por conveniência.

Meus amigos (ou pelo menos simpatizantes) que conquistei e me conquistaram durante a última campanha para prefeito, continuam, da minha parte, preservados. Tenho, até hoje, relações muito positivas com João Neto, John Lennon, Thiago, Silvio, Sunamita, Herbert (a quem chamo de Pai), Rejane Magali, e tantos outros que aprendi a gostar e respeitar. Hoje, cada um destes está disperso, apoiando os seus candidatos pessoais. Se alguns ficaram do meu lado, me adicionaram no Orkut ou MSN e agora não estão mais nesta lista, não foi por culpa minha. Do mesmo modo, muitos que passaram toda a gestão anterior e parte desta me perseguindo, continuarão no mesmo lugar que ocupam em minha mente. Pra você que não sabe, o que tem de gente querendo se aproximar de mim, só porque estou apoiando Joaquim Neto e que até pouco tempo para eles eu não valia nada, você não imagina, meu caro. Pergunto-lhe: já me viu abraçado com algum correligionário de JN em suas caminhadas? Não tem como, meu amigo. Jesus disse que a gente não pode encostar ao peito quem nos é estranho ao coração.

Se você também me disser que hoje eu estou “apoiando” o candidato tucano na campanha atual, eu também confirmo meu caro. Se disser que fui contra muitos desmandos de pessoas ligadas a gestão que administrou a cidade até 2008 e que sempre denunciei arbitrariedades e ações negativas na educação, eu confirmo. Porém…

Anote: Eu nunca fiz política pessoal contra “A” ou “B”. Pelo contrário.

Eu sempre disse, por exemplo, que a Secretaria de Educação estava longe de ter uma equipe, mas tem, ainda, um grupo de pessoas que não falam a mesma língua. É tanto que inúmeras são as intrigas e um clima inamistoso ainda sondam aquele ambiente. Mas nunca disse que o responsável por isso era a Diretora de Ensino, a Coordenação ou a Secretária de Educação. Em contrapartida, se você recordar o que me aconteceu no começo desse ano, saberá que a recíproca nunca foi verdadeira. Nem será.


Eu também sempre questionei, publicamente, decisões tomadas nesta atual gestão. E continuo com as mesmas posições. Eu fui e sou contra a gestão escolar como sendo um cargo político. Eu continuo questionando onde estão as ações da cultura e do turismo como forma de alavancar o número de empregos na cidade e, consequentemente, a melhoria de vida da população. Eu continuo defendendo que a atual gestão precisa tomar uma postura mais administrativa e menos patriarcal, porque ainda mantém muita gente que não merece assumir postos de importância política e social na nossa cidade. Meu discurso não mudou Gustavo. Eu continuo com as mesmas bandeiras.

O que vem mudando em mim, na minha postura política, ideológica e até pessoal, são as estratégias e as moderações com as quais venho congratulando minha vida. Sempre fui alvo fácil em quinze anos de magistério. Já passei por cada uma que você nem imagina. Por ser voz, como você disse que eu sou, sempre paguei um preço muito caro, inclusive de saúde, e o pior, pagava sozinho.

Há alguns anos atrás eu liderava uma comissão de professores em um município vizinho. Me colocaram a frente em negociações, em entrevistas com a TV, em decisões de grupo e até em representações nacionais. Éramos 15. Sabe quantos restaram depois de um ano de luta? Um! Sabe quantos ganharam cargos, dinheiro e até cursos para se calarem? Quatorze. Sabe quantos choraram sozinhos? Um! Preciso dizer quem era esse número “um”?

Anos atrás Joaquim Neto era prefeito e decidiu que os professores receberiam apenas R$ 700, 00 por um abono do Fundef, quando na verdade o valor era acima de R$ 2.000. Em assembléia, “todos” os professores aceitaram a proposta do executivo. Um tempo depois, eu me candidatei a ser conselheiro do Fundef. Sabe quantos professores votaram em mim? Tenho em mente todos os 16 nomes que tiveram a coragem de votar em mim. O conselho foi eleito e todos sabem no que deu.

Eu te pergunto: a culpa, nestes dois casos, é do atual candidato a Deputado Estadual?

Eu me via como um profissional triste, isolado. Uma voz no deserto das incertezas. Ainda me consolava a idéia de Nelson Rodrigues que não me acusava de burro por fazer parte da unanimidade. Além da minha consciência de ter feito o que sempre acreditei ser o correto. Outro consolo anódino era a premissa: “Todo povo tem o governo que merece.”

Não acredite que este, a quem você chama de companheiro nas batalhas e um amigo de jornada, tenha cansado das suas ideologias, que tenha se entregue ao peso de sua arma. Meu sangue latino, circulando na mente comunista, sempre me taparam a visão estratégica da frase que diz: “quando você não pode com um inimigo, junte-se a ele.” Até pouco tempo atrás, eu chamaria isso de cooptação. Hoje eu chamo de movimento estratégico. Os grandes líderes fizeram isso. É o mesmo que dizer: “é preciso hoje dar um passo para trás, para que dez sejam dados para frente mais tarde”.

Não cabe aqui esta discussão, mas, pense comigo:

Estamos caminhando, meu caro, a uma centralização do poder. Quero que perceba que o Brasil está partindo para um regime norte-americano, onde há dois pólos bem distintos que discutem e confrontam suas propostas. Para alguns isso é péssimo. Eu realmente não sei se será ruim, mas, como o povão diz: pior não pode ficar. É uma previsão pessoal, talvez ignorante, mas possível, não acha?

E já que você me permite dividir sua tristeza comigo, quero fazer o mesmo com você, além das citadas acima. E que tem tudo a ver, agora, com você na condição de seguidor do meu blog.

Dizem as tradições hebraicas que Jesus, o maior dos homens, em toda a sua vida, teve poucos momentos de tristeza ou decepção com relação aos seus seguidores. A mesma tradição conta que a maior tristeza de Jesus se refere justamente ao dia de sua morte, o dia em que Ele deveria está cercado de amigos e seguidores da última hora.

Sobre a turba enfurecida, ensanguentado e quase vencido pelos flagelos físicos, Ele olha a sua volta e não ver nenhum dos seus doze companheiros. Não havia um para dizer que Ele não merecia tanta dor. Ao contrário, o mais querido entre os amigos, o negara por três vezes. Ele estava só, depois de ter amigos que o incentivavam a falar no monte, a enfrentar fariseus e romanos, que o seguia nos momentos de milagres e fenômenos que Ele dominava como ninguém. Todos estavam escondidos, covardemente temerosos com os desdobramentos do julgamento imputado ao seu Mestre.

Se você fechar os olhos, mesmo sem precisar assistir ao filme de Mel Gibson, vai saber precisamente o que estou querendo dizer, vai perceber exatamente o que eu venho sentindo nos últimos anos e que, infelizmente, eu também repasso para você. Sabe por que, Gustavo?

Você afirma que era meu leitor assíduo e que me acompanha há algum tempo, mas nunca me defendeu publicamente quando em ocasiões que eu tive que montar trincheiras contra os algozes. Você me chamou de amigo e de companheiro, mas me parece que eu só fui realmente tudo isso quando minha voz arrotava revolta que muita gente não tinha coragem de se posicionar. Nunca tive vocação pra eremita nem nunca fui fã de quem quer ser. Entenda, você é uma pessoa esclarecida, que as pessoas do mundo estão ligadas entre si por uma rede anímica, onde cada um responsável por cada um. Isso é dito na oração do Pai Nosso. Se um falha, eu também falho. E qual é a postura da maioria de nós quando alguém comete um erro?

Assim como o maior homem do mundo, eu, - o pior homem do mundo - entendo perfeitamente a sua posição, a sua decisão, a sua escolha. Garanto-lhe que hoje eu encaro a vida com mais leveza depois de ter levado tanta pancada na cabeça. A posição radical em que me encontrava deu lugar a um novo homem moderado em suas ideologias, um homem que busca novos aprendizados, um homem que não quer morrer dando murro em ponta de faca, sem ouvir várias versões da história do município que ele escolheu para viver e dedicar sua força humana e espiritual.

Se você puder, como ultimo movimento, perceba no meu blog as dezenas de citações bibliográficas que eu tenho como base na minha formação profissional, política, religiosa, pessoal. Se você acha que ler Maquiavel pode ser exemplo para manobras, quero lhe dizer que, dentre tantas coisas, eu prefiro usar como fonte inspiradora o livro “A Arte da Guerra” escrito no século IV a.C., há cerca de 2.500 anos, por Sun Tzu.

Não me resta agora nada se não a dizer obrigado por ter sido meu seguidor, lamentar por mais um abandono e falar que há um plano muito maior por trás de nossas vidas e esse plano você só vai entender quando o longo tempo passar e o pouco tempo te fazer perceber. A mudança na Educação é lenta, penosa e só os bons que nela vivem, não morrerão por quaisquer motivos.

E no mais, agradecer pelas palavras, especialmente pelo respeito e zelo com que tratou em escrever; agradecer pelo tempo com que dedicou ao meu blog e dizer que estarei aqui, com o mesmo calor de sempre e se você desejar me conhecer pessoalmente seria um enorme prazer. Eu gostaria muito de conhecê-lo.

PS: Não publiquei seu comentário porque você faz sérias acusações a outras pessoas. E para evitar desdobramentos negativos em relação a você, vou apenas guardá-lo como prova de sua sincera contribuição.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MUDAR? É PRECISO, ORA!


“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”
Friedrich Nietzsche.



Quem desconsidera a dinâmica da vida, como sendo um processo bio-espiritual de permanente transformação, provavelmente não irá perceber que a história, em todos os seus aspectos, especialmente os políticos e religiosos, está fadada ao dinamismo das mudanças.



Por questão de sobrevivência aprendi desde cedo a montar cavalos pouco amistosos. Uma vez acima deles, eu não me desligava mais até que estivesse totalmente adestrado aos meus movimentos. Uma vez no caminho, nunca desci e desisti dele no meio das inúmeras travessias em rios diversos. Persistir na luta e mudar de estratégias era algo intrínseco ao espírito que sou.

Na condição de namorado da primeira namorada e das demais que se seguiram, sempre deixei claro que a vida a dois deve ser como na relação entre uma criança e sua pipa. Ou seja, quando mais linha a pipa pede, mais desprendimento, amor e cuidado terá a criança, sabendo sempre do risco eminente de que a qualquer hora a linha poderá se torar e a pipa cair em outras mãos, outras áreas. Desprendimento do pronome possessivo “meu” foi amadurecendo.

Livre arbítrio foi outro valor que aprendi com minha religião. Muitas vezes eu dizia pra mim mesmo o quanto é difícil saber que somos responsáveis por tudo que façamos ou deixemos de fazer. Não seria mais fácil entregar nas mãos de Deus ou de Jesus, dos anjos ou dos santos, a nossa vida, os nossos pecados, as nossas mazelas, os erros e acertos, ao invés de sermos nós mesmos, através do livre arbítrio, tomarmos nas mãos o destino que nos compete? Quantas vezes me perguntei e quantas vezes ouvia a voz conscienciosa, lá do fundo do meu ser, me questionar: - quer ser covarde?

Hoje, trinta e poucos anos após meu nascimento, percebo o quanto eu mudei; o quanto foi bom para minha vida tantas mudanças; o quanto aprendi ao decidir que não ficaria parado, sem medo de arriscar, de mudar meus conceitos e tenho plena convicção de que se não arriscasse, deixaria meu espírito como água parada a criar répteis e lodo.

Por mais que hajam condenações ao meu respeito, baseado em julgamentos desumanos, eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender. Não posso ser condenado a não ser por mim mesmo, pela minha consciência. Ninguém mais poderá fazer isso por mim. Sou livre, deixo livre, permito mudar e me permito transcender minhas idiossincrasias e questionar arquétipos.

Todo esse preâmbulo é para dizer, aos meus familiares, aos amigos verdadeiros, aos meus alunos que convivem comigo todos os dias, que me estimam e pensam junto comigo uma vida mais justa, mais feliz para todos, os motivos que me levam a engrossar o caldo do movimento cristão brasileiro que se posiciona contra as candidaturas ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Por muitos anos levantei a bandeira vermelha com a estrela branca por pura ideologia. Conheci o PT em 1989, em plena transição da minha adolescência para a fase adulta. Época em que a maioria dos amigos se revoltavam contra a criação opressora dos pais e escutavam Guns N’Roses, eu me reunia em um grupo de sindicalistas católicos, liderados pela JOC – Juventude Operária Católica, eu dedilhava num violão velho as canções de Lulu Santos e escutava “Pra não dizer que falei das Flores”, me permitia ser platonicamente masoquista pelo amor sentido. O partido entrou como numa luva nos meus sonhos de mudar o mundo a partir da minha mudança, do meu crescimento.

Graças a JOC conheci muita gente inesquecível. Fiz companheiros em todas as partes do Brasil. Ouvi histórias de presos políticos durante os anos 60. Desenvolvi em mim o método “SER-AGIR-PENSAR” e quis gritar ao mundo que eu nascera comunista e que sonhava com um futuro socialista, na sua essência mais pura.

Vinte e um anos se foram, meu Deus! E eu fui descobrindo que tudo era utópico, até o que eu sentia em relação a minha mudança. Ao longo do tempo eu fui me perguntando onde iria jogar as idéias de Thomas More; o que eu iria fazer com versos de Miranda, em A Tempestade, de Shakespeare: ”O Brave New World, That has such people in’t!!!” Inevitavelmente fui tendo que admitir que o mundo precisava parar para que eu pudesse descer.

O PT mudou a tal ponto que às vezes eu me esqueço que parte do homem que sou hoje, devo a ideologia de ser um partido de esquerda, que defende a liberdade, a igualdade, que luta pelos direitos humanos. Combateu tanto a corrupção passiva e ativamente a pratica em todos os louros do seu poder de governista. Os inúmeros descasos, escândalos e desmandos do PT enquanto governo não caberiam aqui e seria redundante relatar.

Bem… O partido mudou. E eu também mudei. Mudei como mudou a minha candidata a presidência, Marina Silva. Não por outra razão pessoas firmes em seus princípios éticos e políticos deixaram o partido. O PT hoje gosta mesmo é de Sarney, Renan, Maluf e tantos outros desse time. Time que lista nomes de políticos que tiveram seus patrimônios supervalorizados nos últimos anos.


Eu mudei. Mas não mudei em muitos valores que a vida me ensinou como sendo valores que transcendem às religiões, porque são valores baseados no que deixou Jesus Cristo, nosso Modelo e Guia. Eu estou no time de homens como os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, que tiveram a coragem de assumir suas posturas cristãs em defesa da vida.


Nietzsche tem razão. Eu não vou pra fogueira por ter coragem de mudar, mesmo sendo acusado por alguns de ter sido comprado por R$ 40.000. Me parece que estou ganhando mais do que Judas Escariotes. Porém, Nietzsche me consola quando afirma que o homem tem o direito e a liberdade de querer mudar quantas vezes quiser quando achar que não dá mais para continuar. Nietzsche me lembra, por fim, que eu não preciso ter certeza de nada, como realmente eu não tenho. Afinal, quem é o dono dela e onde ela se encontra livre de todo orgulho humano?


Eu não mudei de lado. Permaneço do mesmo lado. Aliás, estou cada vez mais do lado que é meu lado. Se é que me entendem… Tenho segundo Nietzsche, o direito de adesivar meu carro com o nome de um político que fiz oposição, e também, hoje, levantar bandeira e fazer política do jeito que sempre fiz, com a força da minha razão. E quem me conhece sabe que compro briga com o poder do olho-no-olho.


Entre as mudanças que aconteceram comigo e que aconteceram com o PT, há uma distância inimaginável. Eu continuo combatendo o desejo de homens que defendem a LEI DA MORDAÇA, A LEI DO INFANTICÍDIO e a famigerada e inescrupulosa LEI DO ABORTO. Eu quero continuar do lado da LEI DA VIDA.


E a lei da vida me permite que eu também mude. Porque a vida me permite isso. Porque o universo me permite que hora esteja aqui, ora acolá, sem perder os meus princípios e abertos a defender outros. Salve Nietzsche! Salve vida! Abaixo a morte, ao desrespeito, a falta de coragem pra mudar e aos juízes dos dias comuns.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

EXTRAORDINÁRIO ARTIGO. LEIAM!


GANHEI CORAGEM

Rubem Alves

Publicado na Folha de S. Paulo


"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche.
É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo.
Por medo.


Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente. Na velhice.
Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.


Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.
Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.
Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.
Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.


E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!
Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias.
Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou.
Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos.
E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava.
Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre."


Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras. As mentiras são doces; a verdade é amarga.


Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!



As coisas mudaram.
Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.


As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos. Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência.

São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.


Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral.
O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.


Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.

O povo não pensa.
Somente os indivíduos pensam.
Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.


Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O povo, unido, jamais será vencido!



Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer?


Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.


Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.


De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: - "Caminhando e cantando e seguindo a canção..." Isso é tarefa para os artistas e educadores.


O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

Carta da CNBB aos fiéis sobre Dilma.




A Igreja Católica Apostólica Romana manifesta-se assustada com o rumo dos acontecimentos nos bastidores da política do PT e também assume, com esse depoimento, posição de alerta contra a possibilidade de ser eleita a candidata da situação. Isto serve de alerta para todos os Cristãos.

"O comunismo é a filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja. Sua virtude inerente é a distribuição equitativa da miséria".

Winston Churchill


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.


Leia a carta na íntegra:


"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"

Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de "Deus" não seja manipulado ou usurpado por "César" e vice-versa.

"Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

"Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja, o respeito à liberdade religiosa.

"Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

"Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender.

A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais "liberações", independentemente do partido a que pertençam.

"Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.



Dom Luiz Gonzaga Bergonzini"

NÃO VOTAR NO PT É DEVER CÍVICO E CRISTÃO

Aos amigos Internautas para conhecimento e conscientização do seu voto!

Cuba corta 1 em 8 servidores do Estado





Comunicado prevê demissão de 500 mil funcionários até março de 2011 e indica que esse número deve dobrar

Trabalhadores que forem demitidos serão absorvidos pelo setor privado, segundo plano do governo Raúl Castro (Risos; que setor privado?)


FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS




O governo cubano anunciou ontem que vai demitir até março de 2011 ao menos 500 mil trabalhadores estatais, ou cerca de 1 em cada 8 integrantes de sua máquina pública.


Mais meio milhão estaria "excedente" no país. Ou seja, provavelmente será demitido numa segunda etapa.


O corte é uma das mais importantes e delicadas medidas econômicas do país em pelo menos 20 anos.


A demissão em massa foi comunicada pela Central de Trabalhadores de Cuba (CTG), ligada ao governo, em informe no jornal estatal "Granma".


A previsão é que os cortes ocorram de maneira escalonada na ilha, e comecem no mês que vem.


A dura nota da CTG, em sintonia com os discursos do dirigente máximo da ilha, Raúl Castro, prega contra o "paternalismo" do Estado e fala que Cuba "não pode nem deve" manter um funcionalismo inflado, que gera perdas e "maus hábitos".
O texto prevê a redução "de vultuosos gastos sociais", a eliminação de "subsídios excessivos" e o "estudo como fonte de emprego e aposentaria antecipada".


Segundo a CTG, os demitidos serão inseridos no setor "não estatal" da economia - e apenas as vagas "imprescindíveis" serão repostas no Estado, em áreas como agricultura e educação.


Para ampliar as vagas no setor privado, o governo incentivará o "arrendamento, o usufruto [de terras], cooperativas e trabalho por conta própria".


Raúl havia anunciado em agosto que o Estado facilitaria licenças para pequenos negócios, hoje restritas - de barbearias a pequenas oficinas mecânicas.


Disse ainda que esses negócios, que passarão a pagar impostos, poderiam, pela primeira vez, contratar funcionários.


A central anunciou que a medida faz parte do plano de "atualização do modelo econômico" cubano -os dirigentes comunistas rejeitam falar em "transição"- apenas dias depois de o ex-ditador Fidel Castro haver dito, em entrevista à revista "The Atlantic", que o antigo modelo cubano "não funciona nem sequer" para Cuba.


RISCO POLÍTICO


A demissão em massa é considerada uma medida necessária há anos para aumentar os baixos índices de produtividade da ilha.


Mas é arriscada politicamente, uma vez que as vagas desaparecerão quando as liberalizações no pequeno sistema privado apenas engatinham. De todo modo, o Estado paga apenas US$ 17 mensais em média e a opção de trabalho por conta própria é considerada atrativa.


Cuba tem pouco mais de 5 milhões de ocupados, 4,2 milhões no Estado.

A reestruturação trabalhista é a mais significativa reforma de Raúl, que prometeu fazer modificações "estruturais e de conceito" quando assumiu o poder em fevereiro de 2008.


Naquele ano, o governo fez a outra reforma maior, com a distribuição de terras ociosas do Estado a cem mil pequenos produtores.


"É uma medida necessária, mas preocupante. Em abril, serão 500 mil pessoas sem trabalho sem que o governo tenha feito as reformas para absorvê-los. O que foi feito até agora é muito tímido. O modelo não precisa de atualização, mas de mudança radical", diz o economista dissidente Oscar Chepe. ( Fonte : A Folha de São Paulo, 14/9/2010)

Em tempo: e ainda querem adotar um modelo falido desse no Brasil!

domingo, 12 de setembro de 2010

O que é Antroposofia



Remontando às suas raízes lingüísticas, a palavra “Antroposofia” (do grego Anthropós – “homem” – e Sophia – “sabedoria”) significa “sabedoria a respeito do homem”.
Elaborada, em seus princípios, pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), procura satisfazer a busca de conhecimento do homem moderno a respeito de si mesmo e de suas relações com todo o Universo, respondendo, de forma adequada ao seu nível de consciência, às antigas e recorrentes perguntas do ser humano:
- Quem sou eu?
- De onde venho?
- Aonde vou?
- Qual o sentido de minha existência?
Insatisfeito com as soluções apontadas até agora para suas questões metafísicas, o homem da atualidade já não se contenta em crer – na verdade, ele deseja saber sobre os enigmas da existência, para os quais não encontra caminhos acessíveis nem na religião nem nas ciências modernas. Se, por um lado, a via do misticismo lhe cobra a renúncia a qualquer cogitação racional, por outro lado a ciência lhe oferece um árido intelectualismo que condena a legitimidade de seus anseios espirituais.
Ora, a Antroposofia procura atender a essa busca de conhecimento sem incorrer em tais unilateralidades. Parte do fato de que a capacidade cognitiva do homem pode ser elevada da percepção sensorial e do pensar normal a estados superiores de conhecimento e de consciência, sem que a pessoa tenha de renunciar à plena lucidez de sua mente. Proporciona ao ser humano um conhecimento da essência superior que permeia e transcende sua corporalidade material, fisicamente perceptível. Suas pesquisas atestam que a expressão física da figura humana constitui apenas um “núcleo” denso de uma natureza mais ampla e pluri-organizada, cujo conhecimento abre imensas perspectivas para uma verdadeira compreensão da existência e de suas relações cósmicas. A esse conhecimento superior revela-se, então, a visão de uma realidade não física que impregna o Universo e a própria entidade humana, acrescentando uma dimensão espiritual aos valiosos conhecimentos acumulados pela ciência. Esse conhecimento pode e deve ser alcançado com plena lucidez, dispensando estados de êxtase ou uma consciência embotada.
É, portanto, com um pensar consciente – fortalecido pela prática de exercícios apropriados – que o estudioso da Antroposofia pode ter acesso a realidades cósmicas mais abrangentes, das quais o próprio homem é uma síntese incontestável. Para isso dispõe de métodos objetivos e científicos, que igualam a Antroposofia a qualquer ciência dita exata. É nesse sentido que se pode denominá-la também como Ciência do Espírito, aplicável, na prática, a todos os domínios da vida humana. Não é de estranhar, portanto, que há décadas se pratique, com base em seus princípios, uma pedagogia adotada em mais de mil escolas em todo o mundo (a pedagogia Waldorf), uma medicina já bastante conceituada nos meios terapêuticos (a medicina antroposófica), a agricultura biodinâmica, uma pedagogia terapêutica para crianças e adolescentes necessitados de cuidados especiais, uma psicologia espiritual em franco desenvolvimento, uma farmacologia ampliada, uma pedagogia social voltada para o desenvolvimento de pessoas, grupos e organizações. Citem-se ainda, no âmbito das artes, a euritmia (arte do movimento, abrangendo os planos cênico, pedagógico e terapêutico) e arte da fala (cultivo da linguagem mediante princípios espirituais).
Estas menções demonstram que a Antroposofia não se atém ao plano meramente teórico: ela se liga intimamente à realidade do mundo, contribuindo com suas descobertas para uma vida humana mais íntegra. A imagem do homem em toda a sua complexidade físico-espiritual, quando considerada em todos os âmbitos da vida, colabora para dignificar as realizações da humanidade em direção à sua meta evolutiva.

Texto cedido gentilmente pela Editora Antroposófica Ltda
Quer saber um pouco mais?

sábado, 11 de setembro de 2010

DOAÇÃO DE SANGUE, ATO DE SOLIDARIEDADE


O IHENE esteve hoje em Gravatá e nos deu a possibilidade de doar um pouco de nós.




O Brasil necessita diariamente de 5.500 bolsas de sangue, seja um doador!

A doação de sangue é segura e não demora mais de 1/2 hora. Todo o material utilizado é descartável e oferece total segurança ao doador de sangue. Requisitos para doar sangue:


Você deve ter mais de 18 e menos de 60 anos;
Seu peso deve ser superior a 50 kg;
Se homem, deve ter doado há mais de 60 dias;
Se mulher deve ter doado há mais de 90 dias; não estar grávida; não estar amamentando; já terem se passado pelo menos 3 meses de parto ou aborto;
Se você não teve Hepatite após os 10 anos de idade;
Se você não teve contato com o inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas;
Se você não teve malária ou esteve em região de malária nos últimos 6 meses;
Se você não sofre de Epilepsia;
Se você não tem ou teve Sífilis;
Se você não é diabético;
Se você não tem tatuagens recentes (menos de 1 ano);
Se você não recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados nos últimos 10 anos;
Se você não ingerir bebidas alcoólicas nas 24hs que antecedem a doação;
Se você estiver alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas do almoço;
Se você dormiu pelo menos 6 horas nas 24hs que antecedem a doação;
Se você não se expõe ao risco de contrair o vírus da AIDS, tendo comportamentos como:
* não usar preservativos em relações sexuais
* Ter tido mais de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses
* usar drogas injetáveis


Antes da doação você vai passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir sua doação. Após cada doação serão realizados os seguintes exames em seu sangue:

Tipagem sangüínea ABO e Rh;
Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares;
Teste de Coombs Direto;
Fenotipagem do Sistema Rh Hr( D,C,E.c,e) , Fenotipagem de outros sistemas;
Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II;

Todas as vezes que você doar sangue serão feitos todos esses testes, e você receberá o resultado em cada doação.

O Instituto de Hematologia do Nordeste estará voltando sempre que houver necessidade, sem um prazo determinado para está em Gravatá. Mas, se você quer doar, não precisa esperar tanto. Vá ao HEMOPE e faça a sua doação.

REPASSANDO

Pastor evangélico de Curitiba rompe o silêncio e opina firmemente sobre as próximas eleições. O vídeo que está sendo amplamente divulgado no Youtube é impressionante! Trata-se de um documento histórico sobre o qual deve-se refletir firmemente...

O endereço onde pode ser visto o vídeo está colocado a seguir:


MOSTRE SUA CARA ou ESCONDA-SE ATRÁS DA MENTIRA

“Tu és o cara mais sem opinião própria que já vi. Bastam apenas alguns trocados... kkkkkkkkkkkkkk" (anônimo)

Este foi o comentário que recebi anonimamente na matéria “VOTE EM DILMA” postada por mim no último dia 09 de setembro. A matéria foi enviada via email pelo nosso amigo Professor Lucivânio Jatobá que sempre me envia matérias de todos os gêneros, enriquecendo o meu blog com informações e opiniões diversas.

Alguém poderia me perguntar: mas se você posta, você concorda com tudo que lhe é enviado? E eu diria que nem sempre. Eu preso pela liberdade de expressão baseada em fatos concretos, imunes a cores ou bandeiras. A matéria tem que ter idoneidade, que não seja VAZIA, tem que ter alguém que assine e não tenha medo de ser condenando por meia dúzia de narcisistas ou oposicionistas.
O que mais me deixa triste é saber que gente como este ou esta “anônimo(a)” não sabe para que lado soa o vento. Percebe-se que o autor ou autora do comentário tem certo domínio da ortografia e observa-se que começa a frase com a segunda pessoa do singular, demonstrando ser alguém que eu conheço. Porém deve ser um(a) mal amado(a), um(a) frustrado(a), um(a) sombra, um(a) vadio(a), um(a) moleque de recados, um Zé ou Maria ninguém que não sabe realmente quem eu sou.

Ele ou ela afirma que me bastam alguns trocados para que mude de opinião. Se fosse uma pessoa de coragem, de respeito, que vergonha na cara, não publicaria um comentário desses, mesmo que fosse realmente verdade. Faria melhor. Chegaria num blog sensacionalista desses que a gente precisa engolir e, com sua foto, sua assinatura daria provas a população de Gravatá que eu fui comprado por um candidato. Mas como esse tipo de gente não tem a verdade do seu lado, fica visitando meu blog (continue assim) e deixando comentários infantis.


Meu carro está adesivado (e vai ficar melhor) com a foto de JOAQUIM NETO. Mas por desejo meu. Por vontade própria. Por saber que eu posso mudar de opinião quando eu quiser e achar que é necessário. Desafio você (anônimo barato) e a qualquer um da cidade, a pesquisar o que eu pedi a JN em troca, para trabalhar em sua campanha. Se eu tiver ganho um palito de fósforo ou melhor, se eu tiver pedido uma agulha a ele, pode publicar em qualquer blog. Mas como isso não será possível, gente como você vai continuar miseravelmente no anonimato da mentira.
Siga bons exemplos meu caro ou minha cara. Saia da obscuridade, da clandestinidade. Tenha a hombridade e assuma suas posições, como eu faço, como Lucivânio Jatobá, como tantos outros que tem a coragem de mudar de opinião, mas declarando ao mundo qual é sua posição. Saiba que o mundo não precisa mais de gente sem coragem que só aprendeu a denegrir a imagem de outrem.

Como você não terá coragem de me dizer nada além de comentários anônimos, eu vou rezar para que você encontre a sua luz própria e não viva mais sob o julgo da mentira, da covardia e da obscuridão.

Honestamente, eu tenho pena de você porque você não passa de um fraco anônimo ou um anônimo fraco, um coitado.
Qualquer coisa, você sabe como entrar em contato.
Apareça.


5771 - Ano Novo judaico momento de introspecção



Quando anoiteceu nesta quarta-feira (8), a comunidade judaica em todo o mundo celebrou a chegada do ano 5771, a festa de Rosh Hashaná ('cabeça do ano'). "Ano novo, vida nova", diz o dito popular. E no caso judaico trata-se literal e realmente de um momento de profunda renovação. Vejamos como é isto:

Além da alegria característica de toda celebração da chegada de um novo ano, a religião e a cultura judaicas reservam para esta data um momento especial que inverte o estilo expansivo do Réveillon. Do primeiro dia do ano até o 10º dia, quando ocorre nova celebração, o Iom Kipur (Dia do Perdão, um dia de Jejum coletivo), os judeus vivem os chamados Dias Temíveis. Por quê?

A fé judaica implica na crença de que termos, ou não, mais um ano de vida dependerá do que ocorrer durante os Dias Temíveis. Há um Livro Celeste, o Livro da Vida, e nosso nome poderá ou não estar inscrito neste Livro. Para que isto ocorra devemos refletir nestes 10 dias sobre o que realizamos no que se encerra.
Como nos pergunta John Lennon em sua cantiga de ano novo, "o que realizamos no ano que se encerra"? Um balanço de ações, onde os judeus procuram avaliar suas ações e buscar caminhos para realizar muito mais no ano que se inicia.

Esta reflexão irá influenciar o movimento dos Nomes para dentro ou para fora do Livro da Vida! Assim a saudação durante este período entre judeus não é apenas "feliz ano novo", mas "feliz ano novo, e que tenhamos nosso nome inscrito no Livro da Vida".
É evidente que parte das ações que realizamos e que realizaremos são justamente focadas na própria preservação da vida. A continuidade da vida depende do julgamento do Criador. Mas são nossas ações, mais que nossas rezas, que são determinantes nestes julgamentos. Tudo isso dá a este período do ano um clima especialíssimo de introspecção, reflexão, balanço e planejamento.

A sabedoria acumulada em tantos milênios (afinal contamos nossa história há 5771 anos) ensina que o balanço dos Dias Temíveis envolve todas as esferas de nossa existência. Devemos refletir sobre nossa vida familiar, comunitária e profissional. Nada do que fazemos deve ficar de fora do balanço que realizamos nestes dias.
Assim, com este significado tão profundo para o Ano Novo, a comunidade judaica realiza individual e coletivamente seu balanço anual que é, sem dúvida, uma tradição que decisivamente contribui para nossa sobrevivência ao longo de tanto tempo. Buscar detalhadamente o que fazer para melhorar a condição individual, comunitária e da humanidade como um todo tem sido talvez o segredo mais profundo da fé judaica.

Que sejamos todos, pessoas de fé e de boas ações, inscritos no Livro da Vida!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VOTE NA DILMA


por Arnaldo Jabor

VOTE NA DILMA !
As promoções da época:

Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.

Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.

Não pense que a promoção termina aqui.

Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.

Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.

Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.

E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.

Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.

Tudo isto e muito mais!

TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN

Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa.



A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.

(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!

E a população ignorante engole tudo... Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!

Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.

Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'



Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!



Não deixe de repassar.

É o mínimo que podemos fazer diante de tanta corrupção!

LULA PAGOU A DÍVIDA EXTERNA.



A CANDIDATA GOVERNISTA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA VEM DIZENDO NO PROGRAMA ELEITORAL GRATUITO ALGO QUE DEIXA AS PESSOAS FELIZES E ATÉ ORGULHOSAS.


A SENHORA DILMA AFIRMA ACATEGORICAMENTE QUE O ATUAL GOVERNO DE LUIS INÁCIO "PAGOU A DÍVIDA EXTERNA E QUE O PAÍS AGORA É INDEPENDENTE".

VEJAMOS O QUE DIZ O BANCO CENTRAL, ÓRGÃO IMPORTANTÍSSIMO DO GOVERNO FEDERAL:

Dívida externa

A dívida externa total estimada para julho de 2010 somou US$235 bilhões, com elevação de US$10,2 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior. No mesmo período, a dívida de longo prazo totalizou US$185,7 bilhões, com aumento de US$2,7 bilhões, e a de curto prazo atingiu US$49,6 bilhões, com ampliação de US$7,5 bilhões.

Os principais fluxos que afetaram o estoque da dívida externa de longo prazo foram ingressos líquidos de títulos, US$970 milhões, e de buyers, US$719 milhões. Houve, ainda, incremento de US$1,1 bilhão derivado de variação por paridade.

"Quanto à dívida externa de curto prazo, o acréscimo observado deveu-se ao aumento de US$5,1 bilhões nas obrigações em moedas estrangeiras dos bancos comerciais e à elevação de US$2,4 bilhões no saldo dos empréstimos diretos em moeda."



( Fonte: http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext)




Democracia virtual
05 de setembro de 2010.

*FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (O Estado de S.Paulo, 6 DE SETEMBRO DE 2010)



Vivemos uma fase de democracia virtual. Não no sentido da utilização dos meios eletrônicos e da web como sucedâneos dos processos diretos, mas no sentido que atribui à palavra "virtual" o dicionário do Aurélio: algo que existe como faculdade, porém sem exercício ou efeito atual. Faz tempo que eu insisto: o edifício da democracia, e mesmo o de muitas instituições econômicas e sociais, está feito no Brasil. A arquitetura é bela, mas quando alguém bate à porta a monumentalidade das formas institucionais se desfaz num eco que indica estar a casa vazia por dentro.

Ainda agora a devassa da privacidade fiscal de tucanos e de outras pessoas mais mostra a vacuidade das leis diante da prática cotidiana. Com a maior desfaçatez do mundo, altos funcionários, tentando elidir a questão política - como se estivessem tratando com um povo de parvos -, proclamam que "não foi nada, não; apenas um balcão de venda de dados..." E fica o dito pelo não dito, com a mídia denunciando, os interessados protestando e buscando socorro no Judiciário, até que o tempo passe e nada aconteça.

Não tem sido assim com tudo mais? O que aconteceu com o "dossiê" contra mim e minha mulher feito na Casa Civil da Presidência da República, misturando dados para fazer crer que também nós nos fartávamos em usar recursos públicos para fins privados? E os gastos da atual Presidência não se transformaram em "secretos" em nome da segurança nacional? E o que aconteceu de prático? Nada. Estamos todos felizes no embalo de uma sensação de bonança que deriva de uma boa conjuntura econômica e da solidez das reformas do governo anterior.

No momento do exercício máximo da soberania popular, o desrespeito ocorre sob a batuta presidencial. Nas democracias é lógico e saudável que os presidentes e altos dirigentes eleitos tomem partido e se manifestem em eleições. Mas é escandalosa a reiteração diária de posturas político-partidárias, dando ao povo a impressão de que o chefe da Nação é chefe de uma facção em guerra para arrasar as outras correntes políticas. Há um abismo entre o legítimo apoio aos partidários e o abuso da utilização do prestígio do presidente, que, além de pessoal, é também institucional, na pugna política diária. Chama a atenção que nenhum procurador da República - nem mesmo candidatos ou partidos - haja pedido o cancelamento das candidaturas beneficiadas, se não para obtê-lo, ao menos para refrear o abuso. Por que não se faz? Porque pouco a pouco nos estamos acostumando a que é assim mesmo.

Na marcha em que vamos, na hipótese de vitória governista - que ainda dá para evitar - incorremos no risco futuro de vivermos uma simulação política ao estilo do Partido Revolucionário Institucional (PRI) mexicano - se o PT conseguir a proeza de ser "hegemônico" - ou do peronismo, se, mais do que a força de um partido, preponderar a figura do líder. Dadas as características da cultura política brasileira, de leniência com a transgressão e criatividade para simular, o jogo pluripartidário pode ser mantido na aparência, enquanto na essência se venha a ter um partido para valer e outro(s) para sempre se opor, como durante o autoritarismo militar.

Pior ainda, com a massificação da propaganda oficial e o caudilhismo renascente, poderá até haver a anuência do povo e a cumplicidade das elites para com essa forma de democracia quase plebiscitária. Aceitação pelas massas na medida em que se beneficiem das políticas econômico-sociais, e das elites porque estas sabem que nesse tipo de regime o que vale mesmo é uma boa ligação com quem manda. O "dirigismo à brasileira", mesmo na economia, não é tão mau assim para os amigos do rei ou da rainha.

É isto que está em jogo nas eleições de outubro: que forma de democracia teremos, oca por dentro ou plena de conteúdo. Tudo o mais pesará menos. Pode ter havido erros de marketing nas campanhas oposicionistas, assim como é certo que a oposição se opôs menos do que devia à usurpação de seus próprios feitos pelos atuais ocupantes do poder. Esperneou menos diante dos pequenos assassinatos das instituições que vêm sendo perpetrados há muito tempo, como no caso das quebras reiteradas de sigilo. Ainda assim, é preciso tentar impedir que os recursos financeiros, políticos e simbólicos reunidos no Grupão do Poder em formação tenham força para destruir não apenas candidaturas, mas um estilo de atuação política que repudia o personalismo como fundamento da legitimidade do poder e tem a convicção de que a democracia é o governo das leis, e não das pessoas.

Estamos no século 21, mas há valores e práticas propostos no século 18 que se foram transformando em prática política e que devem ser resguardados, embora se mostrem insuficientes para motivar as pessoas. É preciso aumentar a inclusão e ampliar a participação. É positivo se valer de meios eletrônicos para tomar decisões e validar caminhos. É inaceitável, porém, a absorção de tudo isso pela "vontade geral" encapsulada na figura do líder. Isso é qualquer coisa, menos democracia. Se o fosse, não haveria por que criticar Mussolini em seus tempos de glória, ou o Getúlio do Estado Novo (que, diga-se, não exerceu propriamente o personalismo como fator de dominação), e assim por diante. É disso que se trata no Brasil de hoje: estamos decidindo se queremos correr o risco de um retrocesso democrático em nome do personalismo paternal (e, amanhã, quem sabe, maternal). Por mais restrições que alguém possa ter ao encaminhamento das campanhas ou mesmo as características pessoais de um ou outro candidato, uma coisa é certa: o governismo tal como está posto representa um passo atrás no caminho da institucionalização democrática. Há tempo ainda para derrotá-lo. Eleição se ganha no dia.


*SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA