Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

sábado, 30 de outubro de 2010

COMEÇOU A EXPO CARROS ANTIGOS 2010





A partir de hoje até o próximo dia 02 de Novembro, o Hotel Portal de Gravatá vai reunir mais de 150 exemplares de carros antigos. O encontro será a oportunidade perfeita para quem gosta das relíquias que fizeram sucesso nas décadas de 1950, 60,70 e 80. Haverá feira de peças e encontro de clubes e colecionadores do setor.


Estive hoje no hotel pra conferir os primeiros carros, como faço todos os anos, e como sempre encontro alguma novidade em relação ao ano anterior. Convite você a fazer uma visita nas dependências do Hotel Portal e conferir os belos carros, motos e peças originais de carros que já sem encontram fora de linha.
O rapaz da foto, ao meu lado, é o Chevrolet Impala, um dos maiores sedãs já lançados pela montadora. Belíssimo Carro.
Um Pouco da História


O Impala foi lançado em 1958, como a configuração de acabamento Top de linha da Chevrolet, rebaixando o acabamento Bel Air à posição intermediária de acabamento. O Belair, por sua vez, era o nome da versão Hard Top Coupe (falso conversível) dos Chevrolets fabricados de 1950 até 1952.
Em 1953, tornou-se o nome da versão de acabamento Top de Linha da Chevrolet, que ainda contava com o 1-50 e o 2-10, respectivamente, a entrada e intermediária. Com o lançamento do Impala, em 1958, a Chevrolet extinguiu os modelos 2-10 e 1-50, criando o Biscayne e o Impala. Com isto, o Belair tornou-se o acabamento intermediário, enquanto o Biscayne era o modelo de entrada.
Eles apenas se diferenciavam por detalhes, tais quais frisos, motorização, pintura e emblemas, mas a carroceria era a mesma - exceção ao Conversível, que era apenas o Impala. Havia, outrossim, o modelo Del Ray disponível para a linha 1958.


Impala 1958 conversívelO Impala de 1964 se caracteriza pelo design sóbrio e foi o último dos clássicos do modelo lançado em 1958. O sedã, que mais se assemelha a uma imensa banheira, entrou na década de 1960 como o automóvel mais vendido dos EUA e em 1965 bateu o recorde da indústria automobilística americana, com um milhão de unidades vendidas.
Entre 1960 e 1969, vendeu 7,8 milhões de unidades, mas perdeu espaço para carros menores, que visavam competir com os menos extravagantes europeus. O sucesso do modelo tornou-o um dos reis da miniatura.

O Impala foi substituído como top de linha pelo Caprice, mas continou em produção até 1974, como modelo intermediário dentre os os Chevrolets grandes.

POR UM DIA!




Estamos a um dia da eleição.
Vocês podem imaginar a pressão, especialmente da petralhada.
- Como é mesmo? “Se entrega, Corisco!”
E eu: “- Só me entrego na morte, de parabelo na mão!”
Se acredito nas pesquisas? Não! Entre os problemas de metodologia de todos e a má fé de alguns, prefiro resistir. Gostaria que José Serra vencesse a eleição. Vou votar nele, como todo mundo sabe. Vencer a disputa, no entanto, nunca foi uma tarefa fácil. Dilma Rousseff tinha 3% dos votos, e eu a chamava de favorita aqui. Nem tanto pelo “poder que Lula tem de transferir voto” — menor do que parece, basta que se examinem os números —, mas porque uma doxa vinha se firmando: “Governo popular não perde eleição jamais!”.
Isso pauta a cobertura da eleição de 2010 há pelo menos dois anos, quando o processo mal havia sido deflagrado. Essa máxima contaminou, digamos assim, toda a inteligência do processo eleitoral. E teve efeitos bastante negativos até na propaganda eleitoral do PSDB, coisa de que tratarei em outros textos.

Curiosamente, embora todos os institutos apontem uma vantagem relativamente folgada para Dilma Rousseff, parece que nem os petistas acreditam muito nisso. Não sei se as urnas reservam uma daquelas surpresas que desmoralizariam as pesquisas de modo acachapante — e noto que isso pode acontecer ainda que Dilma vença. O que sei, isto sim, é que o clima não é de confiança, de euforia. Não se repetem as certezas do segundo turno disputado por Lula em 2002 e 2006, contra dois bons candidatos: o próprio Serra e Geraldo Alckmin. E por que não?

Por que a desconfiança?

Porque muitos dos defeitos que os não-petistas vemos em Dilma são vistos também pelos petistas — incluindo aí boa parte da sua base eleitoral. O debate de ontem da Globo (ler post abaixo) o evidenciou mais do que qualquer outro. Sem poder fazer aquele jogo acelerado das acusações aos borbotões, sem muito espaço para satanizar o governo FHC e endeusar Lula, obrigada a dar algumas respostas minimamente objetivas, evidenciou-se o seu real tamanho. Foi uma candidata inventada por Lula e adotada pelo PT — e isso lhe garantia de saída um terço dos votos no Brasil. Mas não é do ramo. Fica tão à vontade no papel de política como, digamos, à vontade estava naquele seu terninho cinza com gorgorão na gola (é “gorgorão” aquilo? Não vou acordar Dona Reinalda para perguntar; ela não me perdoaria…).

Exerce com tal artificialismo seu papel que uma estranha avaliação passou a ser feita por alguns “analistas” depois de suas performances em debates: “Ah, não foi um desastre; então ela ganhou”. Notem o escândalo intelectual de tal formulação: aquela que pode ser a presidente da República é saudada como vitoriosa por não ser desastrada. Já sobre Serra se operava com um raciocínio mais ou menos contrário, mas não menos bucéfalo: “Ah, ele é muito melhor; então é preciso esmagá-la. Se não esmaga, então perde”. A isso chegou certa “inteligência” analítica brasileira: o que se sai melhor perde porque não massacra; a que se sai pior ganha porque não é massacrada.

A falta de raciocínio lógico é um dos desastres do nosso tempo. Eu atribuo isso a dois fatores: crise no ensino de matemática e falta de leitura. A pouca intimidade com os textos e a incapacidade de estabelecer relações entre fatores, distinguindo correlação de relação de causa e efeito, por exemplo, transformam qualquer cérebro num mingau. E tolices pavorosas vão se multiplicando. Uma das mais freqüentes ao longo da disputa eleitoral foi esta: “Se Dilma sair inteira, vence; se Serra não sair puxando os despojos, perde”. E poucos se dão conta de que o excesso de agressividade nem sempre é bem-recebido pelo telespectador. LIQUIDAR OS ARGUMENTOS DO OPONENTE NÃO É SINÔNIMO DE VENCER O DEBATE. Ontem, por exemplo, Serra vence e — e sem sangue. Mas volto ao leito.


Agora é diferente

As certezas das duas eleições anteriores vinham da aposta na figura de Lula, um debatedor competente, pouco importava as sandices que dissesse. Ontem, revi muitos trechos do debate de 2002, contra o próprio Serra. E duas coisas surpreendem: uma é a abismal quantidade de bobagens que disse o petista; a outra é a convicção com que as pronunciou. Dilma talvez seja até um pouco mais técnica do que seu mestre (desde que a gente se esforce um tantinho para entender o que ela fala), mas lhe falta o espírito que anima as palavras, o dito jogo de cintura. Num probleminha lá com o cronômetro, resolvido com grande habilidade por William Bonner, a gente viu um prenúncio de fúria. Quando o jornalista percebeu que a explicação técnica não contentaria a candidata, assumiu a culpa, comportou-se como um anfitrião humilde e decoroso e desculpou-se. Ela recobrou a frieza estudada e tentou um gracejo amistoso. Mas os petistas gelaram na cadeira.

Por que relato esse pequeno incidente? Porque ele é indicador de que ela parece sempre estar à beira de um descontrole: de um ataque dos nervos, de um ataque de fúria e, às vezes, de uma espécie de apagão. A fala é interrompida no meio, mais ou menos como se tivéssemos de aguardar o download de um arquivo muito pesado para a máquina.

Memória do primeiro turno

As desconfianças que Dilma desperta e a memória do papelão exercido pelos institutos de pesquisa no primeiro turno — só o Datafolha quase acertou o resultado; os outros ficaram vergonhosamente longe — impõem esse comportamento cauteloso aos petistas. Os petralhas bem que vêm aqui encher o meu saco com suas antevisões gozosas, achando que vou atear fogo às vestes se Dilma ganhar. Mas sabem que o fazem mais por nervosismo do que por confiança.

A propósito e já encerrando: caso Dilma vença a disputa, trabalharei normalmente na segunda-feira. Caso o vitorioso seja Serra, trabalharei normalmente na segunda-feira. O meu blog não existe porque este e aquele disputam eleição. Ou meu blog não existe porque este ou aquele ganha a eleição. O meu blog existe porque existem os leitores, e são muitos milhares, que querem ler o que escrevo. Entenderam, petralhas? Aliás, petralhas, vocês são a prova disso porque não saem daqui! Talvez o seu ódio seja quase tão fiel quanto o afeto dos que gostam desta página. E podem ficar tranqüilos: não lhes darei folga, pouco importa quem seja o vencedor. Porque, seja lá quem for o futuro presidente, estou certo de que vocês continuarão a assombrar o bom senso, o bom gosto e a boa educação!

Corisco não se entrega! Só na morte, de parabelo na mão! Se e quando Dilma ganhar a eleição, escreverei: “Dilma ganhou a eleição”. Antes? Nem pensar! Isso quem faz é o Marcos Coimbra.

Por Reinaldo Azevedo

ÚLTIMO DEBATE ENTRE DILMA E SERRA




Na Globo, Dilma se mostrou ao público quase como é:


uma invenção de Lula que quase tem idéias mais ou menos claras sobre quase tudo




Acompanhei o debate entre José Serra e Dilma Rousseff no Twitter. Muita gente reclamou que estava frio demais. Eu mesmo cheguei a brincar que a melhor coisa até o momento em que escrevia era o sorvete de crocante com café que Dona Reinalda havia trazido pra mim. Brincadeira à parte, o fato é que um debate como o da Globo pode até ser mais chato para quem é entusiasmadamente Serra ou Dilma — e, pois, vibra quando um desfere uma porrada no outro —, mas é muito mais útil para deixar claro o que pensam os candidatos sobre determinados temas.

O tal confronto direto, escolha feita por Band, Record e Rede TV, não funcionou. A razão é simples: os dois candidatos, que não são burros, resolveram usar o tempo da tréplica para dar estocadas no adversário, quando o outro não tinha tempo para reagir. O formato escolhido pela Globo inibiu esse expediente. Afinal, Dilma não tinha de responder para Serra; Serra não tinha de responder para Dilma. Ambos se deparavam com eleitores de verdade, com quem eram obrigados a dialogar. Fugir da questão para falar o que lhes desse na telha, a exemplo do que se viu nos outros encontros, seria desastroso. E foi aí que Dilma se deu mal.

A frieza do encontro, onde a troca de acusações acabaria soando como indesculpável indelicadeza, foi pior para Dilma. Recorrer à tática de elencar as conquistas do governo Lula, como ela até ensaiou fazer, mais exporia a sua fragilidade do que evidenciaria competência. Dilma gaguejou muito, demonstrou insegurança e não conseguiu passar aquilo que seu programa tanto vende: a imagem da pessoa segura e competente. A petista fez um intenso trabalho de “media training”. Mas foi treinada para brigar, não para responder com serenidade. De fato, há uma coisa curiosa, que se revelou neste debate também: Serra sempre foi muito melhor do que o seu pouco mais que sofrível programa no horário eleitoral; e Dilma sempre foi muito pior. Isso nos diz duas coisas: o melhor candidato teve a pior propaganda. E vice-versa.

Ninguém deu qualquer resposta espantosa ou inusitada. A diferença fundamental entre ambos foi de postura, de clareza, de segurança. Ele esteve mais “presidencial”, com fala mais segura e fluente, idéias mais claras, raciocínio mais inteiro. Vai mudar alguma coisa? Não tenho a menor idéia. Será o suficiente para lhe garantir a vitória? Também não sei. Se a diferença for mesmo aquela que apontam os institutos de pesquisa, é difícil que o tucano consiga vencer a distância; se for a do tracking do PSDB, as chances são grandes; se for a do tracking do PT, elas são boas — no partido, há gente com muita raiva do próprio levantamento; prefere o que dizem os institutos, coisa inédita na história das eleições.

Ontem, sem poder esbravejar, sem poder lançar acusações ao vento, sem poder satanizar o governo FHC, Dilma se mostrou ao público quase como é: uma invenção de Lula que quase tem idéias mais ou menos claras sobre quase tudo. Se existem indecisos de verdade e na hipótese de que o sentido das palavras tenha alguma relevância, o contraste foi favorável ao tucano.

Por Reinaldo Azevedo




http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/




A TERRA EM CONVULSÃO




Por Lucivânio Jatobá
Publicado no Diário de Pernambuco, 30 de outubro de 2010.



"O ano de 2010 não será esquecido facilmente. Pelo menos para os haitianos e os chilenos. Às 16h53, na terça-feira, 12 de janeiro, um violento terremoto, que atingiu a magnitude 7,0 (Escala Richter) quase destruiu por completo a capital haitiana, Porto Príncipe. Aproximadamente 200 mil pessoas perderam a vida. Às 3h34, no sábado, 27 de fevereiro, outro violentíssimo sismo, com magnitude de 8,8(!), sacode as terras chilenas, sobretudo a cidade de Concepción. Neste caso, mesmo com essa intensidade fantástica, o terremoto deixou um saldo bem menor de vítimas fatais (menos de 1000 pessoas).



Por que a superfície terrestre, vez por outra, treme como uma geleia num prato, quando movimentado? Por que nem todas as áreas da crosta terrestre sofrem abalos sísmicos?


Os grandes abalos sísmicos ou terremotos são movimentos repentinos verificados na crosta terrestre que ocorrem ao longo de uma estrutura geológica falhada. É essa ruptura do terreno que ocasiona esses intensos abalos, em face da liberação de uma expressiva quantidade de energia acumulada. A liberação se propaga como ondas elásticas pela superfície do planeta, em todas as direções. A camada interna mais superficial da Terra (a Litosfera), quando submetida a esforços compressivos ou mesmo de tração, acumula deformações e, portanto, energia. Quando as rochas atingem o limite de resistência a esses esforços, rompem-se e a liberação da energia é imediata. O terremoto se faz sentir com maior ou menor intensidade, então.


A Litosfera encontra-se dividida em diversos blocos rochosos, denominados placas litosféricas. Essas se encontram em permanente movimento. Há placas litosféricas que colidem contra as outras. Existem placas litosféricas que se afastam das outras em decorrência de esforços de tração descomunais. E ainda há placas litosféricas que "raspam" horizontalmente as outras. Nesses três casos configuram-se os terremotos. No caso do terremoto do Haiti, o sismo se verificou no limite norte entre as placas litosféricas do Caribe e da Norte-Americana, a cerca de 25 km de Porto Príncipe, capital do país, exatamente numa falha geológica. As duas placas atritam-se,nesta área, horizontalmente. Já o megaterremoto chileno se deu numa área em que duas placas litosféricas colidem: a placa de Nazca e a placa Sul-americana. Estas duas placas convergem a uma velocidade de 8cm por ano, aproximadamente, definindo uma zona de contato denominada "subducção".


As áreas que estão muito afastadas das zonas de contato entre placas litosféricas são mais calmas e livres, quase sempre, de gigantescos sismos. Mas não são, de todo, imunes aos abalos do terreno. O Brasil sofre, por exemplo, poucos abalos sísmicos por se encontrar praticamente no centro de uma placa litosférica, a Sul-americana. No entanto, episodicamente, os brasileiros são surpreendidos com notícias que dão conta de "tremores de terra" em Caruaru, São Caetano (PE), João Câmara (RN), Acre, São Paulo etc. São abalos geneticamente distintos dos que arrasaram o Haiti , e que só muito raramente provocam danos materiais mais significativos. Geram apenas um intenso medo nas pessoas e a desagradável sensação de instabilidade.


Lucivânio Jabotá, professor de Geomorfologia do Curso de Ciências Ambientais da UFPE e autor do livro Introdução à Geomorfologia.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu, Intelectual Versus Serra e Seus Intelectuais

Perguntaram-me se o Serra está sendo apoiado por algum intelectual. Na mesma hora me veio em mente uma resposta e uma pergunta. Inquieto na arte de sempre provocar e ser provocado pelo bom combate, quero dizer que a resposta já está aqui, no meu blog. Primeiro que eu sou brasileiro e que eu sou um intelectual. Segundo que citei alguns nomes de intelectuais que declararam voto a Serra, numa matéria que postei no último dia 27.

Mas a pergunta… Eu fiquei pensando... pensando..:

- Meu Deus, o que é mesmo ser um intelectual Brasileiro?


Para mim, intelectual é aquele que produz, que provoca e que dissemina o pensamento. Nas minhas leituras, descobri que existem, no Brasil, em especial, dois tipos de intelectuais: “orgânico” e o “tradicional. No original, o orgânico é quem, “em sintonia com a emergência de uma classe social determinante no modo de produção econômico, procura dar coesão e consciência a essa classe, também nos planos político e social”. E o tradicional é “aquele que se conserva relativamente autônomo”.


Esse conceito me recordo de ter visto nas minhas aulas de metodologia, nos tempos de faculdade, lá pros idos de 1990. Putz? Faz 20 anos que deixei a faculdade? Quanto tempo! Mas, como então saber quem é de fato orgânico ou intelectual nos nossos círculos de convivência? Quem eram os intelectuais que me inspiraram na época da minha Graduação em Geografia? Esforcei-me pouco para lembrar-me de nomes que aprendi a admirar na minha vida acadêmica e a posterior.

O fato é que, nessa época, eu imaginava que estudar em uma universidade era algo importante. De cumprir algum papel na sociedade. Reconstruir o saber pensado para um futuro aberto. Ou então, discutir idéias para manifestações sociais e fazer valer transformações. Quem sabe, rupturas, coalizões. Sei lá. Ser encarregado de uma missão sublime e enaltecedora.

Quando circulava de um bloco para o outro, atrás do professor para me explicar porque eu não poderia visitar um terreiro de macumba para minha pesquisa de Filosofia da Religião Brasileira, batia meu ombro com diversos ombros que carregavam seres pensantes, os quais estavam “possuídos por um dom” racional e menos óbvio. Eram carregados por uma indignação profunda sobre o papel da Educação, assim como eu. - Nós seremos mais - eu pensava.

Visão romântica, meu Deus! Pura ilusão. Nem eu e nem aqueles sujeitos éramos intelectuais.

Nos meus dias atuais, eu ainda encontro pseudo-intelectuais que adoram desbravar-se diante do óbvio, nas explicações sobre os movimentos populares, as dinâmicas político-partidárias e os tendenciosos meios de comunicação. Estes sujeitos nunca tentaram limpar a sua janela para descobrir que não é janela do outro que está suja pela poeira da história. São primários porque nunca buscaram entender conceitos como “Agenda Setting”, por exemplo.

É isso mesmo, meus amigos! Ainda estamos interpretando as coisas como no tempo de escola, em que o professor fala e as “ovelhas” repetem tudo o que esta sendo passado. E me parece que essa “supremacia-truista” os torna superiores diante da turma e faz estufar os peitos e dizer:

- Sou “intelectual”, mesmo que timidamente, mas sou. E tenho e quero meu lugar no "hall" da inoportuna instância militante!


Vi muitos colegas, ditos “intelectuais”, vibrarem com uma miséria de uma nota 7.1 na cadeira de Estatística. Meu Deus!.. esses caras eram chamados de intelectos porque possuíam seu próprio carro, usavam roupa de grife, fumavam e bebiam todas as noites com as moças mais bonitas, costumavam citar Chico Buarque (que está com Dilma), Cantarolar uma frase mais rebelde da Legião Urbana (que não apoiaria Dilma, jamais) ou simplesmente ovacionar a presença de um professor mais pop da turma, e mesmo assim se contentavam com a média do curso.

Bom, pelo menos eles conquistaram médias. Outros, sequer concluiram seu curso superior e arrotam conhecimento científico...


Bem, voltando a questão do Intelectual Orgânico e Intelectual Tradicional:

Os pesquisadores estão certos. Quando não são valorizados, devem imigrar. Mudar essa situação deve ser projeto de políticas públicas. Um intelectual precisa ser orgânico, não tem saída. Ele se põe a serviço de um projeto, que deve ser nacional, mesmo que tenha contribuição estrangeira. Mas ele pode, também, ser autônomo para saber dizer não a todo tipo de valor contrário a sua ética e sua moral.

Ultimamente se fala muito em aumento da massa crítica da produção de pensamento e resultados nos institutos brasileiros de pesquisa. Gostaria de saber o que há de vantagem para o Brasil nisso, porque, em contrapartida, há exemplos claros de intelectuais que estão a mercê da espiral do silêncio, proposta por Elisabeth Noelle-Neumann, que estudou vastamente o fenômeno da demoscopia, já citada numa matéria abaixo.

Nestes últimos dias tenho recebido diversos emails provocativos, sempre questionando o meu posicionamento em relação ao segundo turno. Me pergunto o que foi que eu fiz ou o que eu ando fazendo de errado pra receber tanta menção honrosa?! É a tal espiral do silêncio, ora! – disse minha consciência intelectual.

Se eu abro uma página de internet, vejo a miséria filosófica, especialmente entre jornalistas. Os leitores também produzem pensamentos dosconfortantes e têm agora condições de veicular seus pensamentos através de sites de relacionamentos buscando a cooptação hipócrita do próprio interesse ou do interesse próprio, não sei.



Então, se me perguntam onde estão os intelectuais que apóiam Serra, contemporizo. Afinal, cabe a nós destacar as conquistas principalmente de intelectuais não expressivos como eu e mais expressivos como Tony Bellotto e que não estejam envolvidos nos esquemas mesquinhos de ascensão social, como aconteceu debaixo das minhas vistas quando vi de perto professoras ganharam um mimo em troca do silêncio e abraçarem coronéis em seus velhos casacos buscando conquistar palácios republicanos de luxo, vestidos como príncipes.

Devemos ficar em oposição à cooptação reinante, por mais notória e poderosa que seja. A falta de presença maciça de intelectuais responsáveis na superfície das mídias e da indústria cultural faz com que todos regridam à idade da pedra.

Entrar nessa roda viva implica também o desmascaramento dos pseudo-intelectuais, os que se comparam a Goethe e posam de estátua. Devemos agir para erradicar a distorção que a palavra intelectual atingiu entre nós.

Como muitos intelectuais entraram na disputa pelo poder temporal, ou simplesmente se omitiram, deixando a nação à mercê da bandidagem, a palavra intelectual virou nome feio, xingamento entre nós, sendo ele de direita - se é que existe direita no Brasil -, seja ele de esquerda - essa daí, não existe mesmo.

Isso tem de mudar, com ou sem Serra!

QUANDO GRAVATÁ ENTRARÁ NUMA LISTA COMO ESTA?




Conselho Consultivo avalia nova lista de candidatos a Patrimônio Cultural do Brasil

Serão avaliadas seis propostas de tombamento e registro como Patrimônio Cultural do Brasil do Amazonas, Mato Grosso, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan mantém sua proposta de ampliar o número de bens culturais protegidos, garantindo o acesso e o envolvimento da sociedade com seu patrimônio histórico.


Neste sentido, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido, mais uma vez, nos próximo dias 4 e 5 de novembro, no Rio de Janeiro, para avaliar a proposta de proteção federal para mais seis bens culturais:

o registro como patrimônio cultural brasileiro do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro que envolve mais de 22 etnias indígenas do Amazonas, e o Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe, no estado do Mato Grosso.


Na pauta estão também o tombamento da paisagem natural de Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de São Félix, na Bahia, do Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões, no Amazonas, e do Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.


Este ano, o Conselho Consultivo já esteve reunido outras duas vezes. Na primeira, em março, foram aprovados o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, em Goiás, e o tombamento da Vila Serra do Navio, no Amapá. Já no mês de junho, os conselheiros aprovaram o tombamento dos Lugares Sagrados dos Povos Indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, os Bens da Imigração Japonesa, em São Paulo, e o Teatro Oficina, também no estado paulista.


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.


Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.


Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões - AM
Centro histórico de São Félix - BA
Paisagem cultural em Santa Tereza - RS
Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial - RJ
Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro - AM
Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe

Aula de Campo - Passeio Turístico com Meus Alunos



A Escola Cônego Eugênio Vilanova, sempre buscando renovar seus métodos de ensino e buscando integrar o seus alunos no projeto pedagógico que se propõe a desenvolver com muita competência - graças ao seu excelente corpo docente - fez hoje mais um passeio com alguns dos seus alunos.
Mediante a participação magnífica de todos os alunos no I Concurso de Biodiversidade realizado no mês de Junho, todas as 13 turmas (de 5ª a 8ª séries), foram contempladas com passeios, visitando diversos pontos turísticos de Gravatá. Esta foi uma forma justa, pedagógicamente correta de parabenizar a todos, professores e alunos, unindo o útil (aula de campo) ao agradável (vivência humana aluno x professor).
Os professores se revesaram entre sí, levando suas respectivas turmas a pontos turísticos como o Cruzeiro, a Estação do Artesão, o Polo Moveleiro e o Memorial de Gravatá.
Hoje foi a minha vez, junto com a professora Cícera e a professora Magalhães de fazemos o nosso passeio. Minha proposta foi levar os alunos até o ponto mais alto da cidade - o Cruzeiro - e lá fazer uma exposição sobre a formação geológica da cidade e da região, demonstrando as feições geomorfológicas da bela cidade de Gravatá, sempre fazendo o resgate de conhecimentos pré-adiquiridos dos alunos.
aproveitamos para explicar, por exemplo, porque Gravatá está naturalmente dividida entre uma região seca (agreste) e uma região mais úmida (brejo), explicando as diferenças sobre conceitos muitas vezes confundidos por alunos e até por professores, que é a questão do "Tempo" e do "Clima".




Saímos do Cruzeiro, em nossa aula de campo sobre a Geografia de Gravatá e partimos para uma visita a Estação do Artesão. Lá os alunos se surpreenderam com a quantidade e qualidade de objetos de arte produzidos pelos artesãos gravataenses. E, para finalizar, fomos até o Momorial de Gravatá onde fomos recebidos por Martins que se encarregou de contar um pouco da história de Cleto Campelo.

Até o final do ano estaremos atualizando o nosso blog com o que de melhor aconteceu na nossa escola, fazendo um apanhado e uma avaliação do nosso trabalho ao longo do ano letivo.

Aguardem.


COMUNICADO Nº 213


COMUNICADO Nº 213
Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2010.

Prezado(a) Senhor(a),

No próximo domingo, dia 31, será realizado o 2º turno das eleições presidenciais, oportunidade em que se definirá o Chefe de Governo para os próximos 4 anos, cargo de suma importância para o País, regido por regime presidencialista.

Domingo passado (24/10), conversei com o candidato José Serra, durante a caminhada no calçadão de Copacabana/RJ, tendo o mesmo me confirmado seu compromisso com os militares das Forças Armadas, nos termos de sua "CARTA AOS MILITARES", já divulgada na internet e cujo acesso disponibilizo neste Comunicado.

Desta forma, confirmo publicamente meu apoio e voto em José Serra, no 2º turno das Eleições em 31/out, pelos seguintes motivos:

1. Compromisso do candidato em manter nosso regime previdenciário;

2. Sua posição contrária ao PNDH-3, proposto pelo governo do PT, por prever, dentre outras impropriedades, os seguintes absurdos:

- fim da propriedade privada;
- retirada dos símbolos religiosos das repartições públicas;
- revisão unilateral da Lei de Anistia;
- censura à imprensa;
- permissão de adoção de crianças por casais homossexuais.


Vale ressaltar que integrantes do PT, com intuito de perpetuação no poder com votos de beneficiários de programas assistencialistas, desejam a implantação de previdência universal e imposto de renda progressivo, nivelando todos por baixo, sem considerar o mérito individual nem estimular a busca de melhor situação sócio-econômica pelo esforço, estudo, competência e dedicação.


Cordialmente,

JAIR BOLSONARO
DEPUTADO FEDERAL / RJ
www.bolsonaro.com.br

Nossa opinião, em plenário, sobre a candidata do PT.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010: DEMOCRACIA OU DEMOSCOPIA?





Sempre que tem eleição é a mesma coisa: republico meu texto “A espiral do silêncio”, escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas eleitorais no resultado da votação. O texto foi divulgado originalmente no Comunique-se.

Em todo ano de eleição é o mesmo papo:


as pesquisas de opinião, que indicam a intenção de voto dos cidadãos, devem ser divulgadas ou proibidas?


Qual o grau de influência do resultado dessas sondagens na decisão do eleitor?



Essas e muitas outras questões controversas realmente precisam ser debatidas, no sentido de manter claro o processo democrático do qual todos nós participamos: indivíduos, mídia, sociedade.


A discussão, claro, transcende fronteiras e atinge vários países do mundo. Na Europa, por exemplo, há exatos 30 anos, a alemã Elisabeth Noelle-Neumann (foto acima) já fazia conclusões sobre um estudo que vinha realizando sobre a influência da mídia sobre a opinião pública.



Tratava-se da hipótese da espiral do silêncio, dissecada pelo professor Antonio Hohlfeldt, da PUC do Rio Grande do Sul, no livro Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências (Vozes, 2001), uma coletânea de artigos organizada por ele e pelos colegas Luiz C. Martino, da Universidade de Brasília, e Vera Veiga França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e que é a referência bibliográfica deste artigo.


Antes de mais nada, é preciso explicar por que a espiral do silêncio é considerada uma hipótese e não uma teoria. Segundo Hohlfeldt, “uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica.



Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”. Dadas as circunstâncias que serão expostas neste texto, portanto, é mais adequado classificar os estudos de Noelle-Neumann como uma hipótese.



Elisabeth Noelle-Neumann nasceu em 1916 na Alemanha.
Aos 24 anos, especializou-se em DEMOSCOPIA, isto é, na pesquisa da opinião pública sob organização científica (aliás, numa época bem instigante: a II Guerra Mundial mal havia começado e o nazismo, que muito abusou da propaganda, obtinha o apoio maciço dos alemães). A partir dos anos 50, ela começou a se interessar pela relação entre imprensa e opinião pública.


Ao longo do tempo, a pesquisa de Noelle-Neumann apontava que a auto-estima dos alemães diminuía à medida que a mídia fazia mais referências negativas ao povo. A pesquisadora começou a basear seus estudos em uma outra hipótese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas.


Através de uma fundamentação teórica apoiada em Platão, Rousseau, John Locke, David Hume, Alexis de Tocqueville, Walter Lippmann e Gabriel Tarde, Noelle-Neumann começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém. Essa posição seria tomada para evitar um possível isolamento do indivíduo, temeroso do que pode acontecer caso declare uma opinião contrária à da maioria.


A pesquisadora, então, conclui que captar o “clima de opinião” é essencial para que as pessoas expressem seus pontos de vista. Conforme escreve Hohlfeldt, “ao perceberem ou imaginarem que a maioria das pessoas pensa diferentemente delas, essas pessoas acabam, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem, ainda que muitas vezes apenas verbalmente, suas opiniões às do que elas imaginam ser a maioria. Em conseqüência, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente a maioria, acaba por tornar-se a opinião majoritária, na medida em que se expressa num crescente movimento de verbalização, angariando prestígio e alcançando a adesão dos indivíduos”. Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Noelle-Neumann como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem, e daí nasce o nome da hipótese que a alemã desenvolveu.


Enfim, em 1972, Noelle-Neumann apresenta um artigo chamado Return to the concept of powerful mass media num congresso em Tóquio e afirma que “pela consonância das reportagens e dos editoriais, reforçados pela acumulação das periódicas repetições da mídia, a maioria das atitudes pode ser influenciada ou moldada pela mídia. Os processos individuais de formação da opinião são então reforçados pelas observações individuais do meio ambiente social. Nós entendemos que as concepções sobre quais opiniões são dominantes em um determinado meio, ou quais opiniões podem tornar-se dominantes neste meio, estão sendo influenciadas pelos mídia. Este processo, digo, é mais pronunciado que muita gente admite”.


Sete anos depois, a pesquisadora voltaria a estudar a ligação entre mídia e opinião pública, dando uma nova conceituação a esta expressão: “conexão da controvérsia, que alguém é capaz de expressar sem o risco de auto-isolamento que tem duas fontes: os mídia e a observação imediata do meio ambiente, do que as outras pessoas pensam e do que elas expressam em público”.


Nos anos 80, Noelle-Neumann lançaria A espiral do silêncio Opinião pública: nossa pele social, livro em que sintetizaria todos os seus estudos sobre o assunto. Nele, a pesquisadora questionava a democracia no âmbito de sua hipótese (“Nessa teoria [da espiral do silêncio] não havia lugar para o cidadão informado e responsável, o ideal em que se baseia a teoria democrática. A teoria democrática básica não leva em conta o medo do governo e do indivíduo à opinião pública”) e listava os quatro pressupostos que sustentam sua pesquisa:
1) a sociedade ameaça os indivíduos desviados com o isolamento;

2) os indivíduos experimentam um contínuo medo ao isolamento;

3) este medo ao isolamento faz com que os indivíduos tentem avaliar continuamente o clima de opinião;

4) os resultados dessa avaliação influem no comportamento em público, especialmente na expressão pública ou no ocultamento das opiniões.



Tal qual o tema que observa, a hipótese da espiral do silêncio é muito controversa e polêmica. Em 1990, dois pesquisadores norte-americanos desenvolveram um estudo que chegou a resultados que não combinavam com o que Noelle-Neumann pregava.



Porém, a própria dupla relativizou as conclusões obtidas, devido à diferença de contexto entre as situações envolvidas. Além disso, outros pesquisadores, embora valorizem a contribuição dos estudos da alemã, questionam a hipótese. Por exemplo: não se explica até que ponto o temor do isolamento influi na opinião das pessoas, e não se sabe se a espiral do silêncio funciona em qualquer grupo, seja ele pequeno ou grande.


A pesquisa de Noelle-Neumann, hoje, nos remete diretamente à divulgação das sondagens eleitorais durante a campanha. Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo.


O “vitorioso” de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. Imagine, então, um ambiente eleitoral em que os candidatos pouco se diferem um do outro, acarretando o aumento de indecisos: aquele que sustentar ou parecer sustentar a menor preferência terá grande vantagem.


Apesar das críticas à hipótese da espiral do silêncio, está claro que as conclusões alcançadas pela alemã não foram obtidas à toa. É possível que haja algumas variações do contexto em que ela fez seus estudos para o brasileiro e atual. Porém, Noelle-Neumann ao menos nos inquieta com o sabor da curiosidade e abastece a discussão.



Será que a hipótese pode nos ajudar a compreender os erros e acertos das pesquisas de opinião? E as confirmações e as falhas das sondagens seriam capazes de negar ou consolidar a hipótese? Empírico e teórico se misturam. A análise do resultado pode trazer respostas importantes sobre o verdadeiro poder das pesquisas eleitorais.

DUAS TEORIAS QUE PRECISAM SER ESTUDADAS

No estudo a respeito da influência que a mídia exerce no pensamento do cidadão, há duas teorias que investigam a respeito: A “agenda setting” e a “espiral do silêncio”.
A mídia ao selecionar determinados temas a serem veiculados, por outro lado apaga os demais temas que não entraram na pauta de informação daquele dia. Um assunto que é noticiado com determinada força no ambiente macro-social acaba colocando no esquecimento outros assuntos não veiculados, mesmo sendo de grande importância para a sociedade.





O termo “agenda setting” significa pauta de fixação, uma forma de direcionar a atenção que os leitores e telespectador de uma reportagem seguirão, ou seja, a mídia aponta quais os temas serão considerados de interesse coletivo.
Segundo Walter Lippmann, o conhecimento que as pessoas têm do mundo exterior é formado pela seleção midiática de símbolos presentes no mundo real, criando uma relação entre a agenda midiática e agenda pública.

A “agenda setting” segue fatores condicionados à mensagem e recepção, considerando a necessidade de orientação do público sobre determinado assunto. No quesito mensagem, a análise mais forte está nas manchetes políticas, pois a mídia aponta e interfere na formação da opinião pública a respeito da luta do poder.
Neste caso a mídia utiliza como artifícios a dramatização dos acontecimentos nela noticiados, personalização do conteúdo na matéria, e a apropriação de dinâmica nos acontecimentos para acelerar o entendimento do receptor da mensagem.



A TEORIA DA ESPIRAL DO SILÊNCIO


A teoria da “espiral do silêncio” inicia quando há o medo do isolamento social por parte do indivíduos, fazendo o indivíduo se sentir isolado caso discorde da opinião pública dominante imposta pelos veículos de comunicação. O silêncio das opiniões minoritárias, ou colocadas como minoritárias, tende a se tornar cada vez mais isolantes à medida que a opinião geral toma mais força através da mídia.

O conceito da Teoria da Espiral do Silêncio surgiu pela primeira vez em 1972, no 20º Congresso Internacional de Psicologia, em Tóquio. Nesse congresso, vários intelectuais participaram com papers, artigos, debates e diversas mesas.

Uma das participantes foi a pesquisadora alemã Noelle-Neuman que apresentou o paper Return to the concept of powerful mass media. Studies of broadcasting 9. No entanto, veio a público somente nos Estados Unidos em 1984, doze anos depois da primeira apresentação, em forma de livro e intitulado Espiral do Silêncio.

Para Noelle-Neuman, as pessoas tendem a esconder opiniões contrárias à ideologia majoritária (que ajuda a manter o status quo) e dificulta na mudança de hábitos, porque o pensamento é hegemônico e linear, baseado no senso da maioria. Seria o senso comum?

A opção pelo silêncio, diz a pesquisadora alemã, é causada pelo medo da solidão social, que se propaga em espiral e, algumas vezes, pode até esconder desejos de mudança presentes na maioria silenciosa. Esses desejos são sufocados pela espiral do silêncio, pois que os indivíduos são influenciados pelo que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer.

Cada vez que alguém se vê com opinião contrária do grupo em questão, com medo de não ser receptivo, prefere o silêncio à solidão. É um livro* que precisa ser lido, interpretado e discutido pela maioria dos discentes, principalmente pelo estudante de jornalismo.

A mudança, diz Noelle-Neuman, só ocorre se houver um sentimento de que ela já é dominante, mas isso demora muito a acontecer, pois que depende da mídia. Observe o que a autora diz sobre essa questão:


O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por todos, à exceção dos duros de espírito. Propus o termo espiral do silêncio para descrever este mecanismo psicológico.


A mídia privilegia as opiniões dominantes consolidando-as e ajudando-a, dessa forma, a calar as minorias (na verdade, maiorias) isoladas. Aqui, a teoria da espiral do silêncio aproxima-se da teoria dos definidores primários, pois ambas as teorias defendem que a tal prioridade é causada pela facilidade de acesso de uma minoria privilegiada (fontes institucionais) aos veículos de informação, afirma Noelle-Neuman.

Nesse sentido, a maioria silenciosa não se expressa e nem é ouvida pela mídia, o que leva à conclusão, diz Noelle-Neuman, de que o conceito de opinião pública é totalmente distorcido.

A Teoria da Espiral do Silêncio defende que os indivíduos buscam a integração social por meio da observação da opinião dos outros e procuram se expressar dentro dos parâmetros da maioria para evitar o isolamento.
Para Felipe Pena (2006)**, um exemplo típico de espiral do silêncio encontra-se no período de eleições: os candidatos que estão à frente tendem a receber mais votos, pois a maioria entende que se ele está à frente é porque deve ter preferência da maioria e, portanto, deve ser bom e merece ser eleito.

Outro exemplo que o autor cita refere-se à convivência em bairros, muitas vezes, os indivíduos não se manifestam com reclamações com medo do isolamento.


A Teoria do Espiral do Silêncio trabalha com três mecanismos condicionantes, que juntos influenciam a mídia sobre o público, que não chega a ser tão absoluta como na teoria hipodérmica, mas é decisiva para consolidar os valores da classe dominante e formar a percepção da realidade.

Os mecanismos são:

1) Acumulação: excesso de exposição de determinados temas na mídia;
2) Consonância: forma semelhante como as notícias são produzidas e veiculadas;
3) Ubiquidade: presença da mídia em todos os lugares.

NOTAS:


*NOELLE-NEUMAN, E. La Espiral do Silencio: opinião pública. Barcelona: Paidós, 1995.


**PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. São Paulo: Contexto, 2006.

SERRA NO PROGRAMA DE GERALDO FREIRE




Os compromissos com o Nordeste estiveram no foco da entrevista concedida à Rádio Jornal (Pernambuco) pelo presidenciável José Serra no final da manhã dessa quarta-feira (27).

Na sua primeira agenda no Recife, Serra falou a mais de um milhão de ouvintes nordestinos e anunciou a proposta de criação de uma Secretaria Nacional do Semiárido, responsável pelo fomento à mesorregião nordestina que abriga quarenta por cento da população regional.


“Foram os nordestinos que construíram São Paulo e eu sei da importância que todas as regiões andem juntos. No Brasil, se não for todo mundo junto, anda para trás”, explicou. Ao órgão federal, Serra já sugeriu intitulá-lo de Celso Furtado, homenagem ao economista paraibano famoso pelas teses em torno da região.

Serra também registrou sua indignação com o enfraquecimento da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), estatal responsável pelo fornecimento de energia no Nordeste. Desde o ano passado, várias medidas definidas pelo Ministério das Minas e Energia reduziram a independência da Companhia, atualmente mais subordinada à Eletrobrás.

"O governo está matando a Chesf, uma empresa que foi a alavanca do desenvolvimento do Nordeste”, lembrou. Na Presidência da República, José Serra vai fortalecer a Chesf e a sua diretoria permanecerá mais vinculada às capitais nordestinas que às decisões de Brasília.

Conhecedor dos problemas regionais, o ex-governador de São Paulo também lamentou o cancelamento do debate entre ele e Dilma Rousseff, voltado às temáticas locais, proposto pelo SBT.

O encontro seria hoje, mas a candidata adversária mais uma vez preferiu não participar do evento, o que acarretou o seu cancelamento. No primeiro turno, numa oportunidade semelhante, a petista foi a única faltosa entre os presidenciáveis. Desde a apresentação da proposta do programa, Serra já tinha confirmado sua presença. O evento seria organizado pela TV Aratu, da Bahia.

Estavam presentes no estúdio da Rádio Jornal Recife, dando seu apoio ao candidato, políticos como Sérgio Guerra, Terezinha Nunes e o ex-governador Roberto Magalhães.

A entrevista - depate - foi ravoável. Havia muita coisa pra dita, pra ser respondida, mas a dinâmica do programa não permitiu, por exemplo, que ouvintes como nós, fiéis aos debates, fizessemos perguntas relacionadas ao Nordeste, a Educação e a Saúde, de maneira mais objetiva.

Ao que me consta, além de mim, o Professor Lucivânio Jatobá e o ex-ministro Gustavo Krause acompanharam a entrevista.

O que havia pra se dizer, já foi dito. O que deveria ser feito, já foi feito.

MANIFESTO DE INTELECTUAIS A FAVOR DE SERRA




Está circulando desde ontem à noite um manifesto de intelectuais e artistas em favor da candidatura de José Serra à Presidência. Seguem a integra e alguns dos signatários:


MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS



Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura, da Economia, da Assistência Social, da Proteção ao Trabalho.

Apoiamos Serra, porque ele tem um passado de compromisso com a democracia, com a verdade e com o uso correto dos recursos públicos, dando bons exemplos de comportamento ético e moral, de respeito à vida e à dignidade das pessoas.



Votamos em Serra, porque o País está, sim, diante de dois projetos: um reconhece a democracia como um valor universal e inegociável, que deve pautar o convívio entre as várias correntes de opinião existentes no Brasil; o outro transforma adversários em inimigos, conspira contra a liberdade e a democracia. Precisamos de um Presidente que nos una e reúna, não de quem nos divida.

Apoiamos Serra, porque repudiamos o dirigismo cultural, a censura explícita ou velada, as patrulhas ideológicas, as restrições à liberdade de imprensa, o compadrio, o aparelhamento do Estado em todas as suas esferas e a truculência dos que se pretendem donos do Brasil. Estamos com Serra porque não aceitamos que um partido tome o lugar da sociedade.

Votamos em Serra, porque o grande título da cidadania dos brasileiros é a Constituição, não a carteirinha de filiação a um partido. A democracia é fruto da dedicação e do trabalho de gerações de brasileiros, que lutaram e lutam cotidianamente para consolidá-la e aperfeiçoá-la. O país não tem donos. O Brasil é dos brasileiros.


Apoiamos Serra, porque precisamos ampliar verdadeiramente as conquistas sociais, econômicas e culturais, sobretudo as que ocorreram no Brasil desde o Plano Real e que nos habilitam a ocupar um lugar de destaque no mundo. Estamos com Serra, porque as outras nações precisam ouvir o Brasil em defesa dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz. O nosso lugar é ao lado das grandes democracias do mundo, não de braços dados com ditadores, a justificar tiranias.



Votamos em Serra, porque ele pautou toda sua vida pública com coerência na luta pela justiça social e pela preservação dos valores universais da democracia e das liberdades individuais.

Apoiamos Serra, porque é preciso, sim, comparar os candidatos e identificar quem está mais preparado para enfrentar os desafios que o Brasil tem pela frente, com autonomia, sem ser refém de grupos partidários ou econômicos. Homens e mulheres, em qualquer atividade, se dão a conhecer por sua obra, que é o testemunho de sua vida. A Presidência da República exige alguém com experiência e competência comprovadas. Não basta querer mudar o Brasil, é preciso saber mudar o Brasil. E a vida pública de Serra demonstra que ele sabe como fazer, sem escândalos e desvios éticos.

Serra é a nossa escolha, porque queremos desfrutar, com coragem e confiança, da liberdade e da igualdade de direitos, como exercício de dignidade e consciência.. Vamos juntos eleger Serra para o bem do Brasil e dos brasileiros - sua maior riqueza!

Por um Brasil de verdades e de bons exemplos.

Vote e peça votos para Serra Presidente 45!

Já assinaram o manifesto, entre outros:

Affonso Romano de Sant’Anna
Arnaldo Jabor
Bolívar Lamounier
Carlos Vereza
Celso Lafer
Charles Gavin
Dominguinhos
Elza Berquó
Everardo Maciel
Fabio Magalhães
Fafá de Belém
Fernando Gabeira
Ferreira Gullar

Francisco Weffort
Giulia Gam
Glória Menezes

Guiomar Namo de Mello
Gustavo Franco
Hélio Bicudo
Ives Gandra Martins
João Batista de Andrade
José Gregori
Jose Pastore
Juca de Oliveira
Leiloca
Leôncio Martins Rodrigues
Luiz Alberto Py
Luiz Felipe d’Avila
Lya Luft
Maílson da Nóbrega
Maitê Proença
Malu Mader
Marcelo Madureira
Marco Aurélio Nogueira

Maria Teresa Sadek
Mário Chamie
Mauro Mendonça
Moacir Japiassu
Nana Caymmi
Paulinho Vilhena
Pedro Hertz
Pedro Malan e Catarina
Rosamaria Murtinho
Sandra de Sá

Sérgio Besserman
Sergio Bianchi
Sérgio Fausto
Simon Schwartzman
Stephan Nercessian
Tarcisio Meira
Tonia Carreiro
Tony Bellotto

Zelito Viana
Acessem o site e conheça mais gente que está dando apoio ao Serra:

Por Reinaldo Azevedo

VOU VOTAR NO PT DA DILMA


Por Robério Barros de Melo*


Eu vou votar no PT da Dilma.
Eu Pois este é o partido que não haverá de deixar seu companheiros desamparados: José Dirceu, Collor, José Genoíno, Paloci , Erenilda Guerra etc, todos têm uma segunda chance, e a hora é essa.


Eu vou votar no PT da Dilma
Que pagou a dívida externa com o FMI, em detrimento de um aumento da dívida interna, pública, que herdou em torno de 60 milhões de Reais para, aproximadamente, 2 TRILHÕES DE REAIS (DP 10/2010). Isto equivale dizer que cada um de nós brasileiros já deve mais de 10 mil Reais. E ainda fazem projetos sem recursos, Contam com os ovos dentro da galinha( pré-sal)

Eu vou votar no PT da Dilma
Pois no governo anterior o PRONAF era apenas para os agricultores. No governo da Dilma o PRONAF foi ampliado. E desde que vc consiga a DAP (declaração de Aptidão ao Pronaf ) pagando aos Sindicatos, qualquer um pode obter os recursos e usá-los para comprar casas, moto, eletrodomésticos, produtos de beleza, roupas etc- não há fiscalização. Sem falar que como alguns tipos de PRONAF são financiados pelo FAT, não é preciso nem pagar, o governo se encarrega por isso. E os Bancos não têm prejuízo nenhum.


Eu vou votar no PT da Dilma
Pois este governo é muito esperto, já que não consegue dar uma Educação Básica e pública de qualidade, cria meios para justificar sua incompetência, dirrimindo sua culpa com: cotas, bolsas etc .....e engana o povo.


Eu vou votar no PT da Dilma
Que aproveitou do governo anterior: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Vale Gás ( em 2002, na campanha , não concordava muito, pregando: “eu não vou dar o peixe, eu vou ensinar a pescar” - Estou esperando estes ensinamentos até hoje). Assim uniu os programas com o nome de Bolsa Família.

E por falar em Bolsa Família, Eu vou votar no PT da Dilma

Que, fez com que o povo carente deste nosso Brasil ficasse dependente do programa , como na música de Luiz Gonzaga... “mas doutor uma esmola para um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”... assim, com perspicácia e sutileza, viciou o cidadão. Desta dependência fez ressurgir das cinzas o “ voto de cabresto”, condicionando o voto ao bolsa Família.


Eu vou votar no PT da Dilma
Que deu crédito aos aposentados e pensionistas, reduzindo seus salários em 30%, de R$ 510,00 para R$ 357,00 por 5 anos, pagando mais que o dobro da dívida e diminuindo o poder de compra de alimentos e remédios, em detrimento de lucros aos bancos (agora existe um banco para empréstimo consignado em toda porta de garagem).


Eu vou votar na Dilma
Porque todo mundo pode mudar de opinião e muda-se de opinião por dois motivos, um como mudança interna e outro por forças externas.

O motivo interno vem do teu coração e é mais duradouro; o externo só existe enquando dura a pressão de outros, e então a "mudança" acaba quando acabam os motivos.

Por que ficar com quem pode mudar pelo coração? Agora é tudo ou nada, os valores Cristãos de vida de nada valem, o importante são os motivos eleitoreiros.
Vou votar no PT da Dilma
Que fortalece e enriquece bancos privados: Bradesco.
Hoje é o banco presença em todos municípios. Graças ao trabalho dos funcionários públicos federais, que trabalham para este engrandecimento, sem ter os retornos financeiros deste e deixando de fazer sua principal meta. Quem não teve que pagar multas por faturas entregues fora do prazo!

Vou votar no PT da Dilma
Quem sabe ela faz se cumprir a seguinte centúria de Nostradamus. Em suas Centúrias, Nostradamus escreveu com tanta exatidão que nos faz acreditar que conhecia o Lula .
Fragmentos de um texto de Nostradamus:
'...e próximo do terceiro milênio uma besta (seria o Lula ???) barbuda (céus,é ele !!!) descerá triunfante sobre um condado do hemisfério sul (Brasil???); espalhando desgraça e a miséria...' (acho que se trata da reforma da previdência ou a corrupção institucionalizada ou ainda o mensalão, ou tudo junto...)
'...Será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente completos.' (epa !!! Cadê o dedinho ?)

'...Trará com ele uma horda (faz sentido... Palocci, Zé Dirceu, Dulci, Genoíno, Dilma e Cia Ltda) que dominará e exterminará as aves bicudas (já tô ficando assustado... PSDB = Tucanos = ave bicuda!); e implantará a barbárie por muitas datas (REELEIÇÃO???) sobre um povo tolo e leviano..' (PUTA QUE PARIU!)...

vou votar na Dilma, se eu estiver louco!
*Robério é psicólogo, atua no município de Limoeiro e já foi funcionário da Secretaria de Educação de Gravatá, como psicólogo educacional.
Gente da melhor qualidade.

Principais Acontecimentos Registrados Neste Dia




1498 - Na sua terceira viagem à América, Colombo pisa pela primeira vez em terra continental na enseada de Yacua, situada na costa sul da península de Paria, na atual Venezuela.

1772 - Tratado de São Petersburgo, através do qual se confirma a primeira divisão da Polônia entre seus países vizinhos.

1775 - Pela primeira vez entra um barco na baia de San Francisco da Califórnia, o "San Carlos", capitaneado por Juan Manuel de Ayala.

1827 - Nascimento do Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente da República brasileira.

1829 - Estréia de "Guilherme Tell", de Rossini, na Ópera de Paris.

1850 - Manuel Isidoro Belzú é proclamado presidente constitucional da Bolívia.

1850 - Nasce o escritor francês Guy de Maupassant.

1872 - Nascimento do médico Oswaldo Cruz, Diretor Geral de Saúde Pública no Brasil, a partir de 1903. Ele foi o grande sanitarista brasileiro, combatendo epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica.

1886 - A Colômbia se organiza politicamente como República Central Unitária.

1895 - Morre Friedrich Engels criador, junto com Karl Marx, do socialismo científico. Em 1847, os dois escreveram o Manifesto Comunista, cujas teses constituem a base do materialismo histórico.

1905 - Através da mediação do presidente norte-americano Theodore Roosevelt, o Tratado de Portsmouth é assinado, dando fim à guerra entre Rússia e Japão.

1906 - Nascem os norte-americanos John Huston, cineasta, e Wassily Leontief, prêmio Nobel de Economia 1973.

1914 - Espanha e EUA se declaram neutros na Primeira Guerra Mundial.

1915 - Primeira Guerra: tropas alemãs tomam Varsóvia.

1918 - A Áustria capitula ante as tropas aliadas.

1919 - O general turco Mustafá Kemal Bajá se revolta, junto com seus partidários do congresso nacionalista de Erzurum, contra o governo de Damad Ferid.

1920 - Em Moscou, a "Carta do Construtivismo" se torna pública. O documento revelava um movimento artístico de Pevsner e Gabo.

1929 - Inauguração do serviço radiotelegráfico entre Berlim e México.

1930 - Nasce Neil Armstrong, cosmonauta norte-americano.

1936 - Na Colômbia, a Constituição de 1886 é reformada, com a introdução da separação Igreja-Estado.

1936 - O atleta negro norte-americano Jesse Owens ganha a terceira medalha de ouro na Olimpíada de Berlim, na Alemanha. Na época, o país estava sob o domínio do nazismo.

1941 - Segunda Guerra Mundial: os alemães esmagam as tropas soviéticas em Smolensko.

1942 - O médico polonês Janusz Korczack é executado no campo de extermínio de Treblinka. Korczack era diretor do orfanato judeu de Varsóvia e não aceitou separar-se de suas crianças, quando estas foram levadas a Treblinka.

1947 - O presidente Truman determina que o governador de Porto Rico seja eleito pelo povo porto-riquenho, e não pelo presidente dos EUA.

1949 - Mais de três mil mortos em um violento terremoto registrado no Equador.

1950 - Luís Carlos Prestes, secretário-geral do PC, conclama a criação de um exército popular no Manifesto de Agosto, publicado no jornal Voz Operária.

1954 - Atentado a tiros na rua Toneleros fere Carlos Lacerda e mata o major-aviador Rubens Vaz.

1955 - O Volkswagen de número 1 milhão é produzido na fábrica em Wolfsburg. O Käfer, besouro em alemão, trata-se do Fusca, como é conhecido no Brasil.

1955 - A cantora Carmen Miranda morre aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco.

1962 - Começa a "crise dos mísseis" de Cuba, com o bloqueio norte-americano da ilha.

1962 - Morre a atriz norte-americana Marilyn Monroe (Norma Jean Baker), sob suspeita de suicídio com barbitúricos, aos 36 anos.

1974 - Morrem aproximadamente duas mil pessoas, quando um terço da cidade de Bangladesh fica coberto por água.

1984 - Morre Richard Burton, ator britânico estabelecido em Hollywood.

1985 - Paul Bregman, tripulante do bombardeiro que lançou uma bomba atômica sobre Nagasaki em agosto de 1945, se suicida em sua casa de Los Angeles (EUA).

1988 - As tropas soviéticas abandonam Kandahar, antiga capital do Afeganistão.

1992 - Guerra dos Balcãs: o embaixador da Bósnia-Herzegovina denuncia ante a ONU que os servio-bosnios assassinaram 17 mil civis.

1994 - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai decidem em Buenos Aires criar uma zona de livre comércio entre MERCOSUL e Bolívia.

1995 - O secretário de Estado norte-americano, Warren Christopher, e o secretário vietnamita, Nguyen Manh Cam, firmam em Hanói a normalização das relações entre ambos países, após 20 anos.

2000 - O ex-chefe da polícia da Cidade do México, Arturo Durazo, morre aos 82 anos em Acapulco. Conhecido por "El Negro", Durazo marcou um longo período de corrupção policial.

27 de Outubro é o 300º dia do ano . Faltam 65 para acabar o ano de 2010

Essa história Merece Respeito e Admiração




Em 27 de outubro de 1945, em Vargem Grande, atual Caetés, numa família de pequenos lavradores, nasce Luiz Inácio da Silva (o apelido “Lula” só foi acrescentado ao nome em 1982). Sobre a data de nascimento, conta Lula:


“Até hoje, é a maior polêmica. Porque meu pai me registrou dia 6 de outubro... Na verdade, eu prefiro acreditar na memória de minha mãe, que diz que eu nasci no dia 27”.



Coincidência feliz: 57 anos depois, os dois turnos da eleição que decidiria o futuro presidente do Brasil aconteceriam nestes mesmos dias 6 e 27 de outubro.


Lula ainda era bebê quando o pai, Aristides, migra para trabalhar em São Paulo, na estiva do porto de Santos. No sertão de Pernambuco ficam a mulher, Dona Eurídice, e os oito filhos. Em 1952 é a vez da mãe, Lula e seus sete irmãos cumprirem o ritual de milhões de nordestinos. Numa viagem de 13 dias num pau-de-arara, migram para o Guarujá, no litoral paulista.



Em 1956, Lula, a mãe e os irmãos se mudam para a capital paulista, mas as condições de vida não melhoraram muito. Moram num quarto minúsculo nos fundos de um bar, na Vila Carioca. São anos de pobreza, mas felizes. Todos trabalham. Nas horas livres o menino Lula se diverte com brincadeiras de moleque: bolinha de gude, peão, pipa, guerra de mamona e muito futebol.


Lula começa como engraxate e, aos 12 anos, faz entregas para uma tinturaria. Aos 14 consegue seu primeiro emprego com carteira assinada, numa metalúrgica. Mesmo trabalhando 12 horas por dia, Lula ainda arranja tempo para seguir um curso de torneiro mecânico no Senai, concluído em 1963. No ano seguinte, começa a trabalhar na metalúrgica Aliança. Trabalho pesado, no turno da noite. É nessa ocasião que um colega cochila e fecha a prensa transversal sobre a mão esquerda de Lula, que perde o dedo mínimo.


Em 1966 Lula ingressa nas Indústrias Villares. Nessa mesma ocasião, entra no sindicalismo pela mão do irmão mais velho, Frei Chico. É o início de sua paixão pela política. No mesmo ano, a paixão e o casamento com Maria de Lourdes, também operária. Lula espera ser pai, mas Maria e o filho morrem durante o parto. Nos anos seguintes Lula participa intensamente da vida sindical. Em 1972, é eleito primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1974 reencontra o amor com Marisa, também viúva e mãe do pequeno Marcos Cláudio. A essa altura Lula já é pai de Lurian, que lhe dará seu primeiro neto. Lula e Marisa estão casados até hoje e têm três filhos, Fábio, Sandro e Luiz Cláudio.


Entre 1975 e 1978, Lula é duas vezes eleito presidente do sindicato e lidera as greves do ABC. A mobilização dos metalúrgicos é extremamente importante no contexto da época, em pleno regime militar. Conscientiza os trabalhadores da sua força política e, também, deixa claro o anseio de liberdade e justiça, compartilhado por toda a sociedade brasileira. As greves aceleram o final da ditadura. Em 10 de fevereiro de 1980, no tradicional colégio Sion, em São Paulo, é lançado o manifesto que dá origem ao Partido dos Trabalhadores. Lula funda o PT juntamente com outros sindicalistas, intelectuais e acadêmicos.


Nos anos 1980, ainda na ditadura, Lula e o PT se firmam como uma força nova na política nacional. Em 1983, Lula participa da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). No ano seguinte, o PT está na origem da campanha “Diretas Já”, defendendo o direito de votar para presidente da República. 1986 é o ano da Assembléia Nacional Constituinte. Lula se candidata a deputado federal. Com 650 mil votos, é o mais votado do país.


Em 1989 os brasileiros, depois de quase trinta anos de regime militar, finalmente vão às urnas escolher o presidente da República. A campanha de Lula é feita por centenas de comitês populares, que mesmo sem recursos conquistam 31 milhões de votos. Lula chega em segundo lugar e, nos anos seguintes, prefere não se candidatar a outros cargos: dedica-se ao “governo paralelo”, amplia contatos e se aprofunda nas questões administrativas do país.


Enquanto isso, o PT elege seu primeiro senador, Eduardo Suplicy, 35 deputados federais e 81 estaduais. Começa a enquadrar seus extremistas e dá um passo decisivo em seu processo de amadurecimento: define-se pelo “socialismo democrático”. Chega 1992 e Lula comanda o PT na campanha pelo “impeachment” do então presidente Fernando Collor.


Em 1993 Lula dá início a uma série de viagens pelo Brasil. Percorre mais de 40 mil quilômetros, cobrindo o país de ponta a ponta, com um só objetivo: conhecer de perto as pessoas, os problemas e os desejos do Brasil real. Nas novas eleições para a Presidência, Lula tem como vice o hoje deputado federal Aloizio Mercadante. As forças governistas lançam o Plano Real, atraindo as atenções e as esperanças do eleitorado. O PT perde a disputa para a Presidência, mas elege os governadores do Distrito Federal e do Espírito Santo, quatro senadores, 50 deputados federais e 92 estaduais.


Em 1998 Lula disputa, pela terceira vez, a Presidência da República. Obtém 32% dos votos, mas Fernando Henrique é reeleito. O PT cresce, conquista os governos do Rio Grande do Sul, do Acre, do Mato Grosso do Sul, faz três senadores, 59 deputados federais e 90 estaduais. No ano seguinte, Lula é um dos líderes da “Marcha dos Cem Mil”, a maior manifestação política nacional contra o governo FHC.


Nas eleições seguintes, em 2000, o PT ganha as prefeituras de São Paulo, Goiânia, Aracaju, Recife, Belém, Porto Alegre e de mais 181 cidades, recebendo, em todo o Brasil, cerca de 12 milhões de votos. Consolida, assim, sua trajetória como o partido que mais cresce no país.


Em janeiro de 2001 Lula participa em Porto Alegre do Fórum Social Mundial, contraponto crítico à miséria social provocada pela “globalização”. Começa, também, a divulgar projetos para áreas específicas da vida nacional: economia, política habitacional, combate à fome, entre outras prioridades.


Em 06.10.2002, no 1° turno das eleições 2002, Lula é o mais votado e disputa o 2° turno com o "tucano" José Serra. No 2° turno, em 27.10.2002, "Lula" finalmente é consagrado vencedor e é eleito o novo presidente do Brasil, com mandato iniciando em 01.01.2003 e até 31.12.2006. O "governo de transição" é criado no dia seguinte - 28.10.2002 - pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e, assim, democraticamente, o Brasil inicia uma fase diferente de sua história: um representante do partido de oposição, representante dos trabalhadores - partido de esquerda -, assume o poder no Brasil.





Oito anos se passaram e quanta coisa mudou...

Vidas Secas, Vidas Gracilianas... Nasceu Num Dia como Hoje




Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência.

Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais:

"Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.

Em 1905 vai para Maceió, onde freqüenta, por pouco tempo, o Colégio Quinze de Março, dirigido pelo professor Agnelo Marques Barbosa.

Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.

Em 1910, responde a inquérito literário movido pelo Jornal de Alagoas, de Maceió. Em outubro, muda-se para Palmeira dos Índios, onde passa a residir.

Passa a colaborar com o "Correio de Maceió", em 1911, sob o pseudônimo de Soares Lobato.

Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ) no vapor Itassuoê. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Volta a Palmeira dos Índios, em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante. Casa-se com Maria Augusta Ramos.

Sua esposa falece em 1920, deixando quatro filhos menores.

Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928. Ao escrever o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929, a verve do escritor se revela ao abordar assuntos rotineiros de uma administração municipal. No ano seguinte, 1930, volta o então prefeito Graciliano Ramos com um novo relatório ao governador que, ainda em nossos dias, não se pode ler sem um sorriso nos lábios, tal a forma sui generis em que é apresentado. Dois anos depois, renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial. Casa-se com Heloisa Medeiros. Colabora com jornais usando o pseudônimo de Lúcio Guedes.

Demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance São Bernardo.

O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925.

No ano seguinte, publica "São Bernardo". Falece seu pai, em Palmeira dos Índios.

Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido, presa em Maceió e enviada a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus". Com outros 115 presos. O país estava sob a ditadura de Vargas e do poderoso coronel Filinto Müller. No período em que esteve preso no Rio, até janeiro de 1937, passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e, por fim, pela Sala da Capela de Correção. Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".

Foi libertado e passou a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro, em 1937. Em maio, a "Revista Acadêmica" dedica-lhe uma edição especial, de número 27 - ano III, com treze artigos sobre o autor. Recebe o prêmio "Literatura Infantil", do Ministério da Educação", com "A terra dos meninos pelados."

Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.

Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes", junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta de sua ficha na polícia política. Traduz "Memórias de um negro", do americano Booker T. Washington, publicado pela Editora Nacional, S. Paulo.

Publica uma série de crônicas sob o título "Quadros e Costumes do Nordeste" na revista "Política", do Rio de Janeiro.

Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.

Em 1943, falece sua mãe em Palmeira dos Índios.

Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre". Seu livro "Angústia" é publicado no Uruguai.

Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância".

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro "Ficção e Confissão".

Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância".

Os contos de "Insônia" são publicados em 1947.

O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948.

Traduz, em 1950, o famoso romance "A Peste", de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano pela José Olympio.

Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.

Em abril de 1952, viaja em companhia de sua segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, à Tcheco-Eslováquia e Rússia, onde teve alguns de seus romances traduzidos. Visita, também, a França e Portugal. Ao retornar, em 16 de junho, já enfermo, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano. É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos.

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, aonde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.

Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.

Seus livros "São Bernardo" e "Insônia" são publicados em Portugal, em 1957 e 1962, respectivamente. O livro "Vidas secas" recebe o prêmio "Fundação William Faulkner", na Virginia, USA.

Em 1963, o 10º aniversário da morte de Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, é lembrado com as exposições "Retrospectiva das Obras de Graciliano Ramos", em Curitiba (PR), e "Exposição Graciliano Ramos", realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1965, seu romance "Caetés" é publicado em Portugal.

Seus livros "Vidas secas" e "Memórias do cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos, em 1963 e 1983, respectivamente. O filme "Vidas secas" obtém os prêmios "Catholique International du Cinema" e "Ciudad de Valladolid" (Espanha). Leon Hirszman dirige "São Bernardo", em 1980.

Em 1970, "Memórias do cárcere" é publicado em Portugal.