Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

domingo, 22 de maio de 2011

VAMOS ROMPER COM O SILÊNCIO

Caruaru realiza protesto contra a alta carga tributária

Cerca de 400 veículos serão abastecidos com combustível 40% mais barato

Publicado em 20/05/2011, às 22h30 (fonte- Jornal do Commercio)

Pedro Romero


CARUARU –  "Um protesto contra a alta carga tributária, com venda gasolina mais barata, vai marcar o Dia da liberdade de impostos, na próxima quarta-feira (25), em Caruaru, no Agreste.

O desconto no preço do litro de gasolina vai ser de cerca de 40%, percentual pago em impostos pelo contribuinte na compra do produto. Em Caruaru, a campanha, que já foi realizada em cidades como Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, é promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem.

Cerca de 400 veículos serão abastecidos com gasolina livre de impostos. Será disponibilizado um total de cinco mil litros de combustível. Para cada carro, haverá um limite de 20 litros. As motos só poderão ser abastecidas com cinco litros.

A venda da gasolina sem impostos será feita no Posto IBF, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, um dos parceiros da campanha. Das 8h às 9h, serão distribuídas as senhas. Logo em seguida, começa o abastecimento, que termina às 12h. A única exigência para quem receber as senhas é fazer o pagamento em dinheiro.

Os organizadores estarão identificados com camisetas da campanha e farão panfletagem para chamar atenção da sociedade. Um burro puxando uma carroça também será levado para o local. O peso da carga carregada pelo animal representará simbolicamente o que os contribuintes pagam de impostos municipais, estaduais e federais por ano.

Com essa iniciativa esperamos conscientizar a população quanto ao pagamento de tributos, pois muita gente não tem noção de quanto paga de impostos. Em tudo que consumimos está embutido o alto valor da carga tributária,” explica o presidente da CDL Jovem, Alberes Lopes.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Socioeconômicos (Dieese) um trabalhador que recebe um salário mínimo precisa trabalhar mais de quatro dias por mês para pagar só os impostos que incidem sobre a cesta básica.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os brasileiros passam 145 dias do ano trabalhando para pagar tributos. Ainda de acordo com o instituto, até o fim do ano cada brasileiro pagará aproximadamente R$ 7,5 mil em impostos."

ROMPA COM O SILÊNCIO, DIVULGUE ESTA NOTÍCIA PARA SEUS AMIGOS!
O BRASIL INTEIRO PRECISA ACORDAR!   BASTA! NÃO PODEMOS SER ESCRAVOS DO ESTADO!

sábado, 21 de maio de 2011

MONÓLOGO DAS MÃOS

Ghiaroni
Imortalizado por Procópio Ferreira.


Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau,
salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidia a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pos ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do «Homo Rebus» lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quem Falar e Escrever Corretamente Será Constrangido


"Tein gêntes qui teima em enchergar as coiza com mals óios. Só qué vê o lado negativo... Tanto barúio por nada, diria o tal de Uíliam Xeiquispire. Ora, gênte, o Pograma Nassional du Livro Didáutico, do Ministério da Iducação, ao distribuí a quase quinhentos mil istudante o livro ´Pur uma vida mió`, da coleção ´Vivê, aprendê`, mostra que a linguaje populá, ainda que com incorressões, faz, pense nisto, um brasil mas democráutico, mais fraterno, onde tôdus falarão a mesma língua.

Pense bem: que istória é essa de uns falá certo e outros falá errado? Isso num iziste.

Pense bem: que diferenssa fais você pegá os peixe ou pegá os peixes? O que vale mermo é pegá os bixo, assá e traçá tomandu um goró, né mermo?

Esses gramático das zelites inventaram essas diferenssas faz quinhentos ano, só para estabelecê uma pretença superioridade de uns sobre os zoutros, até na forma de sispressar...

Ora, ninguém precisa sispressar com palavras bonitas ou de dissionário para dizer o que sente. Pra que dissionário? Você diz peguei a jia ou a gia? O som é o mesmo. General ou jenerau? As istrelas são as mesma. Você joga chadrez ou xadrez? O que importa, se o tabuleiro é igual? Os italianos, aliás, nos dão uma lição, quando lembram que depois do jogo o rei e os peões vão para a mesma caixa.

Mais uma coiza nóis num intende: pruquê o Ministério da Iducação istimula a gente a falá assim tão livrimente, mas nas provas e avaliações ezigirá, sempre, a norma curta da língua?

De qualqué forma, o que importa é que, com a flexibilidade imposta ao portuguei, o Ministério da Educação faz desmoronar o conceito de que só há uma forma correta de falar. Em outras palavras, o governo, em mais uma espetacular demonstração de criatividade, acaba com o analfabetismo. Melhor dizendo, anaufabetizmo.


Abaicho os Anaufabeto

Marcelo Alcoforado


 


“Alexandre Garcia, comentarista da Rede Globo, é um homem visível. Eu posso não gostar do conteúdo dos comentários dele até os quarks da minha matéria, mas ele continuará mais visível do que eu. Aqui neste quarto solitário, querendo vestir a roupa de otário, apenas por que ele criticou a gramática dos operários.

Dom Garcia partiu para cima do MEC por causa de uma frase escrita num livro aprovado pelo ministério em que se dizia que não existem falares errados, apenas padrões diferenciados.

Eu achei um exagero a verve alexandrina, mas é típico da minha invejosa insignificância frente aos homens visíveis. O Alex acha que tem razão: a rapaziada de baixo está destruindo o país.

Como me disse um dia um professor ao defender um pensamento de Cícero - só em citar um romano da era latina já me humilha - o qual criticou o ensino universal por que só trazia a técnica do saber, mas não a sabedoria.

Isso me dizia o professor como a própria experiência viva da frase de Cícero: aos setenta anos com um cigarro aceso e chupando para os seus pulmões toda aquela fumaça enquanto fazia seu relato.

O grande Alexandre, muito mais poderoso que o da antiguidade, é uma Garcia de pessoa. Não se pode acusar o rapaz de ter qualquer vício. De linguagem, diga-se bem.

Parece que é gaucho e não tem qualquer dificuldade em fazer muxoxo com as diferenciadas flexões verbais, especialmente aquelas da segunda pessoa tão comuns lá na terrinha.

E isso tudo aconteceu meio num clima Bolsonaro. O deputado brigão. Aqui do Rio de Janeiro.

O furibundo, ou faz o tipo, abriu uma razia conta os homossexuais com tanta violência que expôs toda a sua fobia.

Resultado: estimulou os valentões a partir para uma linguagem tão violenta no tal do twitter (mas que passarinho mais escroto este) que provocou ondas explícitas de ódio na rede mundial dos computadores complacentes. Teve gente que prometeu a própria morte a ter que dar o que tem medo de dar e gostar.

Tão logo o Garcia, com a primazia de um Alexandre, esteve no palco avantajado da família Marinho, as classes médias brasileiras letradas se açularam iguais aos homofóbicos do Bolsonaro. Mas onde está o problema destes dois ícones? É que não faltam obtusos que pretendem passar uma borracha na realidade. Eliminar a realidade.

Alexandre, Bolsonaro e a turma do repete repete, devia mesmo é seguir a lição de Cícero (aquela que busca a sabedoria). A sabedoria pode saber tirar proveito da realidade, jamais excluir a realidade.

Pois então moçada pedrigee, cheia de frases em inglês, com um caminhão de entrecortadas frases e pensamentos, tome a cicuta da realidade: vocês já não estão mais a sós.

Existe um bando de nós no salão de vocês. Um estridente de risos a estimar tuas gaiolas de ouro. O Alexandre e o Bolsonaro apenas foram pego se escondendo enquanto estavam visíveis."


A Semana do Ditoso Alexandre Garcia

José do Vale Pinheiro Feitosa



"Ministério da Educação está mais uma vez metido em maus lençóis. Agora, o mais novo objeto de desatino é um livro didático contendo erros grosseiros de Português, que ironicamente tem o título ´Por uma vida melhor`. O conteúdo valida expressões como ´os livro`, ´nós pega o peixe` e ´os menino pega o peixe`.

Em todo o País, o livro chegará às mãos de 485 mil estudantes, jovens e adultos, de 4.236 escolas. O pior é que o MEC se recusa a admitir o erro e a retirar o livro de circulação, chegando ao desplante de dizer que a "obra" foi revisada por professores universitários.

Assim, fica difícil desenvolver o intelecto de boa parcela da população, aliás, grupo do qual fazem parte os excluídos, frequentadores de escolas públicas, aqueles que mal sabem ler e escrever. Os chamados analfabetos informais agora terão formalizada a falta de conhecimento e o mau uso da gramática.

É o modo como a elite brasileira vê os carentes que dependem do governo para ter acesso aos direitos básicos do cidadão.

Sem uma qualificação educacional, os empregos que exigem aprimoramento permanecem com suas vagas ociosas sem ter ninguém em condições de preenchê-las. É o Brasil, descendo a ladeira..."

Nóis vai mal...

Coluna Reginal Marshall - Diário do Nordeste

 
 
 
Teoria da conspiração

Poderíamos encerrar por aqui, deixando que você tirasse suas próprias conclusões. Mas se faz imperativo transcrever antes, na íntegra, o último texto, um artigo de fundo, portanto o primo-editorial da jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza, de 19 de maio passado, que faz uma avaliação equilibrada do ponto de vista ideológico, já que algumas opiniões acusam radicalmente a manobra do MEC como político-ideológica.

Onde ele cita o professor Olavo de Carvalho, ao explicar o que seriam as verdadeiras razões que levaram o MEC a aprovar os livros que fazem a apologia ao erro.

“Sem dúvida, diz ele “trata-se da maior vigarice intelectual dos últimos anos, neste que é o país da fraude. Mas atenção! Isso não é apenas burrice; esta má-fé tem método, meus senhores! Palavras do professor:

“Não há instrumento de controle social mais eficiente do que a imposição de novas normas de linguagem, que limitam o pensamento e modelam a conduta das multidões e mesmo das elites sem que estas ou aquelas, no mais das vezes, cheguem sequer a perceber que estão sendo manipuladas.

Nas altas esferas do movimento comunista, o emprego desse instrumento foi adotado como estratégia prioritária de guerra cultural para a destruição da civilização do Ocidente desde pelo menos a segunda década do século XX, entrando numa etapa de aplicação maciça, em escala mundial, a partir dos anos 60.

Hoje em dia, o controle esquerdista do vocabulário é um fato consumado, e aqueles que riam dele vinte anos atrás são os primeiros a submeter-se à autoridade postiça que prescreve limites à sua liberdade não só de expressão, mas até de pensamento.

Mudar o valor e o peso das palavras é determinar, de antemão, o curso dos pensamentos baseados nelas e, portanto, das ações que daí decorram.

Quem quer que consinta em adaptar seu discurso às exigências do ‘politicamente correto’, seja sob o pretexto que for, cede a uma das chantagens morais mais perversas de todos os tempos e se torna cúmplice do jogo de poder que a inspirou”.




Então, senhor ministro?

Educação linguística deve ser fiel à Gramática ou aos ideólogos do partido que querem se perpetuar demagogicamente no poder, através da educação e cultura? Sou eu que pergunto, sr. Fernando Haddad. De muitas outras formas, como no artigo abaixo do Diário do Nordeste, é a pergunta que todos os brasileiros que amam a sua lingua fazem neste momento.

Desserviço à educação
Publicado em 19 de maio de 2011 – Diário do Nordeste

"Apresenta várias nuances a polêmica travada em torno do livro didático ´Por uma vida melhor`, da coleção Viver e Aprender, distribuído a quase meio milhão de estudantes pelo Programa Nacional do Livro Didático, com erros gramaticais.

Embora aflore, como pretexto, o chamado preconceito linguístico em torno do choque entre a norma culta da Língua Portuguesa e a linguagem popular, revela aspectos mais graves da crise que pesa sobre a educação básica, com destaque para a Língua Pátria.

O grave nessa questão é o clima desencadeado pela obra e suas consequências perniciosas, reconhecidas e apontadas por professores, escritores, gestores escolares e pessoas de bom senso, e a posição do grupo restrito de escritores de livros didáticos sob encomenda da editora para a ONG Ação Educativa, nele incluída a autora da obra polêmica. Há também outra agravante: há 30 anos, pelo menos, livros didáticos, eivados de erros, estariam circulando nas escolas públicas.

A própria autora de "Por uma vida melhor", professora Heloísa Ramos revela: ´O livro é fruto da minha carreira. Escrevi o que já havia praticado.` Em síntese, ela pretende difundir, como válido, o uso da língua popular, sem excluir seus erros gramaticais. Os seguidores da corrente da linguagem coloquial pretendem substituir a classificação de certa ou errada por adequada ou inadequada.

A diversidade na cultura brasileira produziu, pelo menos, oito subculturas distintas. Serviu como paradigma o dialeto caipira, corporificado por Amadeu Amaral. Por esse critério, o País contaria com as subculturas gaúcha, paulista, carioca, mineira, baiana, cearense, maranhense e amazonense, todas com cosmovisão, ethos, indumentária, gastronomia e falares distintos. Nesses complexos culturais, há uma linguagem oral distinta da escrita, incorporando os regionalismos típicos.

Mas nem assim, há impedimentos para se nivelar a linguagem oral ao código escrito da língua culta. A diferenciação entre a linguagem oral e a linguagem escrita é consequência da falta de escolaridade.

O Brasil não logrou sucesso, até hoje, em nenhuma de suas campanhas de alfabetização de crianças, jovens ou adultos. Quando universalizou a matrícula da escola fundamental, viu cair a aprendizagem.

Na escola regular, as deficiências no ato de aprender a língua culta decorre do abandono dos métodos pragmáticos de outrora, quando havia uma carga obrigatória de leitura, do ditado e da descrição nas séries iniciais do ensino fundamental, aliados à tabuada.

A pedagogia dispõe no presente de meios para absorção dessas noções elementares, porém, distantes de seu emprego, por conta da pobreza predominante na escola pública, onde o único recurso existente é o quadro de giz.

Essa obra didática que conflita com a norma culta da língua, exigida de todos os brasileiros, foi distribuída para jovens e adultos, matriculados entre o 6º e o 9º ano do ensino fundamental.

Como a rede oficial tem seu planejamento baseado na norma culta, esse livro veio para confundir, desservir, desorientar e alimentar conflitos.

Refugá-la é proteger a língua nacional e estimular sua aprendizagem.

 
 
“Nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”.
 
 
Os erros gramaticais são apenas alguns encontrados no livro de língua portuguesa Por uma Vida Melhor, da Coleção Viver, Aprender – adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) a 484.195 alunos de 4.236 escolas.

Na avaliação dos autores do livro, o uso da língua popular, ainda que contendo erros, é válido. Os escritores também ressaltam que, caso deixem a norma culta, os alunos podem sofrer “preconceito linguístico”.

Publicado pela Editora Global, o livro apresenta frases erradas e explicações para cada uma delas, como forma de ensinar a maneira correta de falar e escrever. Você pode estar se perguntando:

‘Mas eu posso falar ‘os livro’?’

Claro que pode.

Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico, diz um dos trechos.

 

Correto e adequado


Em nota divulgada pelo Ministério da Educação, a autora Heloisa Ramos justifica o conteúdo da obra. “O importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa.”

“Como se aprende isso? Observando, analisando, refletindo e praticando a língua em diferentes situações de comunicação”, acrescenta a autora em seu texto.

Heloisa também afirma que o livro tem como fundamento os “documentos do MEC para o ensino fundamental regular e Educação de Jovens e Adultos(EJA)”. Segundo ela, a obra leva em consideração as matrizes que estruturam o Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja).

Procurada pela reportagem, a Editora Global informou, por intermédio de sua assessoria, que é a responsável pela comercialização e pela produção do livro, mas não pelo seu conteúdo.





ESTOU MUITO PREOCUPADO COM A SITUAÇÃO DOS PROFESSORES, PROFISSIONAIS EM GERAL, PESSOAS COMUNS, ENFIM, TODAS AS PESSOAS QUE FALAM E ESCREVEM CORRETAMENTE. PODEREMOS SER CONSTRANGIDOS POR SEGUIRMOS, BASICAMENTE, A NORMA CULTA, A NORMA CORRETA DA NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA, FREQUENTEMENTE DESRESPEITADA POR MUITOS.

MEC irá distribuir KIT GAY nas escolas para crianças de 7 a 10 anos


Crianças das escolas públicas de todo o Brasil receberão um DVD com cenas de homossexualismo, que será distribuído em 2011. Já existe até uma petição contra essa ação do Ministério da Educação (MEC) na internet. Deixe o seu comentário abaixo sobre essa importante questão!

O kit gay conterá um DVD com uma história onde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, ele se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade, se dizendo Bianca. Veja vídeo e matéria completa a respeito deste tema, no mínimo estranho, polêmico.

O deputado Jair Bolsonaro (RJ) reage de forma veemente, em plenário, a essa vergonha que foi firmada em um convênio entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos).

VEJA VÍDEO ONDE O DEPUTADO JAIR BOLSONARO:



 

Ele ainda não foi lançado oficialmente. Mas um conjunto desse material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola.



Veja o vídeo Encontrando Bianca, ainda em fase de produção:



Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

Por Carlos Lima
Redação Ogalileo
Com informações Leonardoconcon.net / Correio Braziliense




















Revista Veja diz que a proposta é bolchevique!



O líder do PT e integrante a Comissão da Reforma Política do Senado Federal, Humberto Costa, participou nesta quinta, 19/5, de reunião na Assembleia Legislativa de Minas. Ele fez um relato à Comissão Extraordinária da ALMG que debate o assunto sobre as proposições apresentadas pela Comissão da Reforma Política. Do total, sete são propostas de emenda à Constituição (PEC) e quatro são projetos de lei do Senado (PLS).

Entre as PECs estão temas que suscitam polêmica, como a adoção de voto proporcional com lista fechada, o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos e a possibilidade de candidaturas avulsas.

Humberto Costa disse que há consenso quanto a mudança das datas de posse dos eleitos, para o fim da reeleição no Poder Executivo e das coligações nas eleições proporcionais, para a manutenção do voto obrigatório e para a redução do número de suplentes de senador (de dois para um).


Revista Veja fez defesa de posição política


Em entrevista coletiva, ele comentou notícia veiculada pela Revista Veja desta semana, intitulada “Uma proposta bolchevique para mudar o sistema eleitoral”, em que critica o PT e a adoção de eleição com lista fechada. Para ele, a notícia foi infeliz, porque não promover o debate. “A (Revista) Veja faz uma defesa apaixonada de posição política.”

Humberto Costa lembrou que existe voto proporcional em lista fechada na Espanha e Portugal “e ao que me consta não são países comunistas, nem países onde temos ditaduras”, afirmou, lembrando que “o voto proporcional com lista fechada ou aberta existe em mais de 70 países no mundo. Aliás, os países mais democráticos têm esse tipo de sistema. Então, o debate que temos de fazer é avaliar para o Brasil o que é melhor.”

O senador do PT ponderou que existem vantagens num sistema e noutro.

“O sistema atual com a lista aberta tem também suas qualidades. Tanto isso é verdadeiro que nós conseguimos eleger, por exemplo, a maioria da bancada da Câmara dos Deputados é do PT, um partido de esquerda. Esse sistema para nós não é tão ruim. No Brasil temos alguns problemas que podem ser superados, podemos aperfeiçoar nosso sistema.”, disse.

Ao defender o voto proporcional em lista fechada, Humberto Costa ressaltou vantagens do sistema:
“a primeira delas é que vamos votar em projetos, propostas, ideias, e não mais nas pessoas.

Segundo teremos campanhas mais baratas, não vamos ter cada um fazendo a sua campanha, mas uma campanha do partido.

Terceiro é o sistema que melhor permite o financiamento público de campanha. E especialmente numa sociedade como a nossa, patrimonialista, onde termos uma oligarquização da política, assistencialismo, clientelismo, enfim, me parece medida importante para criar condições de igualdade para que todos possam se representar no parlamento.

Eu diria que a minha principal resposta à Veja é que eles vão lá na Espanha, vão em Portugal e digam que o sistema lá é antidemocrático.”

QUAL É A SUA VERDADEIRA IDADE BIOLÓGICA?


 
A cientista espanhola Maria Blasco, do Centro Espanhol de Pesquisas do Câncer, e da empresa “Life Lenght” (duração da vida), descobriu e desenvolveu um teste que poderá revolucionar não só o meio científico, como também as relações entre companhias de seguros (de vida e de saúde) e os seus segurados, principalmente os futuros segurados

O teste mede o tamanho da parte final dos telômeros, que são estruturas localizadas nas pontas dos cromossomos, e são responsáveis pela replicação das células no decorrer da vida de um ser. O estudo da Dra. Maria Blasco teve como base a relação entre o tamanho dos telômeros e a longevidade do ser humano.

O que ela conseguiu provar até agora foi que as pessoas que têm essa estrutura menor, vivem menos e têm maior possibilidade de desenvolver problemas de saúde tais como as cardiopatias, o Mal de Alzheimer e o câncer.

A pesquisadora afirma que ainda não está provado que pessoas que possuem telômeros grandes vivam mais. Elas apenas teriam menos chance de desenvolver doenças graves. Vários estudiosos defendem a tese de que quanto maior o telômero, maior a longevidade.

O teste deverá estar no mercado do Reino Unido (primeiro interessado em produzir em escala industrial) até meados de 2012, ao preço de aproximadamente 435 Libras, o equivalente a R$ 1.150,00 (mil cento e cinqüenta Reais). Estima-se que entre cinco e dez anos o teste fará parte da rotina de milhões pessoas em todo o mundo.

Como tudo que se relaciona com a vida, a saúde, e o dinheiro, gera discussões e polêmicas, com este teste revolucionário não foi diferente, e o que se discute é se as empresas de seguro, tanto de vida quanto de saúde, poderão exigir dos segurados o teste do telômero, para então, estipularem o valor do prêmio ou da mensalidade.

Inúmeras são as situações que podemos imaginar em relação ao uso do teste: noivos que poderão até desistir do casamento ao saberem que o parceiro não viverá por muito tempo; pessoas que viverão intensamente, pois, segundo o teste, não terão vida longa; pessoas que sabendo do resultado objetivarão suas vidas no sentido de proporcionarem aos filhos e cônjuges uma situação mais cômoda quando da sua morte.

O fato é que o teste é uma realidade! Como a sociedade o utilizará, só o tempo vai dizer. Em minha opinião o fato de uma pessoa saber que tem um telômero maior ou menor, servirá para que ela esteja alerta, e oriente a sua vida de uma forma mais racional.

Eu comparo esta situação à de uma pessoa que tem muito dinheiro em sua conta bancária; se ela começar a gastar desordenadamente, a sua conta ficará sem crédito. Já aquele que tem pouco dinheiro e vive de um salário pequeno, mas não gasta de forma tresloucada, e até poupa um pouco fazendo uma reserva, poderá viver por mais tempo, limitado àquele salário curto, mas com um acréscimo no final. Tudo é uma questão de equilíbrio.

Portanto, independentemente do tamanho de nossos telômeros, devemos viver uma vida saudável, regrada, equilibrada, alegre e feliz, para que quando acabarem nossos créditos, ela tenha valido a pena ter sido vivida!

Algumas das informações dessa crônica foram colhidas nos sites:
g1.globo.com



Telômero: o relógio molecular das células.

Telômeros são extremidades dos cromossomos responsáveis pela estabilidade do material genético no decorrer das gerações. A própria palavra telômero já nos dá uma pista de sua localização no cromossomo (do grego telos = fim e meros = parte). Os telômeros podem ser comparados, de maneira leviana, à fita plástica que prende as pontas dos cadarços, impedindo que eles venham a desfiar.

Para se entender a importância dos telômeros nas células, primeiro é necessária a elucidação do conceito de senescência replicativa. Todas as células humanas normais apresentam senescência replicativa, caracterizada pelo limite de divisões que uma célula pode apresentar. Isso acontece porque a replicação do DNA ocorre de maneira descontínua em uma das fitas-molde.

No processo de replicação a dupla-hélice é rompida por ação da enzima helicase, fazendo que as duas fitas complementares fiquem livres para servir de molde para as outras. A fita de DNA que possui a configuração 5’-3’ consegue servir de molde formando a cadeia complementar por intermédio da enzima DNA-polimerase, no entanto a cadeia complementar da fita de configuração 3’-5’ é feita de maneira descontínua, sendo necessária a ação de sequências curtas de RNA chamadas de primers (iniciadores), que preenche os trechos descontínuos.

Depois que a fita complementar é formada, há uma formação de cadeias substituindo os primers, as quais são ligadas ao resto da cadeia pela enzima ligase, entretanto a última extremidade não é substituída pela cadeia complementar depois da remoção do primer. Dessa forma o número de replicações é limitado devido ao encurtamento da fita.

Há, porém, uma solução para o problema do encurtamento da cadeia de DNA. É a ação das enzimas chamadas de telomerases, que acrescentam fragmentos de DNA impedindo que a fita sofra encurtamento. Contudo as telomerases não estão presentes em todas as células humanas.

No ano de 1998, uma pesquisa feita por Andrea Bodnar permitiu estabelecer uma ligação direta entre encurtamento de telômeros e senescência replicativa. A pesquisa consistiu na adição de telomerases nas células que não as possuem e em seguida observar as alterações em seus metabolismos. As células que receberam telomerase superaram o limite replicativo das células sem telomerase em até vinte vezes.

A descoberta dos telômeros e sua correlação direta com a senescência celular abriu diversas perspectivas quanto ao envelhecimento dos organismos. Por esses e outros motivos, os telômeros são objetos de pesquisas incessantes visando descobertas que possam nos fornecer mais explicações sobre a fase de maior sabedoria da vida humana: a velhice.

Referências: revista Ciência Hoje n° 137.

DOMENICO DE MASI ESTÁ NO BRASIL



Esqueça o trabalho formal, inove e viva feliz e melhor!

O homem que trabalha perde tempo precioso!


Porque a maioria das pessoas não consegue melhorar o nível de vida com sua profissão? E por que não são felizes com aquilo que fazem profissionalmente?

A resposta pode estar na forma pelo qual a maioria empresas e pessoas são gerenciadas, isto é, por um modelo de negócio do início do século 20, na qual as pessoas não se sentem à vontade. As pessoas precisam de um novo ambiente onde possam ser felizes e produtivas.


Domenico de Masi em seu livro "ÓCIO CRIATIVO*" mostra como chegar lá.



Domenico de Masi ganhou notoriedade mundial ao divulgar sua teoria sobre o poder criativo do ócio. Segundo ele, as pessoas devem aprender a ocupar o seu tempo livre com atividades que tragam prazer e agreguem valor. Para falar da teoria de Domenico é preciso destacá-lo do rol dos alarmistas do futuro ou do fim do emprego. Sua visão e teoria buscam realçar o que temos de melhor: a capacidade de criação e inovação.

Para o autor, estamos vivendo uma nova ordem econômica em que as pessoas irão viver mais devido a avanços tecnológicos e científicos, prolongando a vida das pessoas. Porém temos que mudar, porque ainda trabalhamos e vivemos da mesma forma que 100 anos atrás. O trabalho, hoje, segundo Domenico, nos leva para uma reavaliação sobre a localização, pois não precisaremos estar no local físico da empresa para executarmos atividades produtivas. Hoje há empresas deixando seus empregados trabalhando em casa, no conceito "Home Office".

Na educação, há necessidades de mudanças, pois a escola atual prepara as pessoas para o mercado de trabalho no modelo da sociedade industrial. Temos ainda muito que fazer nas áreas de ensino e aprendizagem, saindo do formato tradicional para um modelo espacial e virtual.

Nós só iremos atingir um nível melhor de bem estar e felicidade quando entendermos e nos darmos o luxo de ter nas atividades criativas o nosso maior tempo gasto, nas quais trabalho formal e tempo livre convivam bem e se confundam.

Para atingir esse grau, devemos passar por um processo de mudanças comportamentais, culturais e políticas. O autor fala que o Brasil é o país que está mais preparado no mundo, pois temos algumas das maiores qualidades para a mudança: sensualidade, espontaneidade, alegria e hospitalidade.


Conclusão

A proposta do ócio criativo como uma ferramenta para o aprimoramento pessoal fora do trabalho é uma das mais belas teorias já produzidas, cuja efetivação é possível, pois cada vez mais nos deparamos com a necessidade de compor o nosso conhecimento e desenvolvimento pessoal com atividades que agreguem valor, prazer e qualidade de vida, pois como diz Domenico

- "A criatividade não é só idéias, é unir fantasias com concretizações".

Saber o que fazer com o tempo livre é construir um mundo novo no qual exercitaremos o corpo e a mente, reencontraremos os amigos, a família e reinventaremos a coletividade. Domenico mostrou a saída,

- "Tornar o ócio uma atividade produtiva".


(*) DE MASI, DOMENICO. O Ócio Criativo. Entrevista a Maria Serena Palieri. Tradução de Léa Manzi. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Democratas vai para ruas em busca de novos quadros visando fortalecer-se para as próximas eleições

POSTADO ÀS 19:46 EM 16 DE Maio DE 2011


FOTO: DIVULGAÇÃO

Do DEM

O Democratas decidiu, nesta segunda-feira (16), na reunião da Executiva Estadual, que vai enfrentar o esvaziamento do partido com ações efetivas de fortalecimento partidário e das forças de oposição no Estado para as eleições de 2012. “Vamos enfrentar a hegemonia petista com muita transpiração. Vamos ter duas agendas a do interior e a do Recife e Região Metropolitana, para identificar novos quadros, potenciais pré-candidatos e reforçar a articulação com partidos de oposição como o PSDB, o PPS e o PMDB, que em Pernambuco é oposicionista”, afirmou o presidente estadual do Democratas e deputado federal, Mendonça Filho.

Segundo Mendonça, os problemas enfrentados pelo Democratas, com a perda de alguns quadros, é comum aos partidos de oposição e, por isso, devem ser enfrentados em conjunto. O deputado acredita que há uma janela de oportunidade para as oposições nas eleições de 2012 no Recife e em cidades importantes como Caruaru. “A base de pré-candidatos a vereador plantada por nós em 2008 no Recife permanece inalterada e será ampliada. Com isso, nós poderemos aumentar a nossa bancada de vereadores”, disse Mendonça.

Com relação a candidatura a prefeito do Recife, Mendonça Filho disse que o Democratas vai estar nas articulações com os demais partidos de oposição sem impor nada. “Vamos aguardar os desdobramentos do cenário nacional e do local, que hoje está bastante desgastado do lado do Governo com a gestão impopular do prefeito João da Costa”, afirmou.

A Executiva Estadual do Democratas reuniu-se ontem para discutir o cenário nacional e local com a criação do PSD, partido que vem conseguindo tirar alguns quadros democratas. “Nós nunca negamos a crise vivida pela oposição”, afirmou Mendonça, ao reconhecer que a fusão entre o Democratas e o PSDB é uma discussão que está na pauta do dia. “A fusão é viável, mas, ao mesmo tempo, muito difícil, por causa da conjuntura local em cada um dos 27 Estados da Federação”, disse.

Enquanto o quadro nacional é de indefinição sobre as propostas de fusão partidária e união compulsória entre os partidos da oposição, o Democratas em Pernambuco vai pras ruas buscando seu fortalecimento. O deputado Augusto Coutinho vai coordenador uma agenda de encontros, reuniões e contatos com lideranças políticas no interior. “Já estou andando pelo interior e estamos renovando comissões provisórias, filiando pessoas e identificando potenciais candidatos a vereador e a prefeito”, afirmou Coutinho.

No Recife a agenda é manter a oposição atuante com os vereadores Priscila Krause, Marcos Menezes e Romildo Gomes e intensificar a presença nas comunidades com Mendonça, Augusto e os pré-candidatos a vereador. A reunião da Executiva contou com a participação dos deputado Augusto Coutinho, Tony Gel, o ex- governador Roberto Magalhães, o ex-ministro Gustavo Krause, os vereadores Priscila Krause e Marcos Menezes e pré-candidatos a prefeito e vereador do Recife, RMR e do interior.