Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Filantrópicas passam a ser responsabilidade de ministérios




Depois de muita polêmica, o plenário do Senado aprovou o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 20/05), que transfere aos Ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social e Combate a Fome a responsabilidade de conceder e renovar o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas).

Hoje, cabe ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) a concessão desses certificados. No entanto, desde o ano passado, o governo tenta mudar as regras desse reconhecimento, que movimenta mais de R$ 4 bilhões todos os anos.

Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a proposição modifica e endurece a fiscalização e a licença para as entidades filantrópicas. Em plenária, ainda elogiou a rapidez do trabalho realizado pelo relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que permitiu a aprovação da matéria nesta quinta-feira, dia 29.

Como fica

Quando a entidade atuar em mais de uma área, a proposta é que a certificação será concedida pelo ministério da principal área de atuação da instituição. Esses documentos serão válidos por até cinco anos, levando-se em consideração as características de cada área.

O relator da matéria na CAS ressaltou que a proposta é importante para estabelecer uma boa relação entre o governo e a sociedade. Ele destacou ainda que as medidas propostas vão beneficiar as entidades sérias, mas que tiveram sua imagem desgastada em virtude da má atuação de algumas instituições.

Conforme o substitutivo, a entidade que fizer opção pela prestação de serviços na área de saúde terá que prestar pelo menos 60% dos atendimentos gratuitos para o Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto as que optarem pela prestação de serviços na área de educação terão que disponibilizar pelo menos 20% em bolsas de estudo gratuitas, integrais ou parciais, a estudantes.

Já as instituições que prestam serviços de assistência social, não poderão cobrar qualquer contrapartida por atendimento em nenhum caso, mas poderão receber doações de pessoas.

Certificação

O Cebas será concedido às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde e educação. É vedado dirigir suas atividades exclusivamente a seus associados ou a categoria profissional.

Pelo projeto aprovado, o processo de certificação deverá contar com plena publicidade de sua tramitação, devendo permitir à sociedade o acompanhamento pela internet de todo o processo. Para isso, os ministérios responsáveis pela certificação deverão manter em seus sites lista atualizada com dados relativos às entidades, inclusive recursos financeiros a elas destinados.

O substitutivo segue, agora, para sanção presidencial.

Histórico

O imbróglio da emissão do Cebascomeçou no final do ano passado, quando o governo federal deixou os setores ligados à assistência social no Brasil em polvorosa. No dia 10 de novembro, o governo publicou a Medida Provisória n.º 446 e mudou as regras para a concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), documento que isenta de impostos cerca de 7 mil organizações registradas em todo o país – a um custo de R$ 4,4 bilhões por ano.

A medida foi considerada polêmica em dois pontos principiais. No primeiro, a suposta “anistia” a entidades na renovação do certificado. Pela MP, todas as organizações que deram entrada na documentação, incluindo aquelas que estavam em suspeição para renová-la, tiveram deferimento automático de seus pedidos.

Outra discussão fundamental foi a responsabilidade de outorgar o documento, que deixou de ser do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), e passou a ser dos ministérios da Educação (MEC), Saúde (MS)e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Eles darão a chancela de acordo com as especificidades de trabalho de cada entidade.

“O CNAS precisava se livrar dos processos, por essas duas razões, pois foram deferidos e ele não mais cuidará deles”, explica o advogado, Eduardo Szazi, especialista em legislação do terceiro setor. Segundo ele, é preciso tomar cuidado com generalizações, já que a resolução “publicou” o deferimento de todos os processos em tramite e não apenas daqueles que estavam tendo problemas.

“A lista não compreende apenas as entidades problemáticas, mas todas aquelas que estavam com pedido em andamento, com estrita atenção à quota de gratuidade”, argumenta.

Por que o Cebas é importante?

O certificado garante às entidades imunidades tributárias e, em contrapartida, elas devem oferecer à população a continuidade de serviços públicos de saúde, educação e assistência social que a estrutura governamental não consegue oferecer.

Essas entidades - geralmente hospitais, universidades e casas de assistência social - ficam livres da contribuição previdenciária patronal, equivalente a 20% da folha de pagamento, e das contribuições CSLL (sobre o lucro líquido), PIS e Cofins (9,25% sobre o faturamento).

“Mas isso não quer dizer que esse dinheiro vá direto para o bolso dessas entidades, como alguns querem fazer crer. Para conseguir o Cebas é preciso comprovar que existe um atendimento no mesmo valor isentado no imposto”, argumenta o advogado Eduardo Szazi.

Em tempo

O presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), informou há pouco ao Congresso em Foco que o colegiado fará uma reunião nesta quarta-feira (28), depois da ordem do dia no plenário do Senado, para tentar retomar os trabalhos interrompidos desde junho, em meio à polêmica em torno da instalação da CPI da Petrobras (leia mais).

A ideia, segundo Heráclito, é assegurar a continuidade dos trabalhos investigativos, que receberam prazo inicial de 180 dias para entrega do relatório. A pauta divulgada pela assessoria da comissão informa que a reunião de logo mais servirá para adequação do plano de trabalho e apreciação de requerimentos apresentados pelos membros.


FONTE:
http://www.gife.org.br/redegifeonline_noticias.php?codigo=8714&tamanhodetela=4&tipo=ie

GARIS: DOUTORES - MESTRES E PÓS-GRADUADOS CARIOCAS



Sorriso: Phd em Alegria e Orgulho pelo que faz.


TÁ NA MÍDIA NACIONAL


Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio

O concurso para 1,4 mil vagas de gari da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro recebeu, até a terça-feira (20), 109.193 inscrições. Entre os inscritos, 45 afirmaram ter doutorado, 22 mestrado e 80 pós-graduação, segundo registros da Comlurb. As inscrições encerram na sexta-feira (23

Somados, os candidatos que já passaram pelos bancos de universidades representam quase 4% dos 109.193 inscritos até anteontem. Os anos de estudo a mais, porém, não devem colocá-los em vantagem na disputa --a seleção é feita por meio de testes físicos, como barra, flexão abdominal e corrida.

Aqueles que forem contratados trabalharão 44 horas por semana e receberão salário de R$ 486,10 mensais, tíquete alimentação de R$ 237,90, vale-transporte e plano de saúde. A remuneração poderá ser acrescida ainda de um adicional por insalubridade.

Aluno do segundo período de história da Estácio de Sá, no Rio, Luiz Carlos da Silva, 23, disse ter ouvido muitos comentários preconceituosos dos colegas quando contou que disputaria uma vaga de gari.

"Disseram que eu era maluco, que eu ia ficar fedendo a lixo... Mas a faculdade hoje não garante emprego nem estabilidade para ninguém. Eu quero segurança", diz ele, que, no entanto, planeja continuar estudando para no futuro trocar o trabalho de gari pelo de professor de escola pública.

"Meu sonho é dar aula, é o que eu gosto de fazer", afirma o estudante de história.

Já Ronaldo Carlos da Silva, 42, ex-aluno do curso de letras da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), vê no concurso de gari a chance de reorganizar a vida, após um ano de desemprego.
Aguns especialistas afirmam que a maioria das pessoas com um nível de escolaridade mais elevado que se submetem a concursos públicos fora da sua especialidade, são possíveis infelizes profissionais e completamente frustrados pelo resto da vida.
Outra questão levantada é que muitos se fazem esta entrada no serviço público na esperança de ser apadrinhado e conseguir "migrar" ilegalmente para uma função mais elvada. Isso aconteceu recentemente em Brasilia, quando um odontólogo se inscreveu e passou num concurso público para porteiro do Tribunal de Justiça onde seu pai era o presidente, e, duas semanas, foi lotado em um cargo com salário que passava do seis mil reais.
Esse tipo de ingresso no serviço público é crime perante a lei. Mas me parece que a lei está longe de ser seguida com rigor na maioria das cidades brasileiras, como aconteceu em Brasilia.
Aqui em Gravatá, dois anos atrás, ouvi de uma "nutricionista" que iria fazer concurso público para Assistente Administrativo da Secretaria de Educação, mas que já estava certo a sua migração para um outro posto comissionado, prometido por um político.
Isso é uma prática comum. Resta esperar que a justiça se faça presente, corrigindo erros desse tipo, doa a quem doer. A minha opinião com relação aos inscritos no concurso do Rio é que eu espero que estes Doutores, Mestres e Pós-Graduados possam ser felizes, realizados e que façam com amor a profissão que escolheram. O que não acontece com uma centena de colegas meus de profissão.
"Ser Gari é ser um anjo da guarda de uma cidade", afirmou o jornalista Alexandre Garcia. E eu concordo com ele. Vamos ver se eles conseguem viver com tanta satistação e orgulho no que fazem, quando o gari Renato, mais conhecido como Sorriso (foto acima). É isso que espero.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Descoberto conjunto de galáxias a 7 bilhões de anos-luz da Terra



Alguém lembra de uma passagem no Evangelho onde Jesus afirma categoricamente: "Na Casa do meu Pai há muitas moradas"? Pois bem, para mim, a "casa de Deus" é o Universo e as moradas são os planetas que povoam todo o Cosmo. E a cada dia algumas verdades estão virando fato cientificamente comprovado. Eu tenho certeza de que muito em breve seremos convidados a olhar para o céu e ver vizinhos chegando para nos visitar... Duvida?! Tudo bem. Mas vá aguardando...
Astrônomos do Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) descobriram um conjunto de galáxias distante quase 7 bilhões de anos-luz da Terra. A descoberta foi possível graças a combinação de imagens dos dois telescópios mais potentes do planeta, situados no Chile e no Japão. “A matéria não está distribuída tão uniformemente no Universo”, destacou Masayuki Tanaka, diretor da pesquisa. Estes filamentos estão a milhões de anos-luz e constituem o “esqueleto do universo”.


O time liderado por Tanaka descobriu uma larga estrutura em volta de um conjunto distante de galáxias em imagens obtidas. Eles usaram agora dois potentes telescópios na Terra para estuda-la em maior detalhe, medindo distâncias da Terra até 150 galáxias, e , obtendo uma visão tridimensional. As observações foram conseguidas com o uso do instrumento VIMOS no Very Large Telescope, no Chile, e FOCAS, no Subaru Telescope, operado no Japão.




Graças a essas e outras observações, os astrônomos foram capazes de elaborar um real estudo desta estrutura, e tendo identificado vários grupos de galáxias ao redor o principal conjunto da galáxia. “Esta é a primeira vez que observamos uma estrutura tão rica e proeminente no universo distante”, disse Tanaka. “Nós agora podemos estudar como as propriedades das galáxias dependem de seu ambiente, em um tempo onde o universo era apenas dois terços de sua idade atual”.



O filamento está localizado a 6,7 bilhões de anos-luz da Terra e se extende a até 60 milhões de anos-luz, mas astrônomos consideram que ela se vai além disso e futuras observações já estão planejadas para obter uma medida exata de seu tamanho.


MORRE CLAUDE LÉVI-STRAUSS



"O antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara:
Pareceu-lhe uma boca banguela.
E eu menos a conhecera mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?"
Letra: O Estrangeiro
Caetano Veloso.
Foi através desta canção de Caetano que pela primeira ouví o nome deste homem, Antropólogo, Professor e Filósofo, uma das mentes mais brilhantes do Século XX que amava o Brasil muito mais que alguns brasileiros. Ele se foi deixando um legado revolucionário no estudo das sociedades, especialmente da sociedade brasileira. Tão Especial que é o único membro da Academia Francesa que ultrapassou os 100 anos de idade. Nasceu na Bélgica, Consagrou-se na França e tornou-se ícone no Brasil. Nossa Homenagem aqui se registra.
Claude Lévi-Strauss
1908*2009
Texto publicado em 04 de Novembro de 2009 - 06h54

A morte do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, aos 100 anos, na madrugada de sábado, em Paris, foi anunciada apenas ontem por colegas acadêmicos. Eles não revelaram a causa da morte, mas, no ano passado, Lévi-Strauss, com a saúde debilitada, não compareceu às homenagens públicas dedicadas pela França ao seu centenário de nascimento. O professor Philippe Descola, que o substituiu no cargo de diretor do laboratório de Antropologia do Collège de France, revelou que ele foi sepultado em Lignerolles, cidade a oeste da França, onde o antropólogo mantinha uma casa de campo.

Seu desaparecimento deixa o mundo menos inteligente e mais dependente de um herdeiro capaz de seguir na trilha aberta por esse que foi um dos maiores intelectuais do século pasado. Numa carreira de mais de 60 anos, Lévi-Strauss, filho de uma família judia de Bruxelas, publicou obras fundamentais que se converteram em clássicos da antropologia e da literatura, dos quais basta citar dois para comprovar sua importância: Tristes Trópicos (1955)e O Pensamento Selvagem (1962).

Lévi-Strauss, considerado o pai da antropologia moderna, é com justa razão lembrado como o reformador da disciplina. Introdutor do conceito de estruturalismo, ele buscou padrões subjacentes de pensamento em todas as formas de atividade humana, concluindo que nossa mente organiza o conhecimento em pares binários e opostos que se estruturam de acordo com a lógica - e isso vale tanto para o mito como para a ciência, segundo o antropólogo, que deu aulas na Universidade de São Paulo (USP).

O antropólogo foi professor na USP até 1938. Desembarcou no cais de Santos em 1935, em companhia do historiador Fernand Braudel (1902-1985), para ocupar a cadeira de sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Recepcionado pelo jornalista Julio de Mesquita Filho, então diretor de O Estado de S. Paulo e um dos idealizadores da Universidade de São Paulo, Lévi-Strauss desenvolveu com seus alunos um novo método pedagógico, começando por distribuir uma série de árvores genealógicas individualizadas para provocar uma reflexão sobre sua teoria da aliança.

Segundo essa teoria, "o parentesco tem mais a ver com a aliança entre duas famílias por casamento entre seus integrantes do que com a ascendência de um passado comum".

Não existiria, segundo ele, uma diferença significativa entre o pensamento primitivo e civilizado, tese desenvolvida no clássico O Pensamento Selvagem, considerado seu livro mais importante. Em outras palavras, o "pensamento de selvagens" não passa de uma invenção da modernidade. O que existe mesmo é um pensamento selvagem, atributo de toda a humanidade que podemos encontrar em nós mesmos, garante Lévi-Strauss, mas que, ainda segundo o antropólogo, preferimos buscar nas sociedades exóticas.

Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 3 de novembro de 2009

LIMÃO NO COPO - avise ao maior número de pessoas




Por
MICHELLE MARTINS CARVALHO MUNIZ
Fisioterapeuta Dermato Funcional



Venho, através desta, informar um desastre ocorrido, infelizmente, em minha família.


Viajei com meu irmão na passagem do ano para a famosa praia de CAMBORIÚ-SC. No sábado fomos nos divertir em uma casa noturna chamada IBIZA onde havia muita gente bonita, ambiente aconchegante. Foi uma noite superdivertida.

No domingo de manhã meu irmão acordou com fortes dores no estômago, febre alta e espasmos musculares. De imediato levamos ao HOSPITAL SANTA INÊS em Balneário e Falavam que, possivelmente, fosse uma Salmonella, mas eu descartei a possibilidade já que nossa alimentação havia sido somente em casa. Quatro dias depois meu irmão infelizmente veio a falecer e, como os médicos ainda não haviam nos passado o diagnóstico, contactei meu advogado que entrou em contato com o Hospital.

Tivemos uma reunião diretamente com o Diretor do Hospital. Para nossa surpresa o caso era o seguinte: as casas noturnas servem cervejas LONG NECK, e muitas pessoas pedem para que seja colocada uma FATIA DE LIMÃO para um 'toque especial' (e porque não dizer mortal).

Decidi fazer umas pesquisas por conta própria, já que tenho um amigo próximo, pesquisador da escola de biologia Universidade Federal de Santa Catarina. Desta forma, pude descobrir que, apesar de tudo estar sendo abafado pelos fabricantes de cerveja, o problema, está nos limões fatiados que não são utilizados prontamente, e muitas vezes eles são fatiados antes mesmo dos bares e restaurantes abrirem, durante a tarde.



Ácido cítrico do limão 'velho' em ação com os conservantes estabilizantes excessivos presentes na cerveja são um paraíso para micro organismos já existentes naturalmente nas cervejas (Sacarovictus Coccus Cevabacillus ativus) se tornando um veneno letal tipo draft.

O resultado é a produção de uma toxina altamente nociva ao nosso organismo.. A sugestão para quem talvez não acredite nesta mensagem seria pedir que o garçom fatie o limão NA HORA E NA SUA FRENTE, isso minimiza e muito risco de infecção... Peço humildemente que divulguem. Nada trará meu irmão novamente, mas muitas vidas poderão ser poupadas.

Nessa até refrigerante com a famosa fatia de limão, ou a cuba libre.

PROTEJAM-SE E PROTEJAM OUTRAS VIDAS!


LIMÃO NO COPO - avisem os filhos, amigos, irmãos, enfim todos. Não guardem o limão depois de cortado, nem na geladeira adianta! Sabias disto? Eu não...

VI ENCONTRO PERNAMBUCANO DE VEÍCULOS ANTIGOS 2009






EVENTO DE SUCESSO


Quem ficou em Gravatá neste feriadão foi mais uma vez agraciado pelo encontro de carros antigos que aconteceu entre os dias 31 de Outubro e 01 de Novembro nas dependências do Hotel Portal.

O evento foi planejado, organizado e executado com primazia pelo CAAPE – Clube de Automóveis Antigos de Pernambuco em parceria com a FBVA – Federação Brasileira de Veículos Antigos

Pelo terceiro ano consecutivo eu estive presente para admirar as preciosidades expostas de colecionadores de várias partes do Brasil. Para mim a satisfação é sempre renovada porque eu tenho a oportunidade de está perto de carros que fizeram parte da minha infância de forma muito presente. Meu tio Nelson possuía um Aero Willys preto lindo de viver. Meu pai possuía um Landau que parecia uma nave e eu sonhava com um Puma GT com vidro fumê ou um Maverick V8 amarelo com faixas pretas...

Beldades como estas estavam lá expostas. Carros com no mínimo 30 anos de fabricação: esse é o pré-requisito de todos os automóveis que participam do VI Encontro Pernambucano de Automóveis Antigos. Algumas raridades como um Rolls Royce 1967, um Bentley 1959 e modelos da Ford dos anos 1927, 1928 e 1930, - de colecionadores da Bahia, Alagoas Rio Grande do Norte, São Paulo e Pernambuco permitiram aos presentes um espetáculo de raro prazer.

Parabéns a CAAPE e a FBVA pelo evento digno de primeiro mundo em uma cidade com algumas mentes de quinto. Ano que vem a gente se encontra.


ps: Só publiquei hoje este texto em homenagem aos amigos que viajaram para o litoral. As fotos do evento estão em meu orkut. Visitem.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A VINGANÇA DO CLIENTE




Toca o telefone da casa...

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção da Telefônica uma linha adicional, onde o Sr. tem direito...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da Telefônica, e estamos ligando....

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode.

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na Telefônica?

- Telemarketing Pro Ativo.

- Você tem número de matrí¬cula na Telefônica?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telefônica. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telefônica.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!)..

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô!


TUTUTUTUTU...

- Desligou. Nossa que moça impaciente!


Autor: Elson Arôxa Pereira


Enviado por: Herbet Maia

domingo, 1 de novembro de 2009

OS CEMITÉRIOS ESTÃO VAZIOS


Quando eu era criança não havia passado pelo desconforto de participar de um enterro de um familiar ou amigo. Mas, minha mãe sim. Tínhamos um vizinho que era um anjo nas nossas vidas. Idoso forte, disposto, lúcido, sempre com a enxada na mão para plantar junto comigo em nossa propriedade. Chamávamos ele de Seu Bibiu. Era uma figura emblemática.


Chapéu de palha, cigarro de palha, um conjunto de calça e blusão azuis, acompanhado sempre por seu cachorro, passava seu Bibiu pelo nosso terreno para plantar grandes porções de coentro, cebolinha, quiabo, maxixe, alface, além de macaxeira, batata doce e tantas outras coisas que ajudaram a matar a minha fome e me ensinaram a ter amor pela terra.

A morte de seu Bibiu foi muito chocante pra minha mãe, especialmente. Era um pai pra ela e um avô para mim. Lembro-me como se fosse hoje o dia em que ele descansou da labuta desta vida e foi arar na eternidade...

Nos anos que se sucederam à morte de seu Bibiu, minha mãe adquiriu um hábito que carrega até hoje. Todos os dias de finados, ela acendia uma vela para ele. Era um ritual que me chamava atenção e que me encabulava. Não entendia porque tínhamos que acender uma vela para alguém que havia partido. O meu pároco tentou me explicar dizendo que era para iluminar o caminho de quem partiu... Essa explicação em nada me convenceu.

Tudo era confuso. A idéia da morte também ainda era distante do ponto de vista prático, do processo de maturidade e experiência que ainda não havia passado, até que perdi uma ex-noiva e até que me separei de minha avó. Mas até elas, eu foi sendo educado por uma religião que esvaziou os cemitérios do mundo inteiro e trouxe esperanças para os corações desconsolados pela morte física. E aí nasceu a minha visão e a minha convicção sobre o dia de finados que compartilho agora com todos vocês...


Há algumas décadas atrás, o Dia de Finados era marcado por recomendações de silêncio, pela obrigação de mostrar gestos compungidos e etc. Hoje estes hábitos se diluíram, mas grande número de pessoas concentra as suas lembranças e os gestos de respeito aos seus mortos nestes dias.


E eles passam então a se constituir em dias especiais, apenas porque muitas pessoas assim o consideram. Mas não temos razão alguma para escolhermos estes dias para lembrar e chorar pelos nossos mortos.


Também não temos razão alguma para nos reunirmos nos cemitérios levando flores e cuidando de enfeitar os túmulos. A visão espírita da morte, com muito mais razão, nos adverte da desnecessidade de cultivarmos estes hábitos.

De qualquer modo, devemos respeitar as crenças e as disposições mentais de quem quer que pense deste modo. É assim que em muitos centros espíritas bem orientados e genuinamente espíritas existe o costume de se reunirem os companheiros no Dia de Finados.


Para os espíritas conscientes não há necessidade desta "comemoração" especial, já que a prática espírita nos põe todos os dias em contato com os mortos. Mas, para pessoas desconhecedoras dos ensinamentos espíritas, é uma oportunidade excelente para passarmos a nossa visão doutrinária da morte.


Se se dispuser de um médium, alguns desencarnados podem se manifestar, e, eventualmente passar recados ou mensagens de ordem particular ao lado de considerações doutrinárias.

Esta é a forma pela qual encaramos o costume de marcarmos o dia dois de novembro como dia dos mortos, embora todos os dias e todas as horas sejam adequadas para lembrarmos dos nossos mortos.
As pessoas sempre me perguntaram se o dia de finados com seus rituais dentro dos cemirtérios, segundo a Doutrina Espírita, seria algo errado. Digo sempre que a Doutrina Espírita é libertária, não veio para defender este ou aquele procedimento em detrimento de outros, pois seria fazer um novo paradigma em substituição ao existente. O Espiritismo na verdade esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial.


Considera com muita propriedade que no túmulo não há mais nada, nem corpo às vezes dependendo da data do enterro. Em verdade, sabemos que os Espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os espíritos, estão à nossa volta com os quais nos acotovelamos.

Cabe a nós outros, nos libertarmos dos atavismos e sabedores das verdades novas, assimilarmos de acordo com a nossa própria possibilidade. Consciente de que se a ciência descobriu novos medicamentos para velhos males cabe-nos tomá-los ou persistir no sofrimento.

Sabemos que toda forma de pensamento em relação a encarnados ou desencarnados e mesmo ao ente Divino são evocações. A prece é, pois uma evocação. A prece é a vela que deve ser acesa, verdadeiramente.

Por esta razão aconselhamos se faça preces aos nossos entes queridos, já desencarnados, pelo pensamento a Deus que os favoreça. Esta é muito apreciada e sentida pelos Espíritos desencarnados, dependendo sempre da sinceridade e bons sentimentos de quem a profere.
No dia de finados, que tal aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado?
Que tal aproveitar e pensar sobre o que é a vida e o que a morte, sobre como a vida neste mundo é importante para a nossa evolução ao lado daqueles que nos são próximos?
E...
Por fim, vamos recordar uma frase do grande Chico Xavier:
"A morte é a mudança completa de casa,
sem mudança essencial da pessoa."
+++++++++++++++++++++
Paz a todos. Vivos e vivos.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MINHA HOMENAGEM A UM CERTO ALGUÉM GRAVATAENSE





Onde Houver Fé, Que Eu Leve A Dúvida
Falcão


Eu não bebo, não fumo, não cheiro
Não danço, não jogo, não namoro em pé
Mas no caminho que eu estou vou me acabar na mão
Eu não deixo, não aceito, não abro
Não permito, não tolero
Botar a perder essa bendita ereção
Um padre certa vez me disse:
"O que não é bom certamente é mau
O que não é doce com certeza é fel
E o que não é inferno talvez seja o céu."
Eu rezo novena, trezena, eu encho o bucho de hóstia
E até como bosta pra pagar promessa
Eu peco, eu fresco, eu minto
Eu caio em tentação, eu como carne de porco
Eu juro o santo nome em vão
O papa já devia ter dito:
Que a castidade não importa mais
Deve ser quebrada na frente ou por trás
Pois tem certas coisas que não se concebe
Porque é dando que se recebe.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Minha Leitura acerca da Primeira Conferência Municipal de Cultura






Lamentável, mas é a Pura Verdade.

Gravatá dá provas de que não é capaz de promover Encontros, Seminários e/ou Conferências sem perder o primor da qualidade que estes eventos exigem.

A gestão municipal, de forma louvável, tem abraçado diversos eventos importantes para a nossa sociedade e de relevância nacional, tornando-se protagonista em abrir oportunidades de crescimento social, cultural e educacional na região do agreste pernambucano. Isso é um fato.

No entanto, aqueles que são responsáveis pela divulgação, organização e promoção dos eventos, estão longe de serem considerados a altura dos avanços que o nosso povo vem conquistando.

Quem ama futebol e a seleção brasileira, jamais se contenta em ver o Brasil ganhar da Argentina por um gol a zero, jogando mal. Nos acostumamos a ver o Brasil dar espetáculo, ter qualidade nas jogadas, fazer do futebol uma arte que correu os confins do mundo e é reconhecidamente o celeiro dos melhores artistas da bola do mundo. Não queremos um “faz de conta” que o Brasil ganhou e ponto final.

Faço esse paralelo para ilustrar de forma bem simples o que penso sobre os eventos promovidos pela prefeitura municipal, os quais tenho participado sem ser convidado como funcionário público municipal que sou. E como todo brasileiro, que prima pela qualidade e repugna o “faz de conta”, considero alguns atores da gestão municipal como sendo os responsáveis pelos descasos que sofrem alguns eventos, cometendo erros primários, subjugando um grupo menos atento, para mascarar com autoritarismo a sua inabilidade em gerir, discutir e encaminhar temas tão relevantes.

A conferência Municipal de Educação – CONAE - foi um desses eventos de projeção nacional que espelhou a manipulação destes gestores em detrimento aos interesses da classe trabalhadora da educação.

Quem estava presente, preocupado com o futuro do nosso sistema educacional, recorda-se das jogadas politiqueiras que elementos da gestão municipal se propuseram a fazer para que não houvesse uma discussão mais séria e uma reforma mais contundente na gestão educacional. Dois erros graves foram cometidos pela comissão organizadora.

O primeiro erro foi a precária divulgação e seleção dos participantes que foi mais quantitativa que qualitativa. O segundo erro a falta de tempo para discutirmos com mais profundidade cada tema que precisava ser debatido, questionado, ampliado e até modificado.

Como disse anteriormente, eu, assim como outras pessoas envolvidas na luta pela democratização da educação, só pude participar ativamente do processo porque fui inscrito como delegado representante do Partido dos Trabalhadores. Isolados, pouco pudemos avançar nas discussões que versavam sobre redemocratização, ampliação e qualificação profissional no sistema educacional.

Ao final da CONAE, os delegados, separados por setores de representação, foram expostos a eleição para representar o município na etapa estadual. Eu fiquei de fora da etapa porque os “eleitores” escolheram outras pessoas que nada entendem de educação e que não estão preparados para discutir o tema nem a nível local. Um dos delegados eleito havia passado o dia fora do evento e só chegou na hora de ser votado, para ter oportunidade de aparecer e passear, quem sabe?!

A revolta ficou entalada na garganta até hoje...

E Gravatá sedia mais um evento importante e mais uma vez comete injustiças e erros organizacionais: A Primeira Conferência Municipal de Cultura idealizado pelo Ministério da Cultura, cujo tema geral deste ano é: “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, que foi tão negativa quanto a etapa da CONAE.

Os mesmos erros cometidos durante a CONAE se repetiram no dia de ontem, durante a Primeira Conferência Municipal de Cultura. Independentemente das diversas opiniões já exportas na mídia local, gostaria expressar a leitura que tenho do evento, me solidarizando, logicamente, aos companheiros artistas.

Além de Gravatá, outras cidades pernambucanas promoveram a sua Conferência de Cultura, na última sexta-feira: Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Ilha de Itamaracá, Itapissuma, Olinda e Paulista. Tenho amigos em Olinda, Paulista e no Cabo. Todos eles me informaram que as suas Conferências foram todas muito bem divulgadas entre os cidadãos locais e todas as entidades ligadas à arte, à cultura e à educação foram notificadas e convidadas a participarem, com significativa representatividade.

Muitas cidades que eu tive a curiosidade de pesquisar dedicaram pelo menos mais de oito horas as suas respectivas Conferências. Muitos municípios traçaram um plano setorial para discutir a diversidade, a cidadania e ao desenvolvimento de políticas que alavancassem a cultura local. Todas elas buscaram seguir as normas do Regimento Interno da Conferência Nacional e do Texto-base (links abaixo) para promoverem uma discussão e uma construção sobre a cultura de forma qualificada.

Na cidade de Blumenau – Santa Catarina – por exemplo, a comissão organizadora teve a preocupação de discutir as três dimensões: simbólica, cidadã e econômica, propostas pelo ex-ministro Gilberto Gil. E cada dimensão foi trabalhada por segmento artístico, fortalecendo, assim, as proposições para o novo plano municipal de cultura e norteando o futuro de todos os trabalhadores das artes presentes em Blumenau. Lá, foi analisado o que se tem e o que se quer para a cidade nas áreas de música, artes cênicas, dança, artes plásticas, literatura, folclore, cultura pop e artesanato, patrimônio cultural material e imaterial e cinema, televisão, fotografia e vídeo.

Em Gravatá, sequer tivemos tempo de discutir cinco propostas de forma que contemplassem os interesses gerais. Além da questão do tempo, não tivemos um grupo que discutisse políticas públicas de forma consciente. Isto porque, dos participantes eleitos delegados, quatro eram adolescentes e pré-adolescentes que pouco contribuíram com a discussão. Eu fui relator e redator da sala responsável pelo eixo dois e a todo instante solicitava a participação dos jovens, sem sucesso.

E foram estes mesmos jovens que votaram no final da Conferência, em seus delegados. E, nesse ponto, nasceu a revolta dos artistas gravataenses e a indignação de outros presentes, como eu. Dos sete eleitos apenas um é realmente ligado ao movimento cultural de Gravatá. Ou seja, o que não se esperava que acontecesse, aconteceu. E não foi por culpa dos jovens eleitos, de forma alguma. Eles foram eleitos democraticamente.

Na minha humilde leitura, a culpa foi toda nossa. Minha, dos artistas e de todos os presentes que foram discutir realmente as questões mais sérias de um evento tão grandioso como foi a Conferência. Não acho que seja culpa do Sr. Secretário de Turismo nem do Sr. Diretor (gerente) de Políticas Públicas de Gravatá, até porque eles estavam fazendo a parte que lhes coube fazer.

As ressalvas, ratificações, retificações e reclamações deveriam ter sido feitas no início do evento, quando foi lido o regimento. Infelizmente não foi feito. Depois de concluída a votação, não havia mais o que reclamar. Portanto, o erro foi nosso, mais uma vez.

O que me deixou muito triste, revoltado e decepcionado é perceber que ainda estamos longe de vivermos um governo verdadeiramente democrático e justo; coerentemente organizado e transparente, porque nós não conseguimos nos organizar quando estamos representando a sociedade civil organizada. Contraditório não é?!

No que diz respeito aos jovens delegados eleitos, não se discute. A importância da participação da juventude nos eventos, também não se discute. O que se discute é a capacidade de promover discussões e contribuir para o real crescimento da cultura no estado e no município. Se eles sequer sabiam (maioria esmagadora) o que estávamos realmente discutindo nas salas, será que eles terão o que apresentar, o que argumentar, o que propor na etapa estadual? Será que eles irão entender a importância de se discutir a Economia, o Simbolismo e a Cidadania em face de uma Cultura mais digna para os artistas que dela vivem?

O artigo 18 do Regimento Interno da Conferência trata dos Delegados Natos. Quem tiver a preocupação de ler, perceberá, com certa facilidade, que Gravatá não irá garantir voz ativa nas etapas seguintes. Quem acredita que cidades como Olinda e Cabo de Santo Agostinho terão como delegados adolescentes que irão representar a sua cidade e o seu estado? Será que uma destas cidades irá enviar pré-adolescentes para representar a cultura destes municípios?
Ainda acredito que nós, com todos esses erros, possamos num futuro próximo, viver uma gestão mais democrática e participativa, onde cada setor da sociedade civil seja contemplada, respeitada, ouvida, para que o parágrafo único do art. 1º da Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88), seja DEFINTIVAMENTE POSTO EM PRÁTICA.
Ainda tenho esperanças de que dias melhores virão...



Site:
http://blogs.cultura.gov.br/cnc/

texto-base da CNC
http://blogs.cultura.gov.br/cnc/files/2009/08/Texto-Base.pdf

Regimento interno da CNC
http://blogs.cultura.gov.br/cnc/files/2009/09/Regimento_Interno.pdf

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SERVIÇO PRESTADO

Caro Amigo Ricardo,


Venho através deste, agradecer de público pela sua importante e até decisiva colaboração e apoio aos estudantes gravataenses quando disponibilizou o seu blog para fazermos uma convocação que pretendia manifestar-se contra a inoperância por parte da Prefeitura de Gravatá em estruturar o sistema de transporte escolar para aqueles que dependem dele, para se deslocarem para outra cidade.

O fato é que a nossa voz foi ouvida. Hoje, 26 de Outubro, o seu blog conquistou, junto conosco, uma vitória. Ao caminhar pelas ruas de Gravatá, ouvi um carro de propaganda anunciando que os estudantes gravataenses deveriam se dirigir ao prédio da prefeitura para receber a carteira estudantil.
Após muitos meses de espera, finalmente receberemos a nossa carteira. E graças ao seu blog e ao blog do jornalista Claudio Castanha, que transcreveu a nota original do seu blog.
Gostaria de dizer, em nome de todos os estudantes gravataenses, MUITO OBRIGADO.
Quero também dizer que o seu blog está definitivamente na nossa lista de favoritos e sempre que precisarmos, nós iremos recorrer a ele, tudo bem?

Um forte abraço.
Ayrla Geisa.

A MAIOR INDENIZAÇÃO DO UNIVERSO


Americano pede indenização a banco de mais de US$ 1 septilhão
Não é possível quitar o valor pedido, cujo número é um ‘iota’.
Bolada poderia comprar mais de seis quintilhões de Ferraris.


Dizendo-se mal atendido, o cliente de um banco americano foi à Justiça. Ele pede uma indenização não de outro, mas de muitos outros mundos, impossível de ser paga: US$ 1 septilhão, 784 sextilhões de dólares.

Não há dinheiro no mundo para a indenização. Seria preciso juntar a economia de 21 bilhões de planetas terra para chegar a essa cifra. No sistema numérico mundial, esse é um “iota”, uma das unidades de medidas dos grandes números, gigantescos.

Mal atendimento. Foi essa a justificativa do cliente para levar o Bank Of America, o maior banco dos Estados Unidos à Justiça, a uma corte em Nova York.

Pense em Bill Gates com sua fortuna de US$ 50 bilhões de dólares. Com o que pede o cliente do banco seria possível ter não um, mas 5.427 planetas terra cheios de Bill Gates.

Se a indenização tivesse que ser paga, cada um dos 6,8 bilhões de habitantes da terra, teria uma dívida equivalente a quase quatro vezes e meia o PIB mundial.



É tanto, mas tanto dinheiro, que a Ferrari precisaria de bilhões de anos para atender a demanda. Afinal, com a indenização seria possível comprar, acreditem, seis quintilhões e 300 quatrilhões de Ferraris.



O juiz do caso sabe lidar com grandes cifras. É o mesmo que mandou para a cadeia Bernard Madoff, autor da maior fraude da história do sistema financeiro americano.

O juiz Denny Chin pediu ao cliente do banco, Dalton Chiscolm, que apresentasse evidências que justificassem o estratosférico pedido de indenização. Loucura não está entre as justificativas aceitáveis.

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/

Para Começar a Semana


Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ele é malhado, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o mais básico, que é uma delícia...

Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga... senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice-versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso , não é
compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro
universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?"

Arnaldo Jabor

domingo, 25 de outubro de 2009

Nota Pública da campanha TicTac TicTac




São Paulo, 15 de Outubro de 2009

Frente à notícia divulgada ontem (14/10/09) de que a ministra Dilma Rousseff exigiu a revisão da proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente para que fosse minimizado o compromisso sugerido de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser apresentado durante a CoP 15*, a coordenação da Campanha TicTacTicTac - tendo em conta as reivindicações expressas em seu manifesto, subscrito por dezenas de organizações representativas dos mais variados setores da sociedade brasileira (anexo) - vem a público alertar para o que se segue:

1. O argumento de precisar emitir mais gases de efeito estufa em decorrência de um objetivo de taxas mais elevadas de crescimento econômico coloca o Brasil na contramão da história. O desenvolvimento econômico é necessário, mas só faz sentido se acompanhado de real melhoria na qualidade de vida, conquistada de forma sustentável. Inflar o PIB fomentando tecnologias que em breve serão obsoletas impulsiona nosso país para o passado, e não para o futuro. O desafio que pode de fato ajudar o país é sim o crescimento, mas com qualidade e sustentabilidade. Com inovação e visão de futuro, que coloquem o Brasil na vanguarda do século XXI.

2. As metas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente – aparentemente calcadas exclusivamente na contenção do desmatamento – são boas na medida em que acenam com compromissos de que há muito o Brasil precisa, mas totalmente insuficientes. Por um lado, há consistentes demandas para reduções ainda mais significativas do desmatamento, que devem ser ouvidas. Por outro, é imprescindível que, além disso, sejam estabelecidas metas de aumento da eficiência (produção versus emissões de gases de efeito estufa) também para os setores energético, de transportes, industrial, agrícola, de serviços e tantos outros. Serão essas metas que orientarão os investimentos públicos e privados rumo a uma economia moderna e sustentável. Negá-las é um desserviço ao país e um apego inaceitável ao atraso. É jogar no lixo as inúmeras oportunidades de empregos “verdes” e de renda em atividades social, econômica e ambientalmente sustentáveis, que hoje se descortinam.

Portanto, requeremos das autoridades brasileiras posturas à altura do momento que vivemos e das suas responsabilidades históricas, perante as presentes e futuras gerações. Chamamos a atenção especialmente do presidente Lula e dos Ministros responsáveis pela articulação da posição brasileira em Copenhague, para que se guiem pelos reais interesses do país, não se rendendo aos interesses de curto prazo.

É mais do que tempo de os governantes assumirem, aqui e agora, posturas para a construção de um futuro sustentável e digno para todos.



Rubens H. Born –
rborn@vitaecivilis.org.br – pela coordenação geral da campanha (11-8244-7918) Aron Belinky – aron@ecopress.org.br – coordenador executivo da TicTacTicTac. (11-8181-9336)

Assessoria de Imprensa: Verônica Marques – (21-9981-0211)

*15ª Conferencia das Partes da Convenção de Mudança de Clima - 07 a 18/12/09, em Copenhague.

sábado, 24 de outubro de 2009

Diferentes Maneiras De Contar A Mesma História...


...Chapeuzinho Vermelho na imprensa.




JORNAL NACIONAL

(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a serdevorada por um lobo na noite de ontem.'.

(Fátima Bernardes): '.... mas a atuação de umcaçador evitou uma tragédia'..


PROGRAMA DA HEBE

(Hebe Camargo): '... que gracinha gente. Vocês nãovão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'


BRASIL URGENTE

(Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê asautoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA

Lula sabia das intenções do lobo.


REVISTA CLÁUDIA

Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganarpelos lobos no caminho.


REVISTA NOVA

Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama


O ESTADO DE S. PAULO

Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.


O GLOBO

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou umlobo para salvar menor de idade carente.


AGORA

Sangue e tragédia na casa da vovó


REVISTA CARAS

(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)

Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS:

"- Até ser devorada,eu não dava valor para muitas coisas da vida... Hoje sou outra pessoa!"


PLAYBOY


(Ensaio fotográfico no mês seguinte)


Veja o que só o lobo viu.



REVISTA ISTO É


Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.



G MAGAZINE


(Ensaio fotográfico com lenhador)


Lenhador mostra o machado



SUPER INTERESSANTE


Lobo mau! Mito ou verdade?



DISCOVERY CHANNEL


Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.



PIADA?


MUITA GENTE FAZ ASSIM...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MINHA HOMENAGEM



HOJE, 23 DE OUTUBRO É O ANIVERSÁRIO DESTA MULHER, DESTA MÃE, DESTA PROFESSORA, DESTE SER HUMANO FANTÁSTICO CHAMADO CRISTINA, OU SIMPLESMENTE, PARA OS AMIGOS: CRIS!

Eu poderia pesquisar e copiar uma centena de frases e poemas que me ajudassem a definir os meus sentimentos de admiração e de respeito que tenho por esta criatura. Mas, como sujeito passional, deixei que a minha mente e o meu coração guiassem os meus dedos para que deles brotassem a minha singela homenagem a você, Cris.

Me recordo que nossos primeiros contatos não foram nada agradáveis. É que escorpiano tem um dom de nunca passar desapercebido, principalmente por outro. rsrs...

Há quem diga, como verdade absoluta, que "a ´primeira impressão é a que fica". Para mim, é a primeira que escapa, na maioria das vezes. E que bom que foi assim com a gente.

Lembra que um dia eu te disse: "O pouco tempo nos faz ver. O longo tempo nos faz conhecer." Eis porque hoje estamos aqui, trocando emoções em forma de palavras. Eis porque estamos, ao longos destes últimos anos, construindo uma amizade sincera, verdadeira, respeitosa e sadia. Coisa rara nos dias de hoje.

Tão raro quanto encontrar uma mulher, uma mãe e uma profissional como você, tudo junto, num único ser. Homens de juizo gostariam de tê-la para o resto da vida como companheira. Seu filho deve ser um dos felizes do mundo, por ter a mãe que tem. Os colegas de trabalho certamente diriam que você faz muita falta quando não aparece na escola...

Você é um dos seres que eu mais estimo desde a minha chegada a Gravatá, e a cada vez, nas oportunidades que temos de trocarmos nossas impressões sobre mundo, mais eu aprendo a gostar e a respeitar você.

A amizade é assim. O Amor é assim. Construção diária. O dia nos dá essa lição a cada alvorecer e a cada crepúsculo. Anos se passam, células morrem, levantes e quedas se instalam em momentos... Até que atentamos o quanto Deus nos favorece a vida. E o quanto temos a agradecer a Ele, muito mais do que pedir.

E hoje, no seu aniversário, eu quero agradecer a Ele por nos ter dado você como presente, como exemplo, como amiga.

Feliz aniversário, Cris.

que Deus te abençõe, hoje e sempre.

Do teu amigo chato...

REPASSANDO...

Aos Estudantes Gravataenses.

Chegou a hora de exigirmos o que nos foi prometido pela Prefeitura de Gravatá.

A nossa parte foi feita. Já fizemos cadastros e seguimos todos os protocolos exigidos pela administração a fim de que nós, estudantes gravataenses, tivéssemos acesso ao transporte escolar gratuito. Já se passaram 6 meses e ate agora NADA!

Cansados de esperar pelas promessas do prefeito eleito com o nosso voto, estamos convidando todos os alunos universitários e alunos de cursinhos que se deslocam para outras cidades, a comparecerem às 8:00h, em frente a Câmara de Vereadores na próxima terça-feira, dia 03 de Novembro, onde iremos exigir que a promessa seja efetivamente cumprida pelo Executivo. Em ato público pacífico e com o apoio de alguns vereadores, estaremos juntos nessa tomada de decisão, seja ela qual for.

Contamos com sua presença para enfim acabarmos com este transtorno!


Por:
Ayrla Geisa.
Universitária.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Os Mitos Geográficos e Climáticos Sobre Gravatá







A missão maior do educador é o de informar e ajudar a formar àqueles que lhes são dependentes de conhecimento. E esta missão, muitos vezes, chega a ser ingrata, complicada e incompreendida, principalmente quando necessita dizer “verdade” que derrube um “mito”.

Fernando Pessoa diz que “o mito é o nada que é tudo”. Por sua vez, o grego antigo diz que mito é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. Alguns mitos ganham tanta força que se tornam verdades, principalmente em regiões onde o conhecimento científico ainda é precário, onde a escola ainda faz muita falta. E mesmo que se haja o núcleo educativo, o mito é muito mais forte que qualquer neologismo.

Em Geografia, muitos foram os mitos criados. Os mais comuns são estudados por um ramo da Geografia chamado de “Geonímia”, que por sua vez dá origem a outro termo: Toponímia.

Toponímia é a divisão da onomástica que estuda os topônimos, ou seja, nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução; é considerada uma parte da lingüística, com fortes ligações com a história, arqueologia e a geografia.

Temos complicados e muito pouco conhecidos inclusive entre professores foram escritos até agora. E o que tudo isso tem a ver com o município de Gravatá? Na verdade, tudo que foi dito até agora está estritamente ligado ao nosso município. E vamos, a partir de agora, contextualizar com relevante consideração.

Quem parte de Recife em direção a Gravatá, na altura do município de Pombos, avista um trecho de aclive que as pessoas acostumaram chamar de “Serra das Russas”. “Serra”, na verdade, não pode ser aplicado para classificar aquela região chamada de “Russas”. A rigor terminológico, o referido trecho é uma vertente íngreme provocada pelo desnivelamento tectônico.

Para nós, que estudamos Geografia, o termo “Serra das Russas” é um exemplo de mito e, consequentemente, uma ilustração clássica de Toponímia. É um mito porque foi incorporado ao vocabulário popular, tornando-se uma verdade empírica que é muito difícil de ser combatida, se não houver coragem para tanto. É Toponímia porque não retrata verdadeiramente, do ponto de vista geográfico, a realidade.

Outro grande mito que vem se arrastando por anos e vendendo Gravatá a base de uma inverdade, refere-se ao clima do nosso município. Em quase todos os sites, conversas informais e meios de comunicação, costumamos ouvir a seguinte frase: “Gravatá tem o quinto melhor micro clima do mundo”.

Essa história surgiu no início dos anos 50 através de um congresso de climatologia, onde vários países participaram, a cidade ficou com o título de 5º melhor micro clima do mundo segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), na categoria ventos alísios. [fonte: site da prefeitura de Gravatá].

Há alguns historiadores que defendem que o ex-prefeito Chucre Mussa Zarzar se utilizou desse dado (diga-se de passagem, ultrapassado), para atrair investimentos para o município, “inventando” que Gravatá possuía clima similar ao encontrado na Suíça, capaz, inclusive, de combater a tuberculose. Tese ou não, o certo é que a idéia foi comprada por milhares de veranistas que se instalaram na cidade em busca de um clima mais ameno que o da capital.

Jogada de marketing a parte, outro dado referente ao clima me chocou recentemente. O fato ainda é mais grave porque define o clima de Gravatá como frio. Por questões de ética e respeito, não citaremos aqui o autor nem a fonte do texto. Mas, o que podemos salientar é que o texto lido por mim na internet, dizia que o “frio de Gravatá está ameaçado”. Ledo engano. Gravatá nunca teve nem nunca terá clima frio. Aliás, o Brasil não possui clima frio em nenhum dos seus estados.

Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, Gravatá possui clima BSHs’, ou seja, clima quente, seco, de baixas latitudes, com chuvas de outono-inverno. A Climatologia e as Ciências Geográficas sérias dizem que Gravatá possui um clima regional, pois o clima é resultante de fatores regionais dos mais variados e que, portanto, não pode ser descrito como “micro clima” como ocorreu nos anos 50.

O referido texto ainda traz uma contradição. Mais adiante na leitura, ele diz que Gravatá está localizado no Semiárido. Corretíssimo. O autor do texto só esqueceu de que o Semiárido é quente e seco e, acima de tudo, imprevisível por ser um espaço azonal. Dados incorretos como estes reforçam a idéia de mito entre as pessoas menos informadas que acabam reproduzindo a posterior.

Os efeitos dessas distorções são bem mais devastadores do que dizer que o clima mudou, que Gravatá será uma das comunidades que primeiro irá sofrer com o aquecimento global e deixará de ser frio. É preciso muito cuidado com o que vamos divulgar, se não queremos que mitos se tornem verdades. Daí a minha grande preocupação em defender a Geografia Física como matéria indispensável nas escolas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Estréia Pernambucana



O documentário de longa-metragem "Um Lugar ao Sol" do cineasta pernambucano Gabriel Mascaro terá sua estréia pernambucana na II Janela Internacional de Cinema do Recife (www.janeladecinema.com.br), na sexta-feira, dia 23 de outubro, às 21h, no cinema da Fundação Joaquim Nabuco.
Você pode conferir o site do filme em:
trailer do filme em:

SENADO APROVA TEXTO DA PEC da Desvinculação de Receitas da União



Enviado pela Câmara, agora só falta o plenário e a promulgação:


COMISSÕES / Constituição e Justiça 14/10/2009 - 16h58 CCJ aprova fim do mecanismo que retira 20% das verbas da educaçãoA Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da Desvinculação de Receitas da União ( DRU ) emrelação às verbas destinadas à educação, a partir de 2011.




Assim, as verbas dirigidas pelo Orçamento da União ao setor não poderão ter outro destino que não o investimento em educação. O texto segue agora para o Plenário do Senado e, se aprovado, será promulgado pelo Congresso Nacional, tornando-se uma norma constitucional.




Embora o fim da desvinculação de 20% dos recursos para a educação só esteja previsto para ocorrer a partir de 2011, a PEC (96-A/03) estabeleceredução da DRU já em 2009 e 2010. O mecanismo deixaria de reter 7,5% em 2009 15% em 2010, liberando verbas extras de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões,respectivamente.
O texto aprovado resultou da junção, na Câmara dos Deputados, de algumas PECs, entre as quais uma da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) encaminhadapelo Senado àquela Casa.




A proposta da senadora previa também uma reduçãogradativa da DRU para efeito do cálculo dos recursos destinados àmanutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).
Em seu relatório favorável à matéria, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) disse ter sido observada, na análise da Câmara, a necessidade de recompora capacidade de investimento da União em educação, o que demanda ejustifica, "de maneira inadiável", a supressão do mecanismo da DRU emrelação à área. - A desvinculação de 20% dos recursos federais destinados pelaConstituição à educação tem permitido que o governo federal os utilizelivremente.





Na prática, esse suposto mecanismo de flexibilização eatendimento de prioridades tem viabilizado a canalização de recursos daárea educacional para a produção de superávit primário e outras despesas, com flagrante prejuízo ao desenvolvimento da educação nacional, em boa medida dependente de recursos da União - argumentou Lúcia Vânia.





A proposta inclui ainda a União e o Distrito Federal no regime de colaboração para assegurar a universalização do ensino obrigatório. Para Lúcia Vânia, a inclusão da União nesse regime constitui uma medida importante uma vez que, como alega a senadora, o governo central vem historicamente se abstendo de cumprir seu papel de assistir financeiramente os entes federativos que arrecadam menos tributos.
O texto também estabelece obrigatoriedade de ensino gratuito dos quatro aos 17 anos de idade - o que Lúcia Vânia lembra já constar de outra PEC aprovada pelo Senado - e o atendimento ao aluno em todas as etapas daeducação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde, práticaque a relatora afirma já estar consolidada e, portanto, não constituinovidade.
Responsabilidade
Lúcia Vânia cumprimentou Ideli por ter tido "a ousadia" de propor adesvinculação de recursos já em 2003.- Foi um gesto importante, uma vez que a senadora é da base do governo, etraduz o desejo de toda a Casa, independente do partido. É um projeto queo Senado oferece à nação e demonstra a responsabilidade do Senado para coma educação - afirmou a relatora.





Ideli agradeceu Lúcia Vânia pela rapidez com que apresentou o relatório edestacou a importância da PEC que, segundo disse, trará volume de recursossignificativos para a educação: R$ 4 bilhões a mais neste ano e R$ 7 bilhões a mais no próximo ano.
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RO), lembrou que a propostaé fruto de acordo com o governo, quando da votação de propostas relativasà DRU e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira ( CPMF ).





O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que incluiu amatéria como item extra pauta na reunião de hoje, disse tratar-se dematéria efetivamente suprapartidária que significará mais recursos para aeducação a partir de agora.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou o trabalho do deputado de seupartido Rogério Marinho (RN), que teria promovido "alterações conceituais" na matéria que, em sua avaliação, valorizam o texto final aprovado. Os senadores do DEM, Antonio Carlos Junior (BA) e Marco Maciel (PE), também destacaram o apoio do partido à PEC.





Denise Costa / Agência Senado
Cleo Manhas
Assessora de políticas para crianças e adolescentes
Instituto de Estudos Socioeconômicos
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