Livro Primeiras Águas - Poesias

Este é o livro I da série Primeiras Águas.

Campanha Gravatá Eficiente

Fomentando uma nova plataforma de discussão.

A Liberdade das novas idéias começa aqui.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O QUE JARBAS DISSE DE TÃO REVELADOR?



Todos estão comentando a repercussão da entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, PMDB-PE. Ele se utilizou de uma revista de “credibilidade” nacional para falar cobras e lagartos do seu partido. O editor da revista chamou de “extraordinária” a entrevista onde o senador fez revelações de corrupção e sobrepôs-se a indignação da sociedade brasileira.


Ao que me consta, o senador Jarbas, que não é mordomo, desfruta de muitas mordomias como senador. Em sua entrevista, disse que seus pares estão mais preocupados em cargos e corrupção do que em servir o povo. Não parece contradição? E porque só agora, após tantos anos dentro do partido, resolveu assumir que está num partido corrupto? Se fosse em linguagem acessível, ele diria que a maioria dos peemedebistas são umas prostitutas? Com todo o respeito às prostitutas, honestas que são.

Honestamente, eu até agora estou tentando entender por que tanto estardalhaço se Jarbas não falou nenhuma novidade. Em que acrescentou ou qual a novidade estarrecedora foi dada pela entrevista que mudaria o rumo dos partidos em geral, sejam eles aliados ou não do governo Lula? Em que suas denúncias irão colaborar, a nível estadual e municipal, para que a imagem e a postura do político mude?

Vejamos alguns pontos da entrevista:

1- “A eleição de José Sarney para a presidência do Senado é um completo retrocesso... Sarney, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador”.
- Senador, o senhor sabe quantos prefeitos são eleitos na base da corrupção? Sabe, inclusive, quantos prefeitos corruptos foram eleitos com a ajuda de sua imagem de “bom” governador? O senhor sabe que um certo senador que vivia ao seu lado, hoje, se pudesse, contaria seu caminho?

2- “O atual PMDB NÃO SE PARECE EM NADA com aquele criado na oposição ao regime militar”.
- Me diga, senador, qual dos partidos políticos nascidos na esquerda, são hoje, os mesmos? O PT é o mesmo? O PCdoB é o mesmo? Quem mudou nestes últimos trinta anos foram os partidos ou as pessoas sem ideologias? Lula foi líder sindical cheio de ideologias. E hoje? FHC foi preso, era um sociólogo que defendia os mesmos ideais que o Lula e o senhor defendiam. E hoje?

3- “...Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista”.
- Aqui, no nosso estado, entre os funcionários que o senhor administrou, principalmente os Educadores, o senhor é visto como bom administrador de obras, mas péssimo patrão. Teve um secretário de educação que era contra a formação científica dos professores regentes. Por favor, me recorde, quais as reformas éticas e trabalhistas que o senhor fez em Pernambuco?
4- “A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil”.
- Descobrimento do Brasil! Viva! – reporto-me ao ponto 01.

5- “A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática”.
- Alguém discorda? Mais uma grande verdade para ficar guardada no hall de nossa lembrança para daqui a quatro anos? Ou seria para daqui a dois anos?

6- “A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado”.
- Quem será o partido que dará o ponta-pé inicial? O PMDB? O PSDB? O PT? O DEM? Quantas dúvidas eu tenho...

7- “Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais”.
- Nem eu queria senador! Afinal, já são de 66 anos de idade e 43 dedicados a vida política. Eu teria um bom patrimônio, ainda teria saúde pra torcer no estádio da Ilha do Retiro pelo Sport, viajar para a Europa, acompanhado de uma bela modelo (especialmente ser for miss), tomar água de coco e escutar Erasmo Carlos cantar: “pega na mentira... pega na mentira...” minha avó dizia que 7 é a conta do mentiroso. Não é por acaso que termino aqui, estas minhas mentiras.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ABUSO DE PODER, ABUSO DE AUTORIDADE: AFRONTA À LIBERDADE!



Era o fim de mais uma noite de glória para nós, RUBRO-NEGROS. E o começo indesejado de madrugada para mim e para um amigo. Ao acabar a partida entre Sport X Colo Colo, me incumbi do favor de levar três amigos em casa no meu carro. Chovia muito. Fomos até a Cohab 2 levar dois amigos em casa (pai e filho). Quando voltávamos em direção a Rua Amaury de Medeiros, encontramos um carro – Gol prata com vidro fumê – parado. Buzinei e passei. Seguimos nosso caminho, eu e um amigo.
Não demorou muito para notar, através do retrovisor do meu carro, que o veículo estava a nos seguir de perto. Na descida da Amaury de Medeiros, o veiculo “em atitude suspeita” nos cortou e se colocou lentamente a nossa frente. Na rua paralela à linha férrea, irritado com a lentidão e já desconfiado, eu acelerei e cortei-o. Circulamos a Praça 10, atravessamos a rua da usina e o carro a nos seguir.
No semáforo do cruzamento entre a Igreja Matriz e o Banco do Brasil, o sinal estava aberto para nós. No entanto, havia dezenas de pessoas que atravessavam a rua, oriundas do bloco dos estudantes e fomos obrigados a parar ao lado de outro veículo que também esperava os pedestres passarem.
De repente, o veiculo se posiciona na nossa passagem inesperadamente. Descem do veiculo três homens com armas na mão. Eu ainda iniciei a marcha ré, mas eles correram em nossa direção com armas em punho, aos gritos:
- Pare o carro! Desce do carro!

Eu e meu amigo nos apavoramos. Gritamos um para o outro do carro:

- É um assalto. Minha cabeça fervilhou imaginando a perda do fruto do meu suor...
O meu amigo sentiu-se aliviado quando conseguiu identificar um dos homens:
- Tudo bem Ricardo – disse meu amigo – é policial. Ele vai me reconhecer.
Ledo engano. Num misto de alívio por não se tratar de assalto e susto pelo tipo de abordagem feita, fomos saindo do carro, sob os gritos dos policiais civis com armas na mão, sem nenhum tipo identificação no carro, nem camisas ou batas que nos tranqüilizassem e também não assustassem as pessoas que estavam passando.

Em efeito colateral, nem eu e nem meu amigo nos acalmamos.
Os policiais, especialmente o que abordou o meu amigo, gritava, pedindo que colocássemos as mãos na cabeça. Arrogantemente gritava dizendo-se da polícia. Da minha parte, eu tentava entender o que realmente estava acontecendo. Me virei para policial que me revistou e traçamos a seguinte conversa, que irei escrever conforme minha educação e emoção e muito próximo ao que realmente se passou:
- O que foi que houve policial? O que fizemos de errado? Porque essa confusão toda? Veja quantas pessoas na rua! Que vergonha pra mim, pra meu amigo? Tinha necessidade disso? Eu passei por vocês na Cohab 2 e só aqui vocês abordaram a gente?
- É uma abordagem de rotina, meu amigo. Uma moto passou e apontou o seu carro. A placa de Natal foi alvo de suspeita.
- só porque meu carro tem placa de Natal? Quem foi essa moto? Como é que pode vocês acreditarem num motoqueiro que achou suspeito meu carro? Eu não estava correndo pelas ruas cidade, eu não estava parado em atitude suspeita ou cometendo nenhum ato de violência...
- Mas não tem escrito no carro nem na sua testa que você é cidadão ou bandido...
- Nem na sua também – retruquei o argumento.
Um terceiro policial se aproximou e perguntou se eu era de Gravatá e o que eu fazia da vida. Informei que era residente aqui mesmo e que era professor. Que o meu amigo residia bem dali perto e que era estudante de direito, que tínhamos ido levar um amigo em casa... (este policial conhecia o meu amigo e simplesmente não tentou acalmar os ânimos de seus colegas)
Enquanto isso, meu amigo discutia ferozmente com o outro agente. Eu tentava manter a calma para que não perdêssemos os nossos direitos de cidadãos livres, que poderíamos ir e vir sem sermos desrespeitados e humilhados publicamente, diante de tantas pessoas. O policial que gritava com meu amigo, ainda revistou a mala do carro, os bancos e, sentindo-se talvez decepcionado, bateu violentamente a porta do meu carro e evadiram, deixando-nos transtornados e envergonhados com a atitude.
Pessoas que assistiram tudo, assustadas, se aproximaram e perguntaram se estávamos bem e demonstraram toda a indignação diante da cena desnecessária de agentes policiais que deveriam exercer suas funções em detrimento do direito comum e do respeito ao cidadão.
Dentro do meu veículo, ainda atordoados, resolvemos nos dirigir a Delegacia de Polícia para ao menos relatar o fato ao Delegado e solicitar dele uma orientação tanto para nós quanto para os policiais. Quando lá chegamos, um novo diálogo, dessa vez, ainda mais estridente:
- O que foi que houve? – perguntou o agente que se identificou como Marcelo (que me abordou).
- A gente quer conversar com delegado. – dissemos quase com mesma voz.
- Mas por quê? Vocês apanharam? A gente estava fazendo o nosso serviço. Você no meu lugar faria a mesma coisa. – explicava o Marcelo.
- Não, a gente não apanhou e nem eu faria a mesma coisa que você. Mas a gente se sente humilhado porque vocês não souberam abordar a gente. Porque que seguiram a gente por mais de 1 km, até chegar no centro da cidade, diante de tantas pessoas e fechar o meu carro daquela maneira? – eu já não estava tão calmo...
- Queremos falar com o delegado ou com o comissário.
- Nem um nem outro está.
- Ok. Então amanhã a gente vem. – disse meu amigo.
- Venha! O meu nome é Marcelo. Diga que vocês foram abordados por nós. (havia um tom sarcasticamente ameaçador na fala do agente)...
Quando ainda fechava a porta do carro, ouvimos um dos agentes (o que abordou aos gritos meu amigo) dizer: - “Se eles vierem, a gente diz que eles desacataram a autoridade policial...”

Ao que me consta, cabe ao policial civil ou militar, zelar pela ordem e sossego públicos e pela incolumidade física dos cidadãos. Sei que no exercício de suas funções, lhes são concedidas algumas franquias, como o uso de armas de fogo, algemas e outros apetrechos sem os quais não poderá combater a criminalidade. Reconheço que é direito de todo policial honroso e sei que exercício regular desse direito não passa pelo abuso, nem se inspira no excesso ou desvio do poder conferido.
Mas, todo direito se faz acompanhar de um dever, que é o de se exercer perseguindo a harmonia das atividades. A contravenção a este dever constitui abuso de direito. Os policiais que nos abordaram não poderiam, a meu ver, usarem do preposto de que nós havíamos cometido ato ilícito ou conduta criminalmente tipificada só pelo fato de “alguém apontar meu carro como suspeito”. Eu entendo que os policiais praticaram ato abusivo (com excesso de autoridade) que causou dano ao patrimônio subjetivo moral, meu e do meu amigo.
Todo homem tem direito à integridade de seu corpo e de seu patrimônio econômico, tem igualmente à indenidade do seu amor-próprio (consciência do próprio valor moral e social, ou da própria dignidade ou decoro) e do seu patrimônio moral. E este patrimônio, eu prezo demais, por ser formador de opinião, por ser educador e por ser, simplesmente, cidadão.
E aqui vai um alerta a todos os cidadãos e também um aviso aos policiais: Se por abuso de autoridade e ameaças for atingido qualquer cidadão, obviamente arranhões foram produzidos em sua reputação moral, merece sua reparação condizentemente. Acabei de ler artigo 186, do Estatuto Civil, que diz: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.
O parágrafo 6º, do art. 37 da Carta da República, lembra que: “As pessoas de direito público e as de direito privado prestadores de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.
Por certo que, em tese, a atividade policial desempenhada envolve pequenos constrangimentos ao cidadão comum, tais como as revistas em bagagens ou pessoais, como mal necessário justificado pelo interessa maior público. Daí falar-se em dano mínimo, superável e justificável. Todavia, cada caso há de ser investigado detidamente.
O modo de abordagem também há de ser apreciado, pois tal como qualquer outro servidor público o policial deve agir com urbanidade, imparcialidade e impessoalidade. Não que haja um ideal de educação de uma Scotland Yard, mas se exige um mínimo de tratamento civilizado ao cidadão, mesmo que se verifique singelo elemento de suspeita de algum ilícito penal típico. A forma de abordagem relatada acima comprova o total despreparo dos policiais.
Eu entendo que é preciso reagir contra estes abusos de autoridades, exigir que nossos direitos sejam respeitados. Nem sempre podemos evitar que estas violências sejam praticadas contra nós, por aqueles que têm o dever – e ganham para isso – de garantir nossos direitos. Mas muitas coisas podemos fazer para evitar que elas aconteçam ou para nos livrarmos delas. O importante é não cruzemos os braços nem calemos a boca, senão essas violências contra nós continuarão e aumentarão cada vez mais.
Estou assim escrevendo porque conheço meus direitos e deveres e respeito os dos outros. Eu fico imaginando quantos pobres, principalmente, diariamente são vítimas de abusos de autoridades. Quantos são presos ilegalmente, sem ter cometido qualquer crime; quantos são revistados sem motivo e com violência; quantos barracos são invadidos por policiais, em busca de marginais que nem conhecem; quantas confissões são exigidas à força, com torturas e quantos são obrigados a testemunhar o que não viram nem ouviram?

Para finalizar, gostaria de deixar um recado aos policiais:

- Seu dever é proteger os cidadãos, garantindo suas liberdades asseguradas na Constituição;
- Não deve cometer um crime para descobrir outro;
- A violência que você cometer poderá resultar na perda de seu emprego, em pagamento de indenizações às vítimas e em sua condenação criminal;
- Agindo com violência, você estará contribuindo para que a violência se perpetue. Amanhã, a vítima pode ser você ou alguém seu;
- Sua arma só pode ser utilizada em casos de extrema necessidade;
- A autoridade deve ser imposta pelo respeito, na moral, e não pela força do arbítrio.


CUMPRA COM SEU DEVER, DENTRO DA LEI. SEU TRABALHO SÉRIO E HONESTO É INDISPENSÁVEL PARA TODOS NÓS. A SOCIEDADE PRECISA DE CONFIAR EM VOCÊ.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Que será a morte?




Questionada sobre o que seria considerado um “mistério”, Madre Tereza respondeu que seria a morte. Para os cristãos o dia da morte é melhor do que o dia do seu nascimento. Na tradição judaica, a santidade do ser humano não termina com a morte. Nada era mais importante para os egípcios do que alcançar a vida eterna e eles faziam de tudo para chegar até lá. Os budistas dizem que a morte faz parte da vida, não é uma antítese da vida. Morte, para os espíritas, é a exaustão dos órgãos, da matéria e, acima de tudo, a passagem para a verdadeira realidade.

Juntem todos estes conceitos e milhares de outros em todos os povos conhecidos e mesmo assim não saberemos verbalizar e expressar o que ela faz conosco quando, sorrateiramente, visita um amigo, um parente. Frases de efeito, tapinhas nas costas, um olhar enternecido, um telefonema... Nada importa muito quando a dor da perda parece superar todos os calmantes do mundo.

A morte, hoje a tarde, visitou a querida família Moura. Quando soube, por volta de 18 horas deste dia 05 de Fevereiro de 2009, recordei Shakespeare quando ele disse: “Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez”. E que coragem e que alegria tinha a querida Girlayne Moura! Chegou-me a dar um nó no pomo de adão. Imaginei como estariam o esposo e os filhos. Com certeza estavam cobertos de dor e perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam...

Restam-nos as lembranças maravilhosas que ela, com sua espontaneidade, sua sinceridade, sua alegria, seu caráter e sua constante vontade de aproveitar o máximo da vida. Como diria Chicó (Auto da Compadecida): “Tudo que é vivo, morre. Cumpriu sua sentença”. Parece que é hora de descansar em paz. Mas quem disse que ela queria? Quem disse que nós queríamos? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Mas quem somos nós para questionar as vontades oriundas do Criador?

Bom, se é verdade que os mortos se encontram em lugares de características imprecisas, onde reina paz e harmonia, ela está, a esta hora, conversando com o todos os seus antepassados, festejando o reencontro familiar e solicitando amparo divino para os que ficaram, sem graça, aqui neste lado da história. Quanta elevação de espírito, quanta informação, quanta sagacidade intelectual e quantas saudades devem estar embasando a conversa dos integrantes da família, lá onde o tempo e as limitações da existência não têm mais importância.

É possível que a vida fosse um devaneio absurdo, um grito no deserto, se desaparecêssemos completamente com a morte física, ocorrida num dia qualquer, com o sol queimando a esperança em nossos olhos. Que coisa exageradamente sem graça é essa distância causada pela morte, seja em que cultura for! E as perguntas se seguem sem respostas. Duro admitir, mas nós ficamos... até quando não se sabe, para respondermos um monte de questões vitais sobre vida e morte. É certo que a Professora, Esposa, Mãe e Amiga Girlayne Moura respondeu as suas.

Boa Viagem, Girlayne!
Qualquer dia a gente se encontra.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

SAPATADA EM GRAVATÁ?



Se essa moda pega no Brasil?

O mundo todo viu a imagem dos sapatos lançados pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi contra George W. Bush. Tal iniciativa individual do repórter representava o grau mais alto de ofensa que se pode proferir contra outra pessoa, isto porque os sapatos são considerados sujos, tanto que, para visitar uma mesquita, é obrigatório ficar descalço. Há quem condene o ato do jornalista. No entanto, como diz a sabedoria popular: “os fins justifica os meios”.

Se analisarmos, sem muita cautela, o retrospecto político do George W. Bush, entenderemos que o ato do jornalista contra quem ele chamou de “cachorro” (outra ofensa grave) é totalmente explicável. A sapatada ilustra a decadência política de um governante que, durante um bom período, comportou-se como o legislador do mundo. Cada sapato atirado sobre o presidente carregou o peso de todas as mortes inúteis e mal explicadas em meio à população civil.

São tantas as histórias de arbitrariedades, de abuso de poder, de desrespeito aos direitos humanos e de uma ganância descomunal por parte de uma única pessoa – mais poderosa de todas – que ficamos pensando: se essa moda pega no Brasil?

Por que logo no Brasil? Ora, se fizéssemos uma enquete do tipo: “em quem você atiraria um sapato e chamaria de cachorro?”, uma lista enorme de políticos, funcionários públicos e privados, médicos, professores, jornalistas e até blogueiros (Opa! Em mim não!) apareceria na mídia. Ou alguém tem dúvida disso?

Sempre visualizando o macro e testando o micro, vislumbramos: já pensou se no dia 1º de Janeiro, em plena cerimônia de posse dos “eleitos” Ozano Brito e João Paulo, alguém se atrevesse a atirar contra o Ex-prefeito um par de sapatos? É impossível que aconteça? Não. É improvável que alguém tenha coragem de cometer tal ato contra excelentíssimo Ex-prefeito. Vontade não faltaria em muitos, inclusive, por parte de professores que o “apoiaram” (?) na última campanha.

Ontem, na assembléia do sindicato com os professores, a diretora que se despede do cargo, contou a todos os presentes que o contador da prefeitura apresentou um relatório financeiro onde as contas do fundeb tinham zerado, e, portanto, não haveria sobras para serem repassadas em forma de abono para os 450 professores que estiveram em sala de aula no ano letivo de 2008.


Refazendo as contas com o contador, a diretora do sindicato logo descobriu que o mesmo havia lançado no relatório dois terços de férias, quando deveria ser apenas um terço de férias. Ora, todo professor só recebe um terço de férias todos os anos, geralmente no mês de janeiro (quando deveria ser no mês de dezembro).


O ilustre contador se justificou, segundo a própria diretora sindical, dizendo que não poderia prejudicar o senhor prefeito. Foi um coral de frases revoltadas que se ouvia dentro do salão SSS (3 S). Poderia, então, prejudicar o abono ridículo dos professores? Apareceram nada mais que 129 mil Reais, sem contar com o valor do mês de Dezembro, quando antes o valor era ZERO.
Ouvi, no burburinho de vozes, alguém dizer: - Ah! Uma Sapatada no sujeito! (risos geral).

Já pensou se a moda pega?

domingo, 28 de dezembro de 2008

UMA REFLEXÃO PARA ENCERRAR O ANO


"Carta de Olívia para Eugênio"


"O dia mais importante da minha vida foi aquele em que, recordando todos os meus erros, achei que já chegara a hora de procurar uma nova maneira de ser útil ao próximo, de dar novo rumo às minhas relações humanas.

Que era que eu tinha feito senão satisfazer os meus desejos, o meu egoísmo? Podia ser considerada uma criatura boa apenas porque não matava, porque não roubava, porque não agredia? A bondade não deve ser uma virtude passiva.

No dia em que achei Deus, encontrei a paz e ao mesmo tempo percebi que de certa maneira não haveria mais paz para mim. Descobri que a paz interior só se conquista com o sacrifício da paz exterior. Era preciso fazer alguma coisa pelos outros.

O mundo está cheio de sofrimento, de gritos de socorro. Que tinha eu feito até então para diminuir esse sofrimentos, para atender a esses apelos? Eu via a meu redor pessoas aflitas que para se salvarem esperavam apenas uma mão que as apoiasse, nada mais que isso.

E Deus me dera duas mãos! Pensei em tudo isso numa noite de insônia. Quando o dia nasceu senti que tinha nascido de novo com ele. Era uma mulher nova."

(Olhai os lírios do campo, por Erico Veríssimo.)

domingo, 21 de dezembro de 2008

CONTAS DO FUNDEB - POMBOS - GRAVATÁ

Gráfico do Fundeb

POMBOS

Segundo consulta feita ao SISBB - Sistema de Informações Banco do Brasil, Pombos recebeu R$ 639.830,39 referentes ao repasse do FUNDEB, no período de 31 de Outubro a 30 de Novembro do corrente ano.

O sistema do Banco do Brasil ainda não disponibiliza os valores finais do mês de Dezembro para termos uma noção exata de quanto os professores receberiam um abono das sobras. Mas, pelo acumudalo do ano letivo, temos uma noção de quanto será a média de valores para cada professor.

Além disso, o dia 20 de Dezembro é o prazo limite para se repassar a segunda parcela do 13º salário e a prefeitura não pagou. (vide Gravatá abaixo).

Este ano os Professores ficaram sem representação sindical. Portanto, fiscalização e acompanhamento não existiram como ocorreu ano passado. MAS ESTAMOS DE OLHO!

O município vive um momento político conturbado com a possível nova eleição determinada pela Justiça Eleitoral, com o risco de "terceiros" assumirem o poder e piorar ainda mais a situação em nos encontramos. Pombos é um munícipio estático do ponto de vista geográfico, por está entre Vitória e Gravatá e há oito anos, o cenário que deveria ser promissor (de acordo com promessas) é de calamidade. Os próprios partidários do governo atual se dizem decepcionados. "A promessa era de que Dra. Fátima retomasse as rédias da justiça, do equilíbrio" - disse um colega de profissão em conversa franca.

Jane Povão representava o novo estilo, a renovação política, o teste que o povo apostou. Apostou tanto que ela chegou perto dos 9000 votos. Agora, não se tem certeza do que vai acontecer... Incertezas na vida política, incertezas na transparência dos repasses do Fundeb.

GRAVATÁ - Sem as luzes da Transparência e do Natal

PRIMEIRO PONTO: 13º

A lei diz 13º Salário deverá ser pago em duas parcelas:
a) 1ª parcela - de fevereiro até o dia 30 de novembro
Art. 3º Decreto 57.155-65
b) 2ª parcela - até o dia 20 de dezembro
Art. 1º Decreto 57.155-65
A mesma lei diz que a penalidade por infração ao disposto na legislação do 13º salário é de 1,7495 UFIR por empregado
.

GOSTARIA DE SABER QUANTAS UFIRs AS PREFEITURAS DE POMBOS E GRAVATÁ IRÃO PAGAR POR NÃO TEREM PAGO A SEGUNDA PARECELA DO NOSSO 13º SALÁRIO...

SEGUNDO PONTO: Abono

Precisamos recordar alguns pontos sobre as sobras do fundeb:

1- o abono (ou distribuição da sobra, como comumente se denomina) será concedido aos mesmos profissionais do magistério da educação básica pública que se encontravam em efetivo exercício;

2- É importante destacar, inclusive, que a adoção de pagamentos de abonos em caráter permanente pode ensejar, no futuro, que tais pagamentos sejam incorporados à remuneração dos servidores beneficiados, por se caracterizar, à luz da legislação trabalhista, um direito decorrente do caráter contínuo e regular dessa prática. Desta forma, caso no Município esteja ocorrendo “sobras” significativas de recursos dos 60% do Fundeb no final de cada exercício, essa situação pode significar que o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério ou, ainda, a escala ou tabela de salários/vencimentos, esteja necessitando de revisão ou atualização, de forma a absorver, sem sobras, os 60% do Fundo no pagamento da remuneração, sem a necessidade de uso de pagamentos sob a forma de abonos.

COM BASE NESTAS DUAS INFORMAÇÕES, VAMOS ANALISAR:

Segundo informações de um conselheiro municipal, há um cálculo feito no começo do mês de Dezembro que aponta o valor de R$ 800 para cada professor (NO EFETIVO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES - é bom lembrar). O sindicato sugeriu ao poder executivo que este valor fosse repassado em forma de aumento salarial em 2009. Ora, "a regra é clara": Só haveria aumento salarial com as sobras do fundeb se tais sobras estivessem ocorrendo frequentemente, exigindo, portanto, uma REFORMULAÇÃO NO PLANO DE CARGOS E CARREIRAS, o que não está caracterizado no nosso caso. Algum professor se recorda quando tivemos um repasse significativo das sobras do antigo Fundef? Eu posso ajudar. Recordam-se de que há dois anos atrás, havia uma sobra calculada em cerca de R$ 2000 para cada professor? O respeitoso sindicato fez uma assembléia e anunciou que o Prefeito só pagaria R$ 700. Era pegar ou lagar. Me recordo que "todos" os professores desesperados por dinheiro (fosse o valor que fosse), levantaram as mãos e aprovaram a negociação. Espera um pouco:.. - Eu falei "negociação"? - Falou Ricardo!!! Palhaçada a minha!

NÃO É QUESTÃO DE NÃO QUERER AUMENTO. QUEREMOS JUSTIÇA, TRANSPARÊNCIA E RESPEITO PELA FUNÇÃO QUE EXERCEMOS. A MAIORIA DOS PROFESSORES VÃO PARA AS SUAS SALAS E TRABALHAM DIGNAMENTE. SE HÁ VALORES A SEREM REPASSADOS PARA OS PROFESSORES, QUE ELES SEJAM JUSTOS, QUE SIGAM A LEI E QUE REPRESENTEM A TRANSPARÊNCIA NECESSÁRIA PARA UMA CLASSE AINDA TÃO DESRESPEITADA E DESVALORIZADA, A COMEÇAR POR NÓS MESMOS, QUE NOS CURVAMOS A "QUALQUER" NEGOCIAÇÃO SINDICAL. PIOR QUE ATÉ AGORA NEM ISSO TIVEMOS...

É TRISTE VER PROFESSORES VENDENDO PRODUTOS DE BELEZA AOS COLEGAS; É VERGONHOSO VER DIRETORES E VICES VENDENDO PIPOCA E PIRULITO DENTRO DAS ESCOLAS... NÃO PRECISAMOS DISSO.

ONDE VAMOS PARAR? QUANTO VALE A NOSSA DIGNIDADE? ATÉ QUANDO SEREMOS REFÉNS DESSE TIPO DE VIDA?

SOCORRO!!! PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!




sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

NOVAS ELEIÇÕES EM POMBOS


Moradores de três cidades pernambucanas voltam às urnas em 2009

Os moradores de Caetés, no Agreste, Lagoa Grande, no Sertão, e em Pombos, na Zona da Mata pernambucana, voltam às urnas no primeiro trimestre de 2009. Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Jovaldo Nunes, os prefeitos eleitos não poderão assumir o cargo porque não tiveram seus pedidos de registro e candidatura deferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Os prefeitos eleitos não foram diplomados na cerimônia realizada na última quinta (18) e serão temporariamente substituídos pelos presidentes das Câmaras Municipais.
Tão logo o TRE tenha sua primeira sessão em janeiro, o pleno vai decidir o calendário eleitoral para esses três municípios. “Eles terão um prazo de até quarenta dias para realizar as eleições com todo o processo eleitoral”, explica o assessor do TRE, Orson Lemos.

FONTE: Da Redação do pe360graus.com
NOTA DO BLOGUEIRO:
Há especulações de que a candidata derrotada, Dra. Fátima, afirmou que não irá participar de um futuro possível pleito na cidade de Pombos. Segundo informações de pessoas ligadas à candidata derrotada, ela se diz muito decepcionada com a diferença de votos entre ela e a candidata Jane Povão. Fala-se que o então prefeito, Josué Vicente, também já tenha se dado conta da grande derrota e tenha procurado Jane Povão para possíveis negociações políticas. E pra finalizar, ouvi boatos de que todas as pessoas contratadas que foram recentemente demitidas pelo prefeito, estão dispostas a fazer mais número a favor de Jane Povão.
Vamos aguardar.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

QUEM SABE UM DIA, GRAVATÁ...


Projeto de Educação de Petrolina está entre os dez melhores do país
O projeto da Política de Avaliação da Rede Municipal de Ensino de Petrolina (PARMEP) está entre os dez melhores do país em inovação da gestão educacional. O prêmio concedido pelo Ministério da Educação(MinC) - sob a coordenação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), em parceria com a Secretaria de Educação Básica (SEB), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a União Nacional de Dirigentes Municipais (UNDIME), e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) – reconhece o desenvolvimento de experiências inovadoras que promovam os objetivos e metas do Plano Nacional de Educação.
A secretaria municipal de Educação e Esportes, em 2006, já havia inscrito a experiência do Ser + Educação, no Prêmio Inovação em Gestão Educacional, sendo selecionada para compor o Banco de Experiências Inovadoras do INEP / MEC. Em 2008, com a inscrição da experiência (PARMEP), o município não foi só selecionado para compor o Banco, como foi eleito entre as dez melhores experiências do Brasil.
A premiação será realizada nos próximos dias 17 e 18 em Brasília, onde estarão presentes o prefeito Odacy Amorim, o secretário municipal de Educação e Esportes, Plínio Amorim, e a coordenadora do PARMEP, Maeve Melo. Além da premiação o município receberá RS 100 mil para serem investidos na otimização da experiência de avaliação municipal.
Professores da rede municipal de ensino são premiados
pelo bom desempenho na Parmep
A Secretaria de Educação da Prefeitura de Petrolina realizou na tarde desta segunda-feira (15), no auditório da Faculdade de Formação de Professores de Petrolina (FFPP) a premiação dos professores e equipes gestora que obtiveram o melhor desempenho na Avaliação da Rede Municipal de Ensino (Parmep). De acordo com a coordenadora da Parmep, Maeve Melo, 27 educadores receberam a premiação, onde também foram entregues aos premiados o certificado de menção honrosa. “As equipes gestora e os professores que foram classificados em primeiro lugar receberam notebooks e para os que ficaram em segundo lugar foram premiados com um computador”, explica Maeve.
De acordo com a professora de Português da Escola Profª Eliete Araújo de Souza, Marilúcia Rodrigues e também umas das premiadas pelo bom desempenho na Parmep, o recebimento do prêmio foi muito importante. “Esse prêmio me deixou muito feliz e realizada, pois através dele senti o reconhecimento do meu trabalho. Quero lembrar que recebi também o certificado de menção honrosa como professor destaque Parmep 2008, pelo bom resultado da turma do 8º ano do Ensino Fundamental. Agradeço a Secretaria Municipal de Educação pelo incentivo e valorização do professor”, enfatiza Marilúcia.
Na oportunidade do evento também foi entregue a premiação da “Sua Nota Vale Ouro”, em uma parceria com o Banco do Brasil que entregou poupanças no valor de R$ 250 para 18 alunos que se destacaram em cada série por setor do município.
PS: Profissionais dispostos a contribuir com uma Educação transformadora não nos falta. Idéias e desejos de revolucionar o sistema educacional, podem ser encontrados em várias escolas. O que falta é a sensibilidade em oportunizar experiências... O que falta é a destruição do personalismo (narcisismo barato) entre alguns dirigentes, diretores, professores e gestores municipais...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Justiça Brasileira: Dinheiro, Inteligência ou Vontade Política?

Maat: Filha de Rá , é a Deusa da justiça, da verdade e do senso da realidade.

A vulnerabilidade a inversão de valores da Justiça brasileira nunca foi tão gritante em todos os segmentos sociais, econômicos e políticos. Para uns, ela é lenta e morosa; para outros, uma guilhotina veloz e implacável.
Eu me recordo que brincávamos nas aulas de Geografia, na Escola Polivalente José Joaquim da Silva, em Vitória de Santo Antão, quando líamos a frase da bandeira: ORDEM – para os Pobres. E PROGRESSO – para os Ricos. Brincadeira ou não, o jargão virou moda, tornou-se realidade e descreve bem como nos sentimos servidos pela Justiça da Pátria Mãe Gentil.
Já não mais suportamos assistir na TV Juízes, Empresários, Políticos e pessoas de dinheiro saírem ilesos de condenações criminosas, sorrindo da nossa dignidade, enquanto, muitos, sem recursos, são miseravelmente enquadrados nos rigores da lei. Mas só quem tem “recurso”, é quem tem direito a “recursos”? E a justiça não deveria oferecer a sociedade os recursos necessários, para que a mesma seja justa e igualitária?
É muito comum a choradeira e a desculpa de que as coisas não funcionam por falta de recursos, seja na Educação, na Política, na Saúde ou na Justiça. Mas isso, às vezes, ou quase sempre, é realmente só desculpa de quem quer colocar boi pra dormir. E, infelizmente, quem mais dorme é quem mais precisa: O Povo.
Ver um pai matar um filho, um filho assassinar o pai; ser testemunha da Amazônia sendo, segundo a segundo, devastada pela ganância das madeireiras; assistir diariamente as pessoas jogando lixo nas ruas; presenciar um assaltante levar um celular de uma senhora indefesa no centro da cidade, no meio de todos; saber que existem policiais que arriscam sua farda por uma propina, por uma facilitação, por um desvio; conhecer e reconhecer políticos que manipulam o povo, apelando até para crimes federais para se elegerem; ver duas crianças do sexo feminino às tapas em pleno pátio da escola, incentivadas pelas pessoas da própria escola; Como é comum ver pedófilos em cybers, na internet, pior, dentro das igrejas e seminários... Tudo isso é vulgarmente divulgado sem nenhum tipo de indignação, pelo contrário, tornou-se corriqueiro e natural aos olhos da sociedade contemporânea. Fecham-se os olhos para fatos como esses e deixam de aprender como serem justos, a serem inteligentes, a defenderem a vontade da política, da justiça, da verdade, do probo e da honestidade.
É preciso resgatar a idéia de que aprender política, defender a justiça, levantar-se contra a ganância e a difamação, não deixar que os nossos corações se turbem e também se endureçam diante as atrocidades humanas, é um trabalho consistente e cotidiano. Todos os dias, em todas as horas das nossas vidas.
E tudo isso não se faz com a consciência meramente obstinada, mas sim ativa. É como construir um castelo de areia, que sempre precisa de retoques. E às vezes vem uma onda ditadura e destrói tudo. Os autoritários chutam o nosso traseiro e a nossa vergonha.
Assim fizeram os fascistas, os nazistas, os defensores da desigualdade, todos os dias, sem nenhum pudor, sem nenhum senso de moralidade. Mas também a historia da humanidade já provou que o povo pode impedir ações que desfigurem a Justiça. Quem aprende política sabe dar os braços e agüentar o tranco. Quem aprende política sabe formar uma roda e girar com força.
Mas se alguém fica distraído, abobalhado ou anestesiado frente a uma TV, as águas dos apolíticos começam a minar toda construção. Eles chegam com suas quinquilharias de consumo e produção de lixo. Eles pisam no castelo e dizem que foi sem querer, sempre sem querer. O apolítico não tem culpa de nada; é uma consciência vazia. Mas o seu grande estrago é não diferenciar as ondas políticas
Pode ser a chuva, pode ser o som, pode ser o vento. Estão todos aí, como uma natureza indomável, prontos para derrubar o castelo. Mas não há desânimo, não há resignação, não há desamparo. Construir um castelo democrático é o desejo de quem quer aprender política.
É uma necessidade para quem sonha e vive a liberdade. É uma honra para quem se orgulha das lutas passadas, dos homens e mulheres que conquistaram o que temos hoje. Aprender política não se faz só com acertos; muitas vezes se erra. Mas se isso ocorre, é só recomeçar e trilhar novos caminhos.
Aprender deve ser a nossa educação e a nossa vontade política. Defender a Justiça com inteligência, sem sermos levados pela fascinação que o dinheiro proporciona, não nos fará entrar na lista dos que dormem com o peso das suas próprias incongruências.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ATENÇÃO ANÔNIMO DO BEM!

Nelson Rodrigues costumava dizer:
"O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER OUVIR".

Em Gravatá, denúncia de compra de votos teria incluído até maconha
O município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, vive às voltas com nova polêmica, depois que a eleição municipal foi definida por uma diferença de 90 votos. A Justiça Eleitoral apura uma denúncia de compra de votos no município, que inclui até distribuição de maconha.

Dois áudios - o primeiro com pouco mais de 20 minutos e outro de oito minutos - [confira trechos acima] traz Eduardo Caçapa, coordenador da militância do prefeito eleito Ozano Brito (PSDB), em afirmações comprometedoras.

Ele diz ter distribuído cestas básicas, dinheiro e droga em troca de votos. As gravações, que passaram por perícia, foram feitas pouco depois da vitória de Ozano sobre Bruno Martiniano (PTB).

"Comprei cem real de maconha pra dar (sic) (...) tudo que você imaginar eu fiz, tudo", afirma Caçapa. Em outro trecho, ele diz ter dado R$ 80 a um pescador para compra de uma tarrafa (pequena rede de pesca) em troca de voto.

"Época de eleição, na Russinha, tem quatrocentos votos. Na sexta-feira, chegou Ozano, vá pra Russinha sozinho, você e o motorista, casa por casa, tem duzentas e poucas casas. Visitou toda casa (sic)", menciona Caçapa sobre a participação do prefeito eleito.

"Também o povo não pede muita coisa não. É uma feirinha, é uma conta de água. Agora, enquanto seu Bruno Martiniano, e qualquer outro não entender isso, nunca vai ganhar nada em Gravatá", ironiza.

FONTE: http://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2008/12/01/em_gravata_denuncia_de_compra_de_votos_teria_incluido_ate_maconha_37165.php

POSTADO ÀS 14:50 EM 01 DE Dezembro DE 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

ESSES VELHOS, POBRES VELHOS

Por:
Lucivânio Jatobá

De súbito, comecei a sentir o que é ser velho nesse País, campeão mundial em corrupção. Curiosamente, essa tomada de consciência aconteceu imediatamente após aquilo que antigamente se designava como “data natalícia”.
O carnê para o pagamento do meu Seguro Saúde, de uma empresa privada, no mês de novembro deste ano (2008), me chegou à mão. Antecipadamente, como sempre faço (fazia), dirigi-me ao caixa do banco para pagá-lo. Mas aí a surpresa. No mês passado havia desembolsado, pelo mesmo plano, a quantia de R$ 420,89. Agora, estava lá escrito para que meus olhos de São Tomé lessem: pagamento até a data de vencimento: R$ 719,70 (setecentos e dezenove reais e setenta centavos). Pensei: “houve engano! Não é possível! Mais de 70% de aumento num período ainda de baixa inflação...” Isso está errado!”
Paguei, obviamente, para não ficar desamparado. Depois liguei para a atendente responsável da empresa para que ao menos me informasse se houve algum equívoco naquele valor ou o que tinha mesmo acontecido. Friamente, a jovem atendente, de voz padronizada, como se fosse um robô, foi bem objetiva:
- Dê-me o número do seu CPF, senhor!
- Não houve erro nenhum, apenas o senhor ficou mais velho no último dia 21 de novembro e o seu pagamento sofreu um aumento de aproximadamente 70%, conforme as cláusulas contratuais.
Em outras palavras, comecei a pagar caro pelo fato de que estou acompanhando a tendência da população brasileira e envelheci, ou seja, venci a subnutrição, a mortalidade infantil, as doenças epidêmicas, a dengue, a cólera... e por aí vai. Atingi a casa dos 56 anos. Brasileiro teimoso esse...!
Ao sair do banco, após o assalto oficial, dentro dos trâmites legais das cláusulas contratuais... comecei a recordar fatos.
Primeiro me veio à mente uma declaração, de uma “alta autoridade governamental”, no Brasil, há uns 4 anos, dizendo que “ o problema da Previdência Social era que a população estava envelhecendo muito...!” ( Incrível a coragem dessa gente! Não mede palavras! ).
Outra cena foi a dos velhinhos sendo humilhados num recadastramento absurdo da mesma Previdência Social, que era para ser exatamente a responsável pelo apoio total aos idosos.
Depois recordei uma reunião burocrática insuportável, da qual participei numa certa instituição de ensino. Na ocasião, discutia-se o fracasso do ensino superior no país ( campeão de corrupção, sempre é bom lembrar). Subitamente, um mais menos jovem professor, titulado, saiu com essa:
- O problema do ensino superior aqui é que ainda há muitos professores velhos. Eles precisam se aposentar para que seja oxigenada a instituição...”
Por último comecei a pensar como meus botões: será que o país campeão de corrupção está sob o domínio do Nazismo e eu, alienado como sou, nem sabia...?
Inevitavelmente, as cenas dos trens descarregando milhares de seres humanos, cujo crime era ter sido judeus, me surgiram. Na entrada de Auschiwitz, na plataforma da estação improvisada, um kapo ou um oficial bestial da SS formava duas filhas. Numa, os jovens e os mais saudáveis, que serviriam para o trabalho escravo. Noutra, os velhos que iriam ao encontro da Solução Final, aspirando o gás mortífero, num pseudo banheiro imundo.
A solução final, mais modernizada e dentro da lei, já chegou ao país campeão do mundo em corrupção. Instalou-se com os ares da pós-modernidade. É defendida, nas entrelinhas, até por altas autoridades governamentais.
Aos velhos, a fila que dará entrada para os hospitais públicos do país... Quantos idosos poderão desembolsar 700, 1000, 2000 reais, por um plano de saúde, para o qual antes contribuíram anos a fio, para que possam morrer, pelo menos com dignidade, num hospital particular?
Se o problema do país campeão são os velhos, que durante tanto tempo trabalharam e pagaram impostos, depois consumidos pelo ralo de amplo raio de curvatura da corrupção, que se adote a “Solução Final”, mas sem subterfúgios, sem mentiras, sem falseamentos estatísticos, sem propagandas governamentais caríssimas em TVs, sem demagogias...
Lucivânio Jatobá é professor da UFPE - CFCH.
Locutor da Rádio Universitária AM e da Rádio Capibaribe.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

TODO ANÔNIMO É UM BABACA

Olá Amigos.
Estou de volta depois de alguns dias curtindo um descanso mais do que merecido na semana passada, haja vista eu ter aniversariado no honroso dia 20 de Novembro. Merecidamente fui até Natal-RN acompanhado do meu "love" dá uma respirada, encher meus pulmões pra segurar o resto do tranco que me exige até o próximo mês. E como foi bom...
Esta semana, quando voltei para as minhas atividades trabalhistas, políticas e literárias, eis que encontro um comentário anônimo em um dos meus textos (neste blog), o que trata da indefinição das eleições municipais, que convido a todos a lerem a bobagem, a burrice, a estapafúrdia que este covarde escreve.
Como eu não costumo esconder atrás de ninguém, nem da internet, nem de prefeito, nem de site, nem de secretário, nem de diretor escolar, nem de idiota nenhum, eu resolvi publicar a minha resposta pra este anônimo, aguardando um novo comentário dele, o que significa dizer que ele é meu leitor assíduo, que tem o bom gosto de ler meus textos. E isso me deixa até feliz porque um velho amigo ja nos ensinava que "só se atira pedras em árvores que dão frutos".
Pra me ajudar a ilustrar o texto-resposta, eu fui ao bom Google e pesquisei uma imagem que representasse este anônimo. E lá estava, a imagem a seguir, com o título: TODO ANÔNIMO É UM BABACA. Perfeito!
Por isso, DEDICO ESTE TEXTO AO Anônimo do Bem:


1- Se você for do sexo masculino, você não é um homem de moral, de caráter, de honra. Se você for do sexo feminino, a situação ainda é pior. Isto porque não tem coragem de deixar nome, não se identifica como eu faço no meu blog, no meu Orkut. Tenha ao menos a dignidade de deixar seu nome, ou tem vergonha de ser quem você é?
2- É certo que um voto apenas faz uma vitória. Não tenho dúvida. A lógica diz isso. Não precisaria de você pra chegar a esta conclusão óbvia. Mas a questão é como se conquista uma vitória. Se você acha que vencer comprando as pessoas (inclusive você), trocar votos por favores, usar a máquina pública pra conseguir vencer se arrastando com apenas 90 votos é um ato glorioso, que poderemos pensar de uma criatura como você?
3- Tomar chá, eu tomo todos os dias, porque é uma bebida requintada. Não é uma droga (alcoólica) como você deve gostar de tomar pra curtir sua fossa de uma vitória sem honra. Toma chá de camomila, de erva doce, de erva cidreira por ser um hábito salutar. E independente do chá, eu durmo tranqüilo, todos os dias, graças a Deus, porque eu sou comprometido com a verdade, com a justiça, com a melhoria da Educação, valores dos quais você terá que nascer de novo pra conhecer.
4- Meu blog aceita os comentários (até os anônimos como o seu) mas eu sempre prezo pelos comentários que trazem um texto sem erros de Português ou que sejam inteligentes na sua essência. E você, anônimo, não tem nenhum dos dois.
5- E, pra finalizar, por favor, não me chame de Companheiro porque eu não me relaciono com pessoas sem coragem de mostrar a cara, com gente covarde que parece ter vergonha de assumir que é “do bem”. Chame de companheiro sua raça, seu tipo de gente, blz? E qualquer coisa, se quiser falar comigo, pode me avisar. Eu e meu grupo de amigos "do mal", estamos nos reunindo uma vez por semana. Se tiver coragem de aparecer, venha!

O meu nome é Ricardo Vieira. Sou Professor com muita honra e vergonha na cara!

Quer tentar me comprar? Diga seu lance? Podemos começar com R$ 1.000.000,00?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Era uma vez uma Professora, uma Escola e um Sonho.



Professora Sunamita em sua antiga escola. Vê-se apenas abandono onde antes havia um grande pomar com várias hortaliças.


Foto: Ricardo Vieira.



* Por Sunamita Oliveira.

Era uma vez uma professora que acreditava que o ensino público poderia ser tão bom quanto o das escolas particulares, e certo dia, procurou colocar em prática um projeto que havia elaborado havia algum tempo: criar uma horta orgânica ao lado da escolinha onde trabalhava.

A idéia da professora tinha dois objetivos bem definidos: primeiro era o de despertar nos alunos e na comunidade escolar a consciência da necessidade de se preservar o meio ambiente. O segundo era promover uma mudança gradual nos seus hábitos alimentares, garantindo-lhes qualidade de vida.

Não bastasse a coragem de cogitar tal idéia, havia ainda outro obstáculo a ser superado: como desenvolver um pomar, um canteiro de hortaliças em um solo salinizado? Foi com base nos quatro pilares da educação para o século XXI pensadas por Jacques Délors, que são aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser, que conseguimos tal feito, especialmente quando aprendemos a conhecer.

Com ajuda da comunidade e cooperação de algumas pessoas que compunham o poder político de seu país naquela época, a professora, em pouco tempo, transformou uma paisagem desoladora típica da caatinga, em uma visão inspiradora, em algo verdadeiro e promissor, como acreditava ela, a educação deveria ser.

As Palmas (plantas típicas da caatinga, que alimentam o gado) foram sendo substituídas por ALFACE, BETERRABA, CENOURA, RÚCULA, BROCÓLIS, MILHO, BERINJELA, COUVE, RABANETE, COENTRO... E o que parecia loucura e utopia, transformou-se num respeitável celeiro multicolorido que enriqueceu a merenda dos alunos, como também beneficiou os pais que ajudavam na manutenção da horta.

Esse trabalho proporcionou cenas inusitadas, como por exemplo, crianças de três anos comendo rabanete na salada, e mudanças de comportamento consideráveis, especialmente se partirmos do princípio de que crianças têm a fama de não gostar de verduras e hortaliças. Durante três anos, a qualidade de vida dos alunos, no que concerne à alimentação melhorou consideravelmente, assim como de seus familiares.

As mães da comunidade escolar receberam treinamento, orientação de como usar e preparar os alimentos de forma integral utilizando cascas, talos, folhas, etc. e os alunos por sua vez traduziam o que todos já ouviram falar: “Quem vai para a escola tem fome de aprender, desde que não tenha fome de fato.”

Um trabalho que tinha tudo para ser expandido, esbarrou na arrogância de “um rei mal coroado, que não queria o amor em seu reinado, pois sabia que não iria ser amado...” O que deveria ser um conto com final feliz para todos, acabou sendo vencido pelo ervas daninhas da falta compromisso com o ser humano, com a Educação, com o desenvolvimento, com o planeta em que vivemos.

A professora continua tendo sonhos. Muitos sonhos. A professora acredita que ter sonhos, mesmo aqueles que sofrem a ação maléfica do mundo, é sentir-se vivo em plenitude. Ela segue parodiando a ironia feita por Maquiavel “a mediocridade e o anonimato são a melhor escolha... o mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”.

A professora continua acreditando que há alternativas dignas de construção social, política, religiosa e cultural, independente do “rei”, pois seus sonhos são maiores que os limites humanos. Ela ainda crê nas comunidades, acredita ainda nos homens de boa vontade. Acredita que poderemos um dia dizer, como num conto de fadas:
“E foram felizes para sempre...”


*Sunamita Oliveira
Educadora da Rede Municipal de Ensino – Gravatá.
Estudante de Psicologia.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Esperança: Mãe da Indignação e da Coragem



"A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las".
Santo Agostinho.



Há algum tempo que tento escrever sobre a Esperança. É, confesso, um tanto obvio dizer que Esperança é a última que morre, quando na verdade, para mim, ela é imortal e tenho entendido isso como uma meta de vida, de valor, de ideal humano. E neste apanhado de valores, redescobri que Santo Agostinho havia revelado que a Esperança é a mãe de duas inseparáveis companheiras que se locupletam.

Falar de Esperança no país como o Brasil parece piegas, soa muitas vezes como pleonasmo ou até mesmo como metáfora. Talvez seja ainda vista como uma hipérbole sentimental deste povo que vive num sofrimento único, mas, que não desiste nunca de sua alegria, de sua passividade e de sua multiplicidade de paixões por esta terra que abraça a todos com fé inexplicável.

E o que seria Esperança?

A palavra esperança quer dizer vastidão desdobrada.

O radical “spe” (desdobrar, crescer, florescer) do latim, também deu origem à palavra “próspero”. A esperança é um sentimento que cresce e se desdobra, infinitamente, à frente de quem a experimenta.

É um esperar movimentado, não estacionado. O radical “spe” também deu origem à palavra “espaço”. O que cresce e se desdobra ocupa evidentemente um espaço, criando-o idealmente.

Na língua portuguesa esperar e aguardar são sinônimos, mas nas suas origens são coisas diferentes. Esperar vem do latim e é uma espera de coisas boas e aguardar vem do germânico e é uma expectativa relativa à guerra, uma espera pelo inimigo.

Será que é possível transformar estes conceitos numa realidade mais palpável, no mínimo em uma pequena parcela da sociedade em que vivemos? Talvez se esta Esperança, que tanto cremos ou falamos, gerar conseqüências, mover espaços, criar um ato próspero dando a luz a duas belas filhas - a indignação e a coragem -, poderemos avançar, evoluir como seres humanos dotados de uma Esperança que move montanhas.

Indignar-se com as coisas absurdas que acontecem no nosso País, em nosso estado, em nossa cidade, ou ate mesmo no nosso local diário de convivência (trabalho, lar), deve ser fruto da nossa esperança. Indignar-se ao ver a corrupção, a pobreza, o absurdo de poder, a desigualdade e tantos outros males que perturbam o equilíbrio mundial é o mínimo que poderemos fazer em prol de nós mesmo.

A coragem entra no fato de querer mudar a coisas. Simplesmente criticar não deve ser nossa atitude. Se analisarmos minuciosamente, somos corruptos, gananciosos, indiferentes. Por isso é preciso querer mudar a nós mesmos para assim querermos mudar o resto. Querer mudar o mundo é querer mudar a si, junto com o Cosmos. Se não estamos felizes, o Cosmos também não está. Eis uma unidade fundamental que ainda não entendemos, tanto por não haver indignação e coragem numa proporção global.

Muitos de nós estamos com esperança do Latim, ou seja, estamos aguardando, de braços cruzados, que algo acontece a nosso favor, sem movermos um dedo em direção ao nosso objetivo. É aí que entra o crivo da idéia religiosa de esperança atrelada a fé. O Maior Homem do mundo, o Mestre dos mestres, o Filósofo dos Pensadores, o Revolucionário de ideal Socialista por natureza – Jesus, o Cristo, deixou-nos um alerta: “Ajuda-te e o Céu te ajudará”.

O que precisamos é da Esperança com base no pensamento germânico, de expectativa referente à luta, uma atenção contra inimigos freqüentes como a corrupção, a pobreza, o abuso de poder, a desigualdade entre homens e classes, o autoritarismo, a discriminação de toda ordem e milhares de outros males que nós mesmos reproduzimos, porque somos covardes, omissos e silenciosos.

Há um ditado budista que diz: “é melhor quebrar ossos do que promessas”. Se nós vivemos de promessas, de que devemos crer em uma mudança de conduta, de comportamento, de administração pública, estamos reproduzindo um erro gravíssimo contra nós mesmo: a inércia. Devemos viver de uma esperança pulsante, tal como os movimentos da alma. E como a alma, a Esperança não morre jamais. É importante que não nos tornemos reféns do aguardo. Que estejamos livres na espera (expectativa) burilando nossos braços para a luta que não cessará tão cedo.

Eis o momento em que eclodem em nós, as filhas da Esperança. Che Guevara (sempre ele) me ensinou que a maior virtude de um ser humano é sentir-se indignado diante de qualquer injustiça. E nos ensinou como colocar em prática a sua Esperança quando teve a coragem de abandonar os requintes do poder político e ganhar o mundo pela bandeira da liberdade.

Talvez não seja tarde pra confessar que eu tenho, que eu sinto, que eu absorvo a indignação, mas que me falta tanta coragem quando me sobra em Esperança de dar um mínimo de contribuição para que males outros não se instalem na vida das pessoas com quem divido um ideal.

Quando iremos viver em plenitude a Esperança? Onde encontraremos o sentido para continuarmos acreditando na Esperança? Quando haverá o desdobrar, o crescer e o florescer das nossas Esperanças? Qual a fórmula para aprendermos a viver com coragem, com indignação, com espaço e prosperidade conquistados com dignidade? Certamente não conseguiremos sozinhos e isolados tal como fazem o eremitas se entregam ao claustro dos desertos e se privam do contato humano, num ato covarde de ascender espiritualmente. Eis porque termino dizendo:

“Só não se aprende nada. Nada se aprende só”.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A MÚSICA E A EDUCAÇÃO NA POLÍTICA

Geraldo Vandré


Canção da Despedida

Já vou embora, mas sei que vou voltar
Amor não chora, se eu volto é pra ficar
Amor não chora, que a hora é de deixar
O amor de agora, pra sempre ele ficar

Eu quis ficar aqui, mas não podia
O meu caminho a ti, não conduzia
Um rei mal coroado,
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia
Não ia ser amado

Amor não chora, eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado
Sem Maria
Quando eu me despedia
No meu canto lhe dizia.

Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré



Em uma entrevista cedida a um jornalista no ano de 2000, Geraldo Vandré diz que jamais foi cantor de protesto, mas, um cantor erudito. Questionado na mesma questão, quando o jornalista lembra que duas das canções – Pra não dizer que falei das flores e Canção da Despedida – tem um tom de protesto, ele diz que nunca foi bem entendido...


Se é ou se não é, se foi ou se não foi, eu, e creio que 99 em cada 100 brasileiros, acredito verdadeiramente que esta canção que selecionei acima, tem um tom muito claro de que existe um grau de protesto político contra o regime militar vivido pelo Brasil justamente na época que Vandré lançou a música.

Como eu gostaria de escrever, mesmo que fosse pra negar a sua intenção, uma canção tão carregada de revolta e tão encharcada de poesia, nos dias de hoje. Quem se envolveu nas últimas eleições municipais, como eu, sabe bem que associação pode-se fazer entre o contexto da música de Vandré e os dias atuais.

Não há como não remontar os anos negros da ditadura militar no Brasil, a partir do golpe de 64. Minha mãe tinha apenas seis anos de idade quando se iniciou o processo ditatorial brasileiro. Portanto, não tenho noção alguma do que podem ter sido aqueles anos, a não ser pelos relatos dos livros e de pessoas que viveram e sobreviveram àquela situação única. Livros, eu li muitos. Aos montes. Mas nada como um testemunho vivo para se sentir na pele a vergonha que se tem desta página da história do Brasil. E eu vivi tal experiência.

Fui militante da JOC – Juventude Operária Cristã, entre os anos de 1990 e 1998, através da qual viajei mundo e fundos conhecendo as dificuldades da juventude trabalhadora brasileira, levando a dupla missão que constituiu e continua a constituir a finalidade da JOC: a libertação dos jovens trabalhadores e trabalhadoras; ser testemunha da presença libertadora de Jesus e do projeto de Jesus Cristo no seio da classe operária.


Apenas para situar nos situarmos:


A JOC nasceu na Bélgica em 1925 pela iniciativa dum jovem padre, Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores e trabalhadoras. Nasceu para dar resposta à situação de sofrimento e exploração vivida pelos jovens operários e à necessidade da Igreja os entender e organizar. No Brasil, registra-se no ano de 1933, os surgimentos dos primeiros grupos de JOC nos principais centros industriais do Brasil: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1938 é criado o Secretaria Nacional da JOC para promover a difusão do movimento pelo território nacional. Este ano a JOC está completando oficialmente 60 anos de luta.


E foi nesse ínterim de militância que me situei no movimento por maravilhosos oito anos. A JOC me proporcionou muitos momentos de aprendizado inestimável. Um deles foi justamente quando, em Minas Gerais, conheci um militante que havia sido preso e torturado pelos militares em 1965. Quero chamá-lo apenas de João.


João contou-nos o que viveu durantes quase 60 dias de prisão e torturas das mais cruéis. Lembro-me que todos choraram ao final de cada cena contada por ele. Havia momentos que sentíamos desejo de está ao lado dele, quando ele nos contou do dia em o movimento resolveu colocar armas nas mãos para se defender. Todos nós nos arrepiamos quando João relatou que estava dentro da sede da JOC quando quatro militares invadiram e prenderam-no debaixo de socos e pontapés.

Ao final daquele relato vivo, não havia nem glória, nem havia total tristeza. Apenas um misto de alívio e de superação nos olhos de João. Ele carregava consigo as lembranças do que foram aqueles anos obscuros. Nós entendemos que havia muito por se fazer em prol da permanência da democracia. Tínhamos gratidão total ao companheiro João.

Vendo-me hoje e vendo tudo que tem vivido as pessoas que tiveram a coragem de não concordarem com o lema “mudar pra quê, pra que mudar?”, eu olho para estas páginas horrendas do Brasil e sucumbe-me a dor de imaginar que todos nós estamos passando pelos mesmos sofrimentos intelectuais e morais que enfrentou João.

E eu não preciso ter vivido o que João viveu pra saber que toda ditadura é uma ameaça à construção histórica, porque é uma ameaça à memória dos vencidos, dos opositores, cujos testemunhos se desbotam e se perdem, sufocados, sem ter para meios para propagar-se.

Encontrei há pouco tempo atrás, numa página da internet uma matéria da Revista Seleções, logo após o golpe, exibia como título "A nação que salvou a si mesma", e oferecia um pôster com o seguinte slogan: "Verde-amarelo, sem foice nem martelo". Não sei se a nação se salvou e nem sei se a “foice e o martelo” seriam a pior das opções para o Brasil em dias como os nossos. Sei que apesar de tudo, vale observar que foi naquela época que foram instituídos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, 1961), a Assistência Social - Escolar, o Código Sanitário, o Estatuto do Trabalhador Rural (1963), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade, 1962), a Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab, 1963) e outros instrumentos democráticos.

O país estava paralisado por causa dos ataques contra os princípios democráticos? Claro que não. Este era um dos argumentos usados pelos conservadores para instaurar a crise política e aterrorizar a população com a ameaça do comunismo e da "baderna". Não, não estava. Pelo contrário: uma ampla agenda de reformas democráticas vinha sendo conduzida por pessoas que não se curvavam diante do rei mal coroado que não queria o amor em seu reinado.

A ditadura brasileira foi desmobilizadora. Os militares entendiam que a ideologia só atrapalhava. Apesar de algum apelo retórico (do tipo "Brasil, Ame-o ou deixe-o"), não houve um esforço de mobilizar, de organizar a sociedade civil. Esta foi uma contradição que minou a ditadura. O modelo adotado propiciou uma sociedade civil cada vez mais organizada e plural, que o governo teve que tolerar, não pôde absorver. Na década de 70, cresceu a organização do associativismo, do sindicalismo, das associações de moradores. A sociedade estava se redemocratizando de baixo para cima. É como o mito da fênix.


Suely Souza de Almeida, Decana do Centro de Filosofia e Ciência Humanas (CFCH) da UFRJ, identifica as "ditaduras" a que somos submetidos ainda hoje: "Lutamos contra outras formas de ditadura: a do grande capital, do trabalho escravo, dos mecanismos discriminatórios, da efemeridade dos projetos sociais".


Eu completaria a idéia de Suely dizendo que enfrentamos muitas outras formas contemporâneas de ditadura, como por exemplo, a de não sermos professores livres para escolhermos nossos representantes políticos no município sem medo de represálias.

Onde já se viu proibir professor de entrar em espaço público (escola municipal) para tratar de assuntos pessoais com outro colega de profissão, a não ser em regimes ditatoriais?


Onde já se viu coibir que no espaço público (escola municipal) a presença de um amigo jornalista, em caráter amigável, que não seja em formas de governo fascista?


Será que não estamos saindo do caminho construído nos últimos 40 anos, que é a democracia? Como venceremos estes resquícios de ditadura e quando sufocaremos as ações fascistas se professores se desconhecem na ciranda do poder?


Aloísio Teixeira já dizia: “A vitória da democracia resulta de esforço cotidiano”. Poucos querem perceber que as ações, principalmente da democracia dentro dos ciclos educacionais, exige de cada professor e de cada educador um esforço hercúleo diário para que os subterfúgios politiqueiros acima citados, não ganhem proporções ainda mais disseminadas.

Parece que após quase 20 anos de democracia, nossa Educação ainda não é democrática. Se aceitamos a Educação como o principal pilar de qualquer democracia que se preze, chegamos à triste constatação de que não conhecemos a verdadeira cidadania. Dizem melhor as palavras de Anísio Teixeira:

“Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública”.

“Amor não chora. Eu volto um dia”...

O GÊNIO DA MATEMÁTICA É HOMENAGEADO PELO SENADO


Agência Senado - 07/05/2008 - 15:11

Cearense bi-campeão das Olimpíadas de Matemática é homenageado por comissão do Senado Agência Senado/J. Freitas Ricardo Oliveira ao lado da senadora Patrícia Saboya. Durante a homenagem que recebeu nesta quarta-feira (7), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o estudante cearense Ricardo Oliveira - ganhador de duas medalhas de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas - disse que ainda não tem planos definidos para o futuro, embora queira se dedicar à área de ciências exatas. Ele comentou que sua vida não foi "muito fácil" e que sempre se dedicou muito aos estudos.

Ricardo afirmou não se sentir diferente das demais pessoas pelo fato de ser bi-campeão nas Olimpíadas de Matemática, uma vez que, para ele, todas as pessoas têm o mesmo direito de buscar oportunidades. Ele dedicou a sua mãe, Francisca Antônia da Conceição Oliveira, todas as conquistas que alcançou. Também agradeceu a dedicação de seu pai, Joaquim de Oliveira da Silva - a quem ele se referiu como "braço direito, guarda-costas e secretário".

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do requerimento de homenagem, observou que o poder público deve dar atenção aos jovens, pois, em sua opinião, existem milhares de brasileiros em situação semelhante à de Ricardo, que esperam oportunidade para manifestar seus talentos. Eduardo Azeredo ressaltou que a homenagem da CAS tem o objetivo de cumprimentá-lo pelo seu esforço pessoal, bem como o de sua família.

"Que a sua dedicação à educação seja um exemplo para todo o Brasil", disse.

Também na opinião do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a família teve papel fundamental no sucesso de Ricardo. Apesar das dificuldades financeiras e físicas - o estudante é portador de uma doença neurológica que atrofia a medula espinhal e causa fraqueza nos músculos -, Tasso observou que o estudante obteve conquistas muito longe de ser alcançadas por estudantes privilegiados.

Para o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), Ricardo vai tornar-se um cientista e um pesquisador de sucesso. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) também concordou que "o medalha de ouro" tem todas as condições para isso, por ser "um cientista nato".

O exemplo de Ricardo, disse o senador Flávio Arns (PT-PR), pode servir como precedente para a implementação de ações municipais de estímulo à educação. Flávio Arns, que é vice-presidente da Subcomissão de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência da CAS, sugeriu que a comissão permaneça como "um canal de comunicação aberto" entre o estudante e o Parlamento.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) confessou que se emocionou ao assistir o vídeo do programa Fantástico, da Rede Globo, apresentado na audiência, no qual foi relatada a história de Ricardo. Tuma disse que o jovem é "um exemplo vivo" de como as conquistas são possíveis. A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) compartilhou essa opinião com o senador e ressaltou o compromisso e a persistência nos estudos como fator de sucesso dos estudantes.

Investimentos

Segundo assinalou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), os investimentos em presídios são quase dez vezes maiores do que os gastos com educação. O senador reconhece a necessidade investimentos na área de segurança, mas defende maior aplicação de recursos na educação.

De acordo com o prefeito de Várzea Grande (MT), José Helder de Carvalho, o talento de Ricardo, que também inclui Astronomia e Astronáutica, foi descoberto por meio do Programa de Educação Inclusiva, implantado pela prefeitura.

O prefeito também informou que a família está morando na zona urbana, em frente à escola, que Ricardo recebeu uma cadeira de rodas motorizada e seu computador já tem acesso à Internet. José Carvalho disse que ele recebeu ajuda, mas o mérito maior pelas conquistas é do estudante.

FONTE: http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=219098&modulo=125

domingo, 9 de novembro de 2008

A cidadania ao nosso alcance


O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) criou o Atitude Cidadã para dar visibilidade a iniciativas individuais ou coletivas de cidadania. Através de seus veículos, divulga e incentiva exemplos de gente simples que faz questão de fazer o bem. São notícias que tem o poder de multiplicar a solidariedade e somar esforços na construção de um mundo mais justo e cidadão.

A excelente receptividade mostra que matérias positivas são muito bem vindas nos noticiários atuais. E você pode contribuir com esta iniciativa, sugerindo pautas, falando sobre projetos, comentando matérias e fazendo críticas.

Iniciado em março de 2007, o projeto editorial Atitude Cidadã conta histórias de pessoas, ONGs e movimentos da sociedade civil organizada que fazem algo pelo próximo. Com isso, mostramos nosso compromisso em destacar o que também acontece de bom no nosso dia-a-dia. Buscamos, assim, mudar a impressão geral de que os jornais apenas gostam de noticiar tragédias e problemas que acontecem no cotidiano.


O Atitude Cidadã conta agora com um site exclusivo, onde todas as reportagens produzidas pelo SJCC estão reunidas. Aqui você também poderá deixar sua mensagem e contribuir com o nosso projeto, através de sugestões de histórias com este perfil.

Assim, o Jornal do Commercio, Rádio Jornal, Rádio JC/CBN, TV Jornal e JC OnLine – veículos que compõem o SJCC – têm o compromisso diário em destacar a cidadania. Porque atitudes cidadãs merecem, e devem, ser destacadas.

G-20 conclui encontro com promessa e sem proposta


Após três dias de intensas negociações, o G20, grupo que reúne grandes países emergentes, encerrou seu encontro em São Paulo sem propostas concretas mas com alguns consensos sobre os próximos passos para combater a crise financeira global, o principal deles em torno da necessidade de ações coordenadas.

O desafio-chave é resolver a crise financeira de uma maneira duradoura e suavizar o impacto da crise na atividade econômica global por meio de medidas abrangentes, coordenadas e no momento adequado', afirma o comunicado final do encontro. A seguir, os principais pontos do comunicado divulgado neste domingo:

- O G20 precisa definir medidas para restaurar o crescimento e a estabilidade financeira;

- O G20 deve desempenhar papel-chave na garantia da estabilidade econômica e financeira global;

- O G20 tomará ação conjunta para reduzir a volatilidade dos mercados, restaurar os níveis normais de crédito;

- O G20 reconhece a necessidade de melhorar supervisão e governança das instituições financeiras;

- O G20 deve assegurar formas para melhorar a proteção de instituições de importância sistêmica;

- O G20 reconhece necessidade de expandir fórum sobre estabilidade financeira para incluir economias emergentes;

- O G20 pede que todos países resistam ao protecionismo, reitera apoio para rápida conclusão da Rodada de Doha;

- Países com desvalorização cambial e inflação precisam de monitoramento atento das autoridades monetárias;

- É preciso uma reforma abrangente das instituições de Bretton Woods, dando mais voz aos países emergentes.

Fonte: site da VEJA

sábado, 8 de novembro de 2008

Recife dos absurdos

Mais uma vez, pensando só neles, os nossos "queridos vereadores" do Recife reajustam abusivamente os próprios proventos em quase 30% , com a justificativa que eles também são trabalhadores como nós e têm o direito a aumento salarial.
É um absurdo os vereadores do Recife aumentarem os próprios salários pra mais de 9.000,00 reais, enquanto a maioria dos trabalhadores tem que sobreviver com 415,00 reais por mês. Isso é um desrespeito ao trabalhador assalariado que ganha salário mínimo (a maioria no Recife) e tem que se virar com ele para pagar aluguel, água, luz e sustentar a família em casa.

Essa despesa poderia ser direcionada para coisas realmente importantes como investimentos em uma educação pública de qualidade e não essa mascarada que temos que esconde o analfabetismo, e na saúde do município que está sucateada, por exemplo.

Enquanto milhares de recifenses estão em condições de extrema miséria, sobrevivendo, quando muito, com uma vergonha de valor proveniente de uma política social pública de assistência chamada Bolsa Família, os nossos queridos representantes na Câmara mamam nas tetas do município, aumentando abusivamente os próprios salários, não diferente do que costumam fazer, garantindo os próprios interesses quando deveriam lutar pelos eleitores que inocentemente ainda acreditam que pelo voto conseguirão eleger pessoas realmente comprometidas com as causas do povo! Nós os elegemos para cuidarem dos interesses da população e ficam lá a toa cuidando apenas dos interesses deles!

A população recifense precisa urgente se mobilizar para impedir esse absurdo que insiste em se repetir. As classes empresariais e os cidadãos da classe média residentes na capital deveriam fazer uma greve e deixar de pagar os impostos durante 3 meses até que se colocassem o salário destes políticos, de acordo com a realidade do município. Como legítimos representantes do povo, é ridículo os vereadores criarem seus próprios salários, sem a participação e aprovação da população. Por isso, sempre afirmo que o Recife não tem jeito mesmo. Vamos ter que continuar a conviver com esta pouca vergonha! Até quando?
Por Adroaldo Figueiredo.
EU FICO IMAGINANDO SE ESSA MODA PEGA AQUI EM GRAVATÁ...
SE VOCÊ CONCORDA COM ESSE "AUMENTOZINHO", LIGUE PARA OS VEREADORES E OS PARABENIZE! MAS SE CONSIDERA UM ABSURDO, UMA TRAIÇÃO AO POVO TRABALHADOR, LIGUE TAMBÉM E DEMONSTRE SUA INDIGAÇÃO.

André Ferreira - PMDB > (81) 3301-1339 // (81) 3301-1240 // (81) 3301-1339.

Antônio Luiz Neto - PTB > (81) 3301-1276 // (81) 3301-1207 // (81) 3301-1276.

Antonio Oliveira - PT do B > (81) 3301-1347 // (81) 3301-1224 // (81) 3301-1347.

Augusto Carreras - PV > (81) 3301-1336 // (81) 3301-1252 // (81) 3301-1336.

Caio Pires - PMN > (81) 3301-1250 // (81) 3301-1325.
Carlos Gueiros - PTB > (81) 3301-1278 // (81) 3301-1213 // (81) 3231-5336.

Cordeiro de Deus - PRB > (81) 3301-1346 // (81) 3301-1209 // (81) 3301-1346.

Daniel Coelho - PV > (81) 3301-1269 // (81) 3301-1340 // (81) 3301-1340.

Eduardo Marques - PTB > (81) 3301-1356 // (81) 3301-1220 // (81) 3301-1356.

Fernando Nascimento - PT > (81) 3301-1281 // (81) 3301-1232 // (81) 3301-1281.

Francismar Pontes - PTB > (81) 3301-1283 // (81) 3301-1283.

Fred Oliveira - PMN > (81) 3301-1274 // (81) 3301-1212 // (81) 3301-1274.

Gilberto Luna - PSB > (81) 3301-1343 // (81) 3301-1215.

Gilvan Cavalcanti - PMN >(81) 3301-1214 // (81) 3301-1275.

Gustavo Negromonte - PMDB > (81) 3301-1333 // (81) 3301-1223.

Henrique Leite - PT > (81) 3301-1362 // (81) 3301-1216 // (81) 3301-1216.

João Alberto - PSDB > (81) 3301-1357 // (81) 3301-1259 // (81) 3301-1259.

João Arraes - PSB > (81) 3301-1277 // (81) 3301-1198 // (81) 3301-1277.


José Antonio - PSL > (81) 3301-1331 // (81) 3441-4830 // (81) 3441-4830.

Josenildo Sinésio - PT > (81) 3301-1435 // (81) 3301-1211 // (81) 3301-1211.

Jurandir Liberal - PT > (81) 3301-1282 // (81) 3301-1249 // (81) 3301-1280.

Liberato Costa Júnior - PMDB > (81) 3301-1334 // (81) 3301-1199.

Luiz Eustáquio - PT > (81) 3301-1360 // (81) 3301-1246 // (81) 3301-1360.

Luiz Helvecio - PT > (81) 3301-1332 // (81) 3301-1233 // (81) 3301-1332.

Luiz Vidal - PSDC > (81) 3301-1335 // (81) 3301-1217 // (81) 3301-1335.

Marcos Menezes - DEM > (81) 3301-1272 // (81) 3301-1229 // (81) 3301-1229.

Mozart Sales - PT > (81) 3301-1270 // (81) 3301-1270 .

Nildo Resende - PTN > (81) 3301-1359 // (81) 3301-1255 // (81) 3301-1359.

Osmar Ricardo - PT > (81) 3301-1337 // (81) 3301-1228 // (81) 3301-1228.

Priscila Krause - DEM > (81) 3301-1244 // (81) 3301-1279 // (81) 3301-1279.

Roberto Teixeira - PP > (81) 3301-1234 // (81) 3301-1358 // (81) 3301-1234.

Romildo Gomes - DEM > (81) 3301-1341 // (81) 3301-1236 // (81) 3301-1291.

Severino Gabriel - PT do B > (81) 3301-1231 // (81) 3301-1345.

Severino Ramos - PMN > (81) 3301-1197 // (81) 3301-1230.

Valdir Facione - PMN > (81) 3301-1273 // (81) 3301-1201 // (81) 3301-1201.

Vicente André Gomes - PC do B > (81) 3301-1242.